Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/feirenses/www/wp-content/themes/magazine/options/php-po/php-po.php on line 187
O rural feirense, segundo o último censo agropecuário (parte 3) - Feirenses - Feira de Santana aprofundada
As Feiras de Feira de Santana

Roça Sound

Roça Sound expõe a Feira de Santana clandestina

Saiu o novo clipe do Roça Sound, uma interpretação audiovisual apurada da música “Verde e Cinza”, que compõe o álbum “Tabaréu Moderno”, o mais recente do grupo. A música e o clipe integram uma das mais importantes obras contemporâneas de interpretação de Feira de Santana e sua cultura. “Verde e Cinza”, já no título, denuncia essa cidade contraditória, que vive entre uma tradição rural, feirante, e uma sanha modernizante expressa nas obras cheias de concreto e vazias de humanidade. Mas não para por aí, afinal, Clóvis Ramaiana já notou e denunciou isso há muito. A canção expõe a visceral clandestinidade

Cooperativas em Feira de Santana

Cooperativas com os dias contados em Feira de Santana

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) exigiram que a Prefeitura Municipal de Feira de Santana não faça mais contratações de servidores através de cooperativas. Novas Contratações Colbert Martins disse ao Acorda Cidade que as contratações só poderão ocorrer via Organização Social (OS), seleção pública (Reda) ou concurso público. Ao atender essa recomendação, é provável que aumente o número de processos seletivos para contrações temporárias. Fim das indicações políticas Infelizmente, com o fim das contratações via cooperativas, não é certo de que acabem também as indicações políticas. A contratação de Organização Social permite

Vai ter Feira Noise Festival em 2020

O Feira Coletivo Cultural e a Banana Atômica realizaram no último final de semana, em Feira de Santana (BA), uma edição histórica em comemoração aos 10 anos de existência do Feira Noise Festival. O evento aconteceu entre os dias 22 a 24, no Ária Hall, reforçando sua importância para a consolidação da cena local, além de manter Feira de Santana na rota de circulação de bandas e artistas independentes. Ao todo, 33 atrações se revezaram entre os palcos Banana Atômica e Budweiser, sendo 13 delas de Feira de Santana. Importantes nomes da música brasileira contemporânea como Supercombo, Francisco El Hombre, Black Pantera, Potyguara Bardo,

O fenômeno flamenguista em Feira de Santana

Na manhã dessa segunda-feira, a Praça da Bandeira foi a arena onde se discutiu sobre o mais importante e popular time de futebol brasileiro. — É óbvio que o Bahia é de mais importância. O Brasil nasceu onde? Se é aqui o início do Brasil, o Bahia é o time do nosso povo, defendia Papinho, torcedor patológico do Bahia. — O Flamengo, companheiro, é o time das massas, o time rubro, castanho, caboclo, representando os índios, e negro, quilombola, africano, representando o povo escravizado, proclamava Seu Teófilo, tomando caldo de cana para curar a ressaca da comemoração dos dois títulos

Roça Sound

“Tabaréu Moderno”, o novo álbum do Roça Sound

“Tabaréu Moderno” é o terceiro disco do grupo Roça Sound. Lançado no último dia 15 de novembro, o novo álbum estava sendo esperado pelo público que acompanha o trabalho dos feirenses desde “Você Aguenta Quantos Rounds?”, de 2014. Formado por NickAmaro (DJ/ MC), Paulo Bala (MC), Dom Maths (MC) e o dançarino Edy Murphy, o Roça Sound explora sonoridades que vão desde a Cultura Nordestina, Rap, Dembow, Reggae, e o DanceHall, tendo o suingue como sua marca principal. Em “Tabaréu Moderno”, trazem nove faixas autorais e inéditas, com as participações da Orquestra Reggae de Cachoeira, Quixabeira da Matinha, Bel da

O rural feirense, segundo o último censo agropecuário (parte 3)

No rural feirense prevalecem os cultivos de subsistência – feijão, mandioca e milho –, típicos do semiárido, embora haja uma rica, mas nem tão expressiva diversidade na agricultura local. É o que apontam os dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado ano passado, mas cujos resultados foram divulgados nos últimos meses. Em textos anteriores já se ressaltou a importância dessas informações para a construção de políticas para o campo.

