Rio Jacuípe

Baile Surrealista 2018

Baile Surrealista em Feira – Edição Especial

Feira de Santana receberá mais uma edição do Baile Surrealista, uma releitura de um baile que aconteceu na Europa na década de 1970, envolvendo artistas e membros de sociedades secretas. O evento pretende discutir as relações entre Arte e Esoterismo através da Música, Artes Plásticas, Dança e Oficinas. Nesta edição, ocorrerá o relançamento do livro “Sob o véu de Sírius”, que reúne autores de várias cidades baianas numa série de poemas inspirados na Heptarquia e no simbolismo mágico do número 7. Além disso, o Baile fará um tributo ao poeta e bruxo britânico Kenneth Grant, um dos nomes mais influentes do ocultismo contemporâneo.

Avenida Presidente Dutra - Feira de Santana

Avenida Presidente Dutra em Feira: origens e modificações históricas

Existe um argumento de autoridade nas cidades brasileiras que sempre é evocado por pessoas que foram as primeiras a povoar determinada localidade. É comum encontrarmos pessoas que normalmente soltam um bom: “quando eu cheguei aqui era tudo mato!”. A frase mais do que nos mostrar que estamos diante de uma pessoa que acompanhou o desenvolvimento daquela rua, avenida, bairro, cidade desde os primórdios. Serve também para nos lembrar que o espaço urbano está em constante modificação: seja pela construção de novas edificações ou pela derrubada de prédios antigos, instalação de iluminação pública, construção de túneis, passarelas, viadutos etc. Sob qualquer

Casarão Froes da Mota

Casarão da Fróes da Motta tem inspiração alemã

Daquilo que ainda resta do rico patrimônio arquitetônico da Feira de Santana se destaca o casarão do intendente Eduardo Fróes da Motta. O imóvel fica na rua General Câmara, aquela que liga as praças Fróes da Motta e Nordestino, no centro da cidade. A construção é antiga e imponente: quem transita ali, pela rua estreita, não deixa de se impressionar com o porte, com os detalhes caprichados, com o padrão difícil de se ver no município, mesmo na primeira metade do século passado. Não é para menos: quem teve a iniciativa da construção foi Agostinho Fróes da Motta, em 1902.

Larissa Rodrigues

Entrevista com Larissa Rodrigues [Feirenses TV]

O debate sobre a representatividade das mulheres vem crescendo em diversos setores da sociedade, principalmente naqueles onde o homem manteve-se hegemônico ao longo da história (notadamente lugares de poder). Na política, por exemplo, