Rio Jacuípe

A Procissão de Nossa Senhora da Boa Morte em Cachoeira

A Procissão de Nossa Senhora da Boa Morte em Cachoeira

Ontem (14) aconteceu a procissão de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, um dos pontos altos das celebrações que se estendem por uma semana. Até a sexta-feira (17) o município vai continuar mobilizado pelos festejos seculares, que harmonizam a ancestral cultura religiosa de matriz africana com os ritos católicos legados pelos colonizadores portugueses. Transbordante de cultura, densa em História, palco de memoráveis mobilizações nas jornadas da Independência da Bahia, dotada de rico patrimônio arquitetônico, Cachoeira vive no mês de agosto uma das suas mais intensas semanas. Uma chuva miúda – uma quase imperceptível garoa – ameaçou encorpar, mas se

Cooperativa de Badameiros de Feira de Santana

A Cooperativa de Badameiros feirense, comandada por mulheres

Em 1777, o grande químico francês Antoine Lavoisier enunciou a Lei da Conservação das Massas, que tornou conhecida a célebre frase: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. De fato, o Planeta Terra tem uma capacidade própria (Biocapacidade) de renovar e transformar seus recursos naturais para que sejam novamente reutilizados pelos seres humanos. Dessa forma, a Natureza se torna fonte primária (por isso, o nome matéria prima) de extração de recursos para os seres humanos produzirem seus alimentos, ferramentas, máquinas, carros, casa, móveis, computadores, livros etc. O grande problema ocorre quando os materiais gerados por conta

Dito Leopardo

Dito Leopardo: artista, boêmio e humano

Ao homem, é imperativo decidir o lugar que quer ocupar no mundo. Deixar de escolher não é uma alternativa. Fora da caixa, de riso frouxo e deboche contumaz, Dito Leopardo é um artista feirense que você deveria conhecer. Nascido em 1952, na cidade de Serrinha, Expedito Francisco Rocha, ou melhor, Dito, erradicou-se em Feira de Santana e aqui construiu, junto ao grupo musical Os Leopardos, uma intensa e memorável carreira como cantor. Nos tempos da brilhantina e dos bailes realizados em clubes sociais, era Dito quem orquestrava noites dançantes e proporcionava galanteios desvairados. Fez do Feira Tênis Clube e da

Futebol para cegos em Feira de Santana

Time feirense de futebol para cegos é destaque nacional

O futebol de Feira de Santana não é representado apenas pelo Fluminense de Feira e pelo Bahia de Feira, clubes locais que mobilizam os apaixonados pelo esporte na cidade. Por aqui há uma equipe que disputará o Campeonato Brasileiro da série A na sua categoria – além de ser finalista do Campeonato do Nordeste. O desempenho invejável é da equipe de Futebol de 5 da União Baiana de Cegos, a UBC, de Feira de Santana, que desde 2011 participa de competições oficiais na Bahia e fora do estado. A equipe é composta por pessoas cegas, que se orientam no campo

As feiras de Feira de Santana

As feiras de Feira de Santana

A palavra “organização” vem do grego “organon”, que significa “organismo” ou “instrumento” de trabalho. Assim, o filósofo grego Aristóteles tem o conjunto de suas obras lógicas chamadas de Órganon, já que, para a Filosofia, a Lógica é o instrumento crucial de seu funcionamento. Nesse sentido, as feiras também são o Órganon de Feira de Santana: o instrumento de trabalho e sobrevivência de milhares de feirenses e regionais, que transitam pelas feiras da cidade comercializando seus frutos, verduras, raízes, roupas, sucata e o que mais for possível. Mas, como o leitor deve saber, as feiras desse entroncamento não obedecem ao rigor lógico

Time feirense de futebol para cegos é destaque nacional

O futebol de Feira de Santana não é representado apenas pelo Fluminense de Feira e pelo Bahia de Feira, clubes locais que mobilizam os apaixonados pelo esporte na cidade. Por aqui há uma equipe que disputará o Campeonato Brasileiro da série A na sua categoria – além de ser finalista do Campeonato do Nordeste.

