Rio Jacuípe

Cooperativa de Badameiros de Feira de Santana

A Cooperativa de Badameiros feirense, comandada por mulheres

Em 1777, o grande químico francês Antoine Lavoisier enunciou a Lei da Conservação das Massas, que tornou conhecida a célebre frase: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. De fato, o Planeta Terra tem uma capacidade própria (Biocapacidade) de renovar e transformar seus recursos naturais para que sejam novamente reutilizados pelos seres humanos. Dessa forma, a Natureza se torna fonte primária (por isso, o nome matéria prima) de extração de recursos para os seres humanos produzirem seus alimentos, ferramentas, máquinas, carros, casa, móveis, computadores, livros etc. O grande problema ocorre quando os materiais gerados por conta

Dito Leopardo

Dito Leopardo: artista, boêmio e humano

Ao homem, é imperativo decidir o lugar que quer ocupar no mundo. Deixar de escolher não é uma alternativa. Fora da caixa, de riso frouxo e deboche contumaz, Dito Leopardo é um artista feirense que você deveria conhecer. Nascido em 1952, na cidade de Serrinha, Expedito Francisco Rocha, ou melhor, Dito, erradicou-se em Feira de Santana e aqui construiu, junto ao grupo musical Os Leopardos, uma intensa e memorável carreira como cantor. Nos tempos da brilhantina e dos bailes realizados em clubes sociais, era Dito quem orquestrava noites dançantes e proporcionava galanteios desvairados. Fez do Feira Tênis Clube e da

Futebol para cegos em Feira de Santana

Time feirense de futebol para cegos é destaque nacional

O futebol de Feira de Santana não é representado apenas pelo Fluminense de Feira e pelo Bahia de Feira, clubes locais que mobilizam os apaixonados pelo esporte na cidade. Por aqui há uma equipe que disputará o Campeonato Brasileiro da série A na sua categoria – além de ser finalista do Campeonato do Nordeste. O desempenho invejável é da equipe de Futebol de 5 da União Baiana de Cegos, a UBC, de Feira de Santana, que desde 2011 participa de competições oficiais na Bahia e fora do estado. A equipe é composta por pessoas cegas, que se orientam no campo

As feiras de Feira de Santana

As feiras de Feira de Santana

A palavra “organização” vem do grego “organon”, que significa “organismo” ou “instrumento” de trabalho. Assim, o filósofo grego Aristóteles tem o conjunto de suas obras lógicas chamadas de Órganon, já que, para a Filosofia, a Lógica é o instrumento crucial de seu funcionamento. Nesse sentido, as feiras também são o Órganon de Feira de Santana: o instrumento de trabalho e sobrevivência de milhares de feirenses e regionais, que transitam pelas feiras da cidade comercializando seus frutos, verduras, raízes, roupas, sucata e o que mais for possível. Mas, como o leitor deve saber, as feiras desse entroncamento não obedecem ao rigor lógico

O Feirenses vai voltar!

O Feirenses vai voltar!

Desde quando iniciamos, em maio de 2015, sabíamos que fazer o Feirenses seria desafiador. Uma iniciativa completamente independente, sem vínculos com quaisquer organizações (públicas ou privadas) e ambiciosa: criatividade, inovação, profundidade, originalidade, democracia e coletividade foram algumas palavras-chave que os/as fundadores/as entusiasticamente pronunciavam em cada conversa pré e pós-produção dos conteúdos. Três anos após a primeira publicação, podemos dizer com orgulho que contribuímos para o ambiente de publicações em Feira de Santana, e que tudo estaria bem se continuássemos hibernando – como ocorre há quase um ano. Importante dizer que essa suspensão das atividades do Feirenses deu-se pela própria natureza

O telégrafo de Feira de Santana

O telégrafo é um meio de comunicação, criado no século XIX, que tinha como principal objetivo transmitir mensagens de um ponto para outro, através de grandes distâncias. Ou seja, antes do telefone, as pessoas tinham nesta época a possibilidade de se comunicar de uma maneira mais fácil, que não fosse somente por meio das cartas.

O responsável pela invenção foi Samuel Morse, que criou um telégrafo eletromagnético em 1832 e construiu uma versão experimental em 1835. Ele não construiu um sistema verdadeiramente prático até 1844, quando finalmente montou uma linha de Baltimore para Washington, D.C, nos Estados Unidos.

O telégrafo que Samuel Morse usou em sua primeira linha em 1844 era muito simples – uma mola de aço em tira que podia ser pressionada contra um contato de metal. Alfred Vail, sócio de Morse, desenhou este aparelho, no qual o espaçamento era mais facilmente ajustável por causa de mudanças na tensão da mola.

O Telégrafo de Feira de Santana

O telégrafo de Feira de Santana

Para quem nunca se deu conta, Feira de Santana possui uma Rua do Telégrafo, e, sim – a cidade também possuiu seu telégrafo antes das linhas telefônicas. O pesquisador Rollie Poppino, em seu livro “Feira de Santana”, lembra como se estruturou o meio de comunicação naquela época.

“As comunicações telegráficas suplementaram o serviço postal em Feira de Santana durante três quartos de século. A primeira linha a alcançar o município foi instalada pela Brazilian Imperial Central Bahia Railway Company Limited, em 1875. O novo sistema foi imediatamente aceito pelos moradores da cidade, que o consideraram um grande melhoramento relação aos primeiros meios de comunicação com Cachoeira e o litoral.

Dentro de alguns anos o telégrafo nacional estendeu suas linhas até Feira de Santana instalando estações na cidade e no distrito de Bonfim de Feira. Esse serviço facilitou aos moradores dessa região rápidas comunicações com a Cidade do Salvador e Cachoeira. Na entrada deste século, o telégrafo também se instalara nos distritos de Anguera e Pacatu, masm foi abandonado depois de 1910.

Nas duas décadas seguintes, Feira de Santana ligara-se pelo telégrafo com outras comunidades no interior do Estado. Em 1918 o telégrafo nacional foi inaugurado no município de Mundo Novo. Em 1924, ele alcançou São Gonçalo dos Campos e, em 1930, uma agência telegráfica se abriu no município de Mairi.

No município de Feira de Santana, o telégrafo da estrada de ferro se estendera até o município de Tanquinho, em 1923, mas dentro de dez anos, a linha fora retirada. Em 1944, o telégrafo nacional instalara-se no distrito de Humildes e, em 1948, criara uma estação em Tanquinho. Em 1950, todavia, seis distritos do município ainda não eram servidos pelo telégrafo.

Em 1930, o telégrafo nacional unira-se ao departamento dos correios e desde esse tempo passou a ser operado conjuntamente com o serviço postal. Em 1950, o sistema postal-telefônico ligaria Feira de Santana com a maioria das cidades do Brasil”.

 

OBS: as fotos desse artigo são meramente ilustrativas. Não foram tiradas em Feira de Santana.


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