Rio Jacuípe

Alcina Dantas

Alcina Gomes Dantas: a primeira mulher radialista de Feira

É indiscutível a tradição do radiojornalismo em Feira de Santana, que há décadas leva entretenimento, informação e cultura aos feirenses através das diversas emissoras na cidade. Na história do rádio feirense, é fundamental destacar a importância de Alcina Gomes Dutra, a primeira mulher radialista de Feira de Santana. Nascida em Itaberaba, em 30 de setembro de 1895, Alcina aprendeu música e canto com o pai, Roberto Lídio Dantas. Tocava piano, violino e violão. Com sua veia artística, fundou o programa radiofônico “Brasil de Amanhã”, na Rádio Cultura, que objetivava descobrir talentos musicais adultos e infantis. A escritora Neuza de Brito

Feira Noise Festival 2018

A programação completa do Feira Noise Festival 2018

O Feira Noise Festival divulgou as atrações que se apresentarão em sua oitava edição. O evento acontece entre os dias 23 a 25 de novembro, no Centro de Cultura Amélio Amorim, em Feira de Santana (BA). Mais de 30 bandas e artistas estão confirmados, entre eles importantes nomes da música brasileira contemporânea como Attoxxa, Boogarins, Drik Barbosa, Eddie, Letrux e Scalene. Da cena local, se destacam nomes como Iorigun, Roça Sound e Clube de Patifes. “O Feira Noise é um sonho que a gente realiza por etapas, ano a ano vamos trazendo atrações que tem uma história mais longa na

Quixabeira da Matinha em Portugal

Quixabeira da Matinha realizará apresentação em Lisboa

O grupo cultural Quixabeira da Matinha estará entre os dias 25 e 27 de outubro, em Oeiras, divisão administrativa de Lisboa, Portugal, realizando apresentações no evento “Semana Cultural da Bahia”, organizado pela Associação Luso Afro Cultural Brasileira Muxima. Dentre as atividades previstas estão o show temático “Quilombo, luta e resistência”, a ser apresentado com cerca de 2 horas de duração, com repertório próprio e homenageando outros artistas da cultura popular. Além disso, os integrantes também realizarão oficinas de samba de roda e de percussão a fim de popularizar ao público português a identidade musical do samba rural. A Quixabeira da

O golpista da Kalilândia

O golpista da Kalilândia

Era noite de 8 de maio de 1964 em Feira de Santana, sexta-feira. Num dia comum, àquela hora, quase meia-noite, Raimundo já teria vestido o pijama listrado e colocado cuidadosamente os chinelos no centro da lateral direita da cama – parte do rigoroso método que cumpria antes de dormir. Naquela sexta, o entusiasmo permitia-lhe descumprir o costume e sentir o fervor da vitória, um passo veemente de Feira rumo à civilização. A comemoração de Raimundo consistia em limpar cuidadosamente o Smith & Wesson herdado do avô. Um ato fora de hora, extraordinário, já que o fazia diariamente pela manhã, antes do

Coreto da Praça Froes da Motta

Coreto da Froes da Motta vai completar 100 anos

Depois de construir o casarão que hoje abriga a Fundação Cultural Egberto Costa, em 1902, o intendente Agostinho Froes da Motta determinou, em 1919, a construção do coreto na atual praça Froes da Motta. Até hoje a construção subsiste, contracenando com as palmeiras imperiais que vão, aos poucos, morrendo, e com os oitizeiros frondosos que abrigam incontáveis pardais que chilreiam de maneira incessante nos inícios de manhã e fins de tarde. Ano que vem – vale ressaltar – o coreto completa um século. A descrição do equipamento está em publicação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, o

Povo da Feira #2: Dêga, do Ponto do Azeite, no Tomba

A Praça do Tomba pode ser comparada ao centro comercial de qualquer pequena cidade do interior baiano, com supermercados, açougues, lojas de móveis, materiais de construção, camelôs e a tradicional feirinha, que se expande aos domingos em uma das principais feira-livres de Feira de Santana. Um dos maiores pontos de venda de produtos é administrado por Valdinez Oliveira, uma senhora reservada e de poucas palavras.

Valdinez trabalha todos os dias na feirinha do Tomba, mas ninguém por lá a conhece pelo nome. “Só eu e Jesus que conhece meu nome. Eu não gosto”, diz ela em uma das poucas revelações sobre suas preferências pessoais. Valdinez é conhecida como “Dêga”, e assim gosta de ser chamada. Dêga nasceu em Ipirá, e desde pequena viajava com o pai “pra cima e pra baixo” vendendo mercadorias. “Trazíamos mercadoria de lá pra cá e daqui pra lá”.

Dêga, da Feira do Tomba

Aos 49 anos, Dêga tem uma vida dedicada ao comércio. Na infância e adolescência, com o pai. Depois, trabalhou no Centro de Abastecimento, até se firmar no Tomba nos últimos 30 anos. A vinda para Feira se deu após conhecer o pai de suas três filhas, uma de 24, uma de 27 e uma de 28 anos. Mas o casamento acabou, e hoje Dêga mora sozinha. “No começo é difícil, mas depois acostuma”, diz ela sobre a dificuldade de morar só.

O trabalho é o que preenche a maior parte do tempo da rotina dela: “Gosto de trabalhar, criei minhas filhas aqui, trabalhando. Conheço muita gente aqui”. Além disso, Dêga frequenta a Igreja Assembleia de Deus, frequentanda quase sempre três vezes na semana.

Dêga, Feira do Tomba

Dêga mora no Parque Tamandari, e busca suas mercadorias no Centro de Abastecimento. Vende melancia, pimenta, azeite de dendê, frutas, verduras, hortaliças e vários outros itens que oferece a quem passa perto de sua banca. O convite aos clientes é expresso com a naturalidade do feirante profissional, embora, na conversa olho a olho, fique claro um tanto de solidão e sisudez da mulher forjada pelo comércio.


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