Rio Jacuípe

Roberto Mendes

Roberto Mendes faz show na Cidade da Cultura

Um dos maiores artistas que a Bahia produziu estará em Feira de Santana na próxima quinta-feira: o cantor, compositor e ativista santamarense Roberto Mendes faz show na Cidade da Cultura, um dos principais espaços culturais de Feira de Santana. Mendes apresentará um show com tema caro a Feira de Santana: “A chula do Recôncavo com o Canto do Sertão”. Situada entre o Recôncavo e o Sertão, Feira tem a oportunidade de se reconhecer na apresentação de um notável defensor do Samba da Bahia, e do Samba antes do Samba, como ele diz, se referindo à Chula. Ele caracteriza a Chula

Os protestos em Feira de Santana

Os protestos em Feira de Santana

Os protestos em Feira de Santana Milhares de manifestantes foram às ruas do centro de Feira de Santana, protestar contra os cortes de verbas da educação, anunciados pelo MEC. Bolsonaro, Rui Costa e Colbert também foram alvos das críticas. Os três chefes do executivo estavam em viagem oficial Bolsonaro nos Estados Unidos, Rui, na China e Colbert, novamente, em Brasília, para tratar de diversos assuntos, dentre os quais o Hospital da Mulher, onde em menos de uma semana 03 bebês morreram devido à grande demanda e a falta de leitos nas maternidades do município. Professores da UEFS contra os cortes

Desemprego em Feira

Emprego formal se reduz no primeiro trimestre em Feira

No primeiro trimestre de 2019 o desemprego voltou a mostrar as suas garras aqui na Feira de Santana. Foram, no saldo, 480 empregos a menos, no saldo entre admissões (8,7 mil) e demissões (9,1 mil). Os mais penalizados foram os comerciários: no saldo, enxugaram-se 162 oportunidades para esses profissionais. Alguém mais otimista pode enxergar, aí, aquele movimento natural de dispensa do excedente que foi contratado para as festas de final de ano. O preocupante, porém, é que a redução de empregos alcançou atividades que não se relacionam diretamente ao vaivém natural do comércio. É o caso da construção civil, que

Crise na Saúde de Feira de Santana

Crise na Saúde em Feira

Mães encontram dificuldades para dar à luz nos hospitais públicos de Feira de Santana No último domingo, foi comemorado o dia das mães. Porém, nem todas tiveram a razão de comemorar esse dia tão especial em Feira de Santana. Em menos de uma semana 03 bebês morreram no Hospital da Mulher, devido à grande demanda e a falta de leitos nas maternidades do município. Hospital da Mulher atende 20% acima da sua capacidade A presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, informou que “é inadmissível uma Maternidade Municipal que está atendendo com mais de 20% de sua

O imperdível Festival Beba a Cidade

Feira de Santana vai receber uma importante iniciativa para os apreciadores de cervejas artesanais: o Festival Beba a Cidade, organizado pela feirense Cervejaria Sertões em parceria com o Hotel Ibis/Feira. O evento contará com a presença de 7 cervejarias artesanais, a maioria delas, locais (Brassaria de Vidro, Zartchmann Bier, Dragórnia, Cervejaria Aguste, Bressy Beer, Cervejaria Sméra e Cervejaria Sertões). Além disso, haverá uma palestra sobre mercado cervejeiro (promovida por um colaborador do SEBRAE-BA), atrações musicais, lançamento de cerveja, cardápio gourmet exclusivo do Hotel Ibis, brassagem coletiva (produção de cerveja) e um #TapWall com 8 estilos de cervejas a serem comercializadas

O rural feirense, segundo o último censo agropecuário (parte 3)

No rural feirense prevalecem os cultivos de subsistência – feijão, mandioca e milho –, típicos do semiárido, embora haja uma rica, mas nem tão expressiva diversidade na agricultura local. É o que apontam os dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado ano passado, mas cujos resultados foram divulgados nos últimos meses. Em textos anteriores já se ressaltou a importância dessas informações para a construção de políticas para o campo.

Segundo o levantamento, 3.029 estabelecimentos – do total de 9.191 mapeados na Feira de Santana – plantaram milho à época do Censo. Eles colheram um milhão de toneladas, numa área plantada de 2,7 mil hectares. É muito mais que o milho forrageiro, cuja colheita somou 127,8 toneladas, sendo plantado em 62,9 hectares de apenas 24 estabelecimentos.

A quantidade de estabelecimentos aonde se plantou feijão também foi expressiva: 3.702.  A produtividade, porém, não foi tão expressiva: 287 toneladas colhidas em 1,9 mil hectares plantados. O feijão fradinho vem logo na sequência: 160,7 toneladas colhidas. O agricultor feirense também cavoucou a terra para colher feijão verde (43,7 toneladas) e até feijão preto (1,9 tonelada).

Com relação à mandioca – e ao aipim e à macaxeira – houve plantio em apenas 794 estabelecimentos. E os demais números não foram lá muito animadores: 605 toneladas colhidas em 489,5 hectares plantados. Nesse e noutros cultivos, o desempenho se deveu às chuvas escassas – não caíram as tradicionais trovoadas – que afetaram todo o Nordeste nos últimos anos.

Cajueiros

Cajueiros

O feirense residente no campo também gosta de se dedicar à abóbora. Em 1.427 estabelecimentos foram colhidas 841,9 toneladas, cujo plantio se estendeu por 473 hectares. O produto é frequente nas mesas feirenses e pode ser encontrado com ampla diversidade pelas feiras-livres da cidade, sobretudo no Centro de Abastecimento.

Mas há, também, algumas curiosidades, inclusive estatísticas. O caju – típico do verão feirense, com ampla oferta nos janeiros antecedidos por trovoadas – só é cultivado em seis estabelecimentos com mais de 50 pés, totalizando 0,58 tonelada colhida. O número frio, porém, contrasta com os cajueiros que emolduram a paisagem do rural feirense.

Numericamente, é pouco numa cidade em que o caju é empregado para a preparação do suco gelado, para o doce em calda e até para acompanhar generosas doses de aguardente nas incontáveis biroscas feirenses. Mas é que os cajueiros se distribuem em propriedades que harmonizam diversas culturas, incluindo aí o pé de caju. Então, dificilmente há dezenas de plantas numa só propriedade.

Coqueiros, mangueiras e jaqueiras

Coqueiros

Os coqueiros costumam ser associados a Salvador e ao infindável litoral baiano, mas estão muitos presentes também na Feira de Santana. Pelos bairros feirenses que abrigam quintais, é possível enxergar a planta esguia, elegante, balançando ao vento. Os dados do Censo Agropecuário indicam que 26 propriedades – todas com mais de 50 coqueiros – produzem impressionantes 303,1 mil cocos. Mas essa presença é muito mais viva, conforme se vê.

A mangueira – também muito fácil de ver, mesmo nos dias atuais – só foi registrada em uma propriedade com mais de 50 árvores. Pior é a situação da jaqueira, que costuma produzir sombras deliciosas mesmo nos dias de calor intenso: o Censo não registra a produção do fruto na cidade, embora também se notem espécimes pelo município. É, novamente, o efeito dos 50 pés.

Enfim, a Feira de Santana não produz boa parte daquilo que consome, mas a condição de entreposto comercial assegura aos feirenses a oportunidade de adquirir ampla variedade de frutas, verduras e legumes nas feiras-livres e mercados da cidade. É uma condição privilegiada, embora sigam lamentáveis as condições de comercialização nas feiras-livres da cidade.


Sobre o (a) autor (a):