Segundo o levantamento, 3.029 estabelecimentos – do total de 9.191 mapeados na Feira de Santana – plantaram milho à época do Censo. Eles colheram um milhão de toneladas, numa área plantada de 2,7 mil hectares. É muito mais que o milho forrageiro, cuja colheita somou 127,8 toneladas, sendo plantado em 62,9 hectares de apenas 24 estabelecimentos.

A quantidade de estabelecimentos aonde se plantou feijão também foi expressiva: 3.702.  A produtividade, porém, não foi tão expressiva: 287 toneladas colhidas em 1,9 mil hectares plantados. O feijão fradinho vem logo na sequência: 160,7 toneladas colhidas. O agricultor feirense também cavoucou a terra para colher feijão verde (43,7 toneladas) e até feijão preto (1,9 tonelada).

Com relação à mandioca – e ao aipim e à macaxeira – houve plantio em apenas 794 estabelecimentos. E os demais números não foram lá muito animadores: 605 toneladas colhidas em 489,5 hectares plantados. Nesse e noutros cultivos, o desempenho se deveu às chuvas escassas – não caíram as tradicionais trovoadas – que afetaram todo o Nordeste nos últimos anos.

Cajueiros

Cajueiros

O feirense residente no campo também gosta de se dedicar à abóbora. Em 1.427 estabelecimentos foram colhidas 841,9 toneladas, cujo plantio se estendeu por 473 hectares. O produto é frequente nas mesas feirenses e pode ser encontrado com ampla diversidade pelas feiras-livres da cidade, sobretudo no Centro de Abastecimento.

Mas há, também, algumas curiosidades, inclusive estatísticas. O caju – típico do verão feirense, com ampla oferta nos janeiros antecedidos por trovoadas – só é cultivado em seis estabelecimentos com mais de 50 pés, totalizando 0,58 tonelada colhida. O número frio, porém, contrasta com os cajueiros que emolduram a paisagem do rural feirense.

Numericamente, é pouco numa cidade em que o caju é empregado para a preparação do suco gelado, para o doce em calda e até para acompanhar generosas doses de aguardente nas incontáveis biroscas feirenses. Mas é que os cajueiros se distribuem em propriedades que harmonizam diversas culturas, incluindo aí o pé de caju. Então, dificilmente há dezenas de plantas numa só propriedade.

Coqueiros, mangueiras e jaqueiras

Coqueiros

Os coqueiros costumam ser associados a Salvador e ao infindável litoral baiano, mas estão muitos presentes também na Feira de Santana. Pelos bairros feirenses que abrigam quintais, é possível enxergar a planta esguia, elegante, balançando ao vento. Os dados do Censo Agropecuário indicam que 26 propriedades – todas com mais de 50 coqueiros – produzem impressionantes 303,1 mil cocos. Mas essa presença é muito mais viva, conforme se vê.

A mangueira – também muito fácil de ver, mesmo nos dias atuais – só foi registrada em uma propriedade com mais de 50 árvores. Pior é a situação da jaqueira, que costuma produzir sombras deliciosas mesmo nos dias de calor intenso: o Censo não registra a produção do fruto na cidade, embora também se notem espécimes pelo município. É, novamente, o efeito dos 50 pés.

Enfim, a Feira de Santana não produz boa parte daquilo que consome, mas a condição de entreposto comercial assegura aos feirenses a oportunidade de adquirir ampla variedade de frutas, verduras e legumes nas feiras-livres e mercados da cidade. É uma condição privilegiada, embora sigam lamentáveis as condições de comercialização nas feiras-livres da cidade.


Sobre o (a) autor (a):