Rio Jacuípe

Improbidade Administrativa

Ex-Prefeito, Secretária e Procurador são acionados por Improbidade Administrativa

Ex-prefeito José Ronaldo é acionado pelo MP por improbidade administrativa O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho; a secretária de Saúde, Denise Lima Mascarenhas; o ex-subprocurador do Município, Cleudson Santos Almeida; e o então presidente da comissão de licitação no Município, Antônio Rosa de Assis, foram acionados pelo Ministério Público estadual por dispensa indevida de licitação realizada no ano de 2013, quando José Ronaldo era prefeito. Suspensão dos direitos políticos De acordo com o MP, o ato de improbidade causou ao erário um dano de R$ 6.379.495,62. Na ação, o promotor de Justiça Tiago de Almeida Quadros

Roberto Tourinho

Roberto Tourinho na Oposição

Tourinho na Oposição Em entrevista ao programa Acorda Cidade, nesta terça-feira (05), o prefeito Colbert Martins, comentou que Roberto Tourinho se tornou um vereador de oposição, após cobrança para afastar envolvidos no caso da Coofsaúde e propor uma CPI. A quem responder? Em pronunciamento, na sessão ordinária da última quarta-feira (06), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador comentou sobre a entrevista do prefeito e disparou que estava em dúvida a quem deveria responder, se “ao prefeito que governa ou o do Pilão, que despacha na Pousada Acalanto e no Hotel Atmosfera”. “Se ao prefeito ou ao chefe”.

Fila no CADH de Feira

Fila longa para marcar consulta no CADH, em Feira – Feira (A)notada

Fila longa, demora no atendimento e lotação no CADH Uma longa fila foi observada na manhã da última terça-feira, 05, na Rua Boticário Moncorvo, Centro da cidade. Tratava-se de pacientes do Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (CADH), esperando a vez para marcar uma consulta com médicos especialistas. O interior da unidade estava completamente lotado e o sistema de marcação toda hora saía do ar, enquanto as pessoas com diabetes e hipertensão permaneciam na fila. Somente quatro vereadores assinaram pedido de CPI O pedido para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende averiguar denúncias de irregularidades na

PSOL pede CPI na Câmara

PSOL protocola pedido de CPI na Câmara – Feira (A)notada

PSOL protocola pedido de CPI na Câmara Na manhã da última sexta-feira, 1º de fevereiro, no retorno das atividades na Câmara Municipal, o PSOL de Feira de Santana protocolou na Casa o pedido de CPI das fraudes na saúde do município, envolvendo contratos com as falsas cooperativas. O pedido foi entregue por Jhonatas Monteiro, ex-candidato a prefeito pelo partido, em mãos ao presidente da Câmara, vereador José Carneiro, que se comprometeu em apreciar o pedido no Plenário já na próxima segunda-feira, dia 4. Aprovados em concurso também querem CPI das cooperativas Trabalhadores da área de saúde, aprovados no concurso de

Novidades na Câmara Municipal

Novidades na Câmara Municipal de Feira de Santana – Feira (A)notada

Câmara reabre trabalhos legislativos A Câmara Municipal de Feira de Santana retomou as atividades na manhã desta sexta-feira (01). Em rito ordinário, foi realizada a leitura da ata da sessão anterior devidamente aprovada pelos edis presentes. O prefeito de Feira de Santana Colbert Martins da Silva Filho fez o pronunciamento e desejou bom retorno aos trabalhos. Estiveram presentes ainda o Procurador Geral do Município, Cleudson Almeida, secretários municipais, autoridades, representantes da sociedade civil e imprensa. Neinha deixa de ser suplente e assume a vaga deixada por Tom A vereadora Neinha (PTB), que estava no mandato como suplente, assume a vaga deixada

Quais tribos indígenas habitavam Feira de Santana?

Na histórica obra “Feira de Santana”, do pesquisador norte-americano Rollie Poppino, publicada em 1968, há uma referência interessante sobre os primeiros habitantes do que se tornaria a Princesa do Sertão: “A estrutura social básica do município de Feira de Santana desenvolveu-se durante o período colonial. Nessa época já se delineara a composição racial da população e muitas das instituições sociais estavam consolidadas. Quando os primeiros europeus se fixaram na gleba, que veio a ser o município de Feira de Santana, encontraram-na habitada por pelos índios das tribos Aimoré e Paiaiá”.

Poppino destaca que “os primeiros povoadores tiveram que encarar os perigos de uma guerra com os índios e de um ataque por bandos irregulares de negros”. O fato é que, de acordo com o autor, na região onde hoje é Feira de Santana o povo indígena era predominante até a chegada dos europeus e africanos, tendo alguns fugido motivados pelos confrontos com os invasores, outros morrido resistindo e ainda outros permanecido, compondo o caldo da miscigenação que caracteriza Feira de Santana (e o Brasil).