O desempenho invejável é da equipe de Futebol de 5 da União Baiana de Cegos, a UBC, de Feira de Santana, que desde 2011 participa de competições oficiais na Bahia e fora do estado. A equipe é composta por pessoas cegas, que se orientam no campo através do tato e da audição, já que a bola possui guizos para orientar os competidores.

O futebol de 5 em Feira começou a ser praticado de maneira informal, no ano de 2009 por alguns atletas cegos que conheciam a modalidade. A primeira competição foi o Campeonato Regional Nordeste de Futebol de 5, realizado em São Luiz do Maranhão.

De lá pra cá a equipe conquistou títulos e está classificada para atuar, em novembro próximo, no Centro Paraolímpico de São Paulo-SP, contra a equipe de Campina Grande-PB.

Time da UBC - Feira de Santana

Equipe de futebol de 5 feirense. Foto: UBC

Segundo Sérgio Benevides, professor de Educação Física formado pela UEFS e treinador voluntário da equipe, além dos atletas que atuam na equipe da UBC de Feira de Santana, existem outros feirenses que jogam em outras equipes, fora da cidade.

“O problema é que é uma modalidade cada vez mais profissional, e falta o apoio devido. Algo como uma bolsa atleta, para que a gente possa viajar com um pouco mais de tranquilidade, um pouco mais de conforto, uma estrutura melhor para treinamento. Esse investimento ainda é feito de uma forma muito pequena”, diz Sérgio, que conta com outros três voluntários na comissão técnica da equipe.

Como funciona o Futebol de 5

Futebol para cegos em Feira de Santana

Equipe de futebol de 5 feirense. Foto: UBC

O futebol de 5 é exclusivo para cegos ou deficientes visuais. As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada, mas desde os Jogos Paralímpicos de Atenas (2004) também têm sido praticadas em campos de grama sintética. O goleiro tem visão total e não pode ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos.

Junto às linhas laterais, são colocadas bandas que impedem que a bola saia do campo. Cada time é formado por cinco jogadores – um goleiro e quatro na linha. Diferentemente de um estádio convencional de futebol, as partidas de futebol de 5 são silenciosas, em locais sem eco.

A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. A torcida só pode se manifestar na hora do gol. Os jogadores usam uma venda nos olhos e, se tocá-la, cometerá uma falta.

 

Com cinco infrações, o atleta é expulso de campo e pode ser substituído por outro jogador. Há ainda um guia, o chamador, que fica atrás do gol, para orientar os jogadores, e que diz onde devem se posicionar em campo e para onde devem chutar. O técnico e o goleiro também auxiliam os jogadores em quadra.

O jogo tem dois tempos de 25 minutos e intervalo de 10 minutos. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Como praticar o Futebol de 5 em Feira de Santana

Futebol de 5 - Feira de Santana

Equipe de futebol de 5 feirense. Foto: UBC

O cego que deseje praticar a modalidade em Feira de Santana pode procurar a UBC (Rua Alcides Fadiga, Queimadinha nº 82). A entidade recepciona os interessados e os direciona para o esporte. Alguns atletas que chegaram como novatos hoje compõem a equipe principal e já disputam competições.

“Os benefícios vão desde os físicos e fisiológicos até a melhora da autoestima, a autonomia, o desenvolvimento de outros sentidos como o tato e a audição. Não é porque a pessoa está cega que ela tem que ser totalmente dependente de um vidente de alguém que auxilie sempre. O cego precisa ter a autoestima elevada para que ele siga a vida independente da deficiência”, diz Benevides sobre a importância do Futebol de 5 para seus praticantes.

A equipe e a comissão técnica do time de Futebol de 5 de Feira de Santana é a seguinte:

Goleiros:

  • Tonislan Pereira
  • Everton Oliveira

Atletas cegos:

  • Anderson Barbosa
  • Gilvanecio de Oliveira
  • Raidan Souza
  • Paulo Roberto
  • Marivaldo Moreira
  • Juan Pablo Parra
  • Marcelo do Carmo
  • Brian Nahuel

Comissão Técnica:

  • Sérgio Benevides (Técnico)
  • Leonardo Martins (Chamador)
  • Luciano Souza (Staff)
  • Lucas Andrade (Chefe de Delegação)

 


Sobre o (a) autor (a):