Buscando algumas referências, é possível constatar algum sentido no que afirma Rollie Poppino. Conheça um pouco mais sobre os Paiaiás (ou Payayá) e os Aimoré, possíveis povos primitivos da nossa terra:

Os Payayás

De acordo com o Portal Índios Online, administrado por militantes das causas indígenas no Brasil, os Payayá são povos dados como desaparecidos, exterminados. Entre os séculos XVI e XIX dominavam o território do vale do Rio Paraguaçu, bem como o território que compreende hoje a região onde estão os municípios de Morro do Chapéu, Jacobina, Saúde, Utinga e Tapiramutá. Também se encontra a presença inconteste desse povo na região de Alagoinhas, onde existe o povoado de nome São José dos Payayá. Em Serra Preta (a 65 quilômetros de Feira de Santana) há um monte chamado Payayá. No município de Saúde há uma fazenda com esta denominação, em Jacobina um cinema que, segundo seus construtores, é assim batizado em homenagem aos primitivos habitantes.

Na verdade os povos Payayá não desapareceram, misturaram-se. Devido a sua enorme resistência ao colonialismo, os Payayá foram perseguidos por fazendeiros, mineradores, bandeirantes e autoridades em geral. Essa resiliência dos Payayás é confirmada por vários pesquisadores, que descrevem a etnia como aquela “que consistiu em uma verdadeira ‘muralha humana’ durante os séculos XVII e XVIII, resistindo ao movimento de expansão e ocupação colonizadora das terras do interior da Capitania da Bahia”.

“Eram cultivadores do milho, da mandioca, do aipim, do feijão, da batata doce, do amendoim e da abóbora”.

Segundo o arqueólogo alemão Carlos Ott, que viveu boa parte de sua vida na Bahia, os Payayá devem ser classificados como caçadores-coletores tornados agricultores, fabricantes de ferramentas de pedra e cerâmica. Seriam também conhecedores da arte da construção usando ossos, madeiras, palhas trançadas de licuri e folhas de palma. Ott aponta vestígios de artefatos de sílex, nefrite e jadeite como lascas, machados, pontas de lanças e de flechas, além de cachimbos de madeira, urnas e cerâmicas decoradas. E afirma que os Payayá também eram cultivadores do milho, da mandioca, do aipim, do feijão, da batata doce, do amendoim e da abóbora, além de caçarem veados, porcos do mato, cascavéis, e coletarem umbu, mandacaru, xiquexique e mel de mandassaia.

Para Ott, os Payayá também acrescentavam o peixe à sua alimentação. Eles tinham o costume de invadir a região do Recôncavo para a pesca da tainha que, depois de salgada e triturada, gerava uma farinha de peixe (também chamada de farinha de guerra) que, quando misturada com a farinha de mandioca, tornava-se essencial para a sua subsistência no sertão, principalmente durante os períodos de secas prolongadas e de guerras, posto que esta farinha durava meses.

Os Aimorés

Casal de índios Botocudos (Aimoré)

Casal de índios Botocudos (Aimoré)

Os aimorés, ou índios botocudos, em sua maioria, usavam botoques labiais e auriculares. Eram numerosos na época da chegada do homem branco, distribuindo-se numa área que ia do Vale do Salitre, região onde hoje existe a cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, até a área do Rio Doce, no sul de Minas Gerais.

Os botoques eram discos brancos, geralmente feitos com a madeira leve da barriguda secados ao fogo, de diâmetro variável, chegando a até 12 centímetros. Esses acessórios localizados nos lábios e orelhas, davam uma aparência assustadora aos índios, causando estranheza dos homens brancos.

Botocudos

Instrumentos e hábitos dos índios Botocudos

Em 1911, a Revista do Museu Paulista publicou um extenso relato das características dos Botocudos sobreviventes no Século XIX. Entre eles existia “a superstição de que as almas dos mortos, que não foram enterrados ou queimados, se transformam em animais ,particularmente em onças”. Segundo a publicação, os Botocudos tocavam a flauta taquara: “A extremidade inferior é aberta, e a superior, que corresponde ao internódio, tem uma pequena abertura central. No corpo da flauta notam-se duas aberturas quadrangulares, que ao tocar são tapadas com os dedos. Estas flautas eles sopram com o nariz, ao qual juntam a flauta, perto da abertura axial. Só as mulheres tocara flauta e a melodia é muito uniforme, repetindo-se sempre a mesma modulação”.

Há quem afirme que os Aimorés eram inimigos tradicionais dos tupis-guaranis, que gozavam de maior “prestígio” junto aos colonizadores, e por isso logo se tornaram inimigos potenciais do homem branco, representando um difícil obstáculo para o desbravamento do interior.


Naturalmente, muitas dúvidas no campo da investigação histórica podem surgir sobre os habitantes da “Feira de Santana primitiva”, mas já é válido refletir sobre as possibilidades de formação do nosso povo, tão múltiplo étnica e culturalmente.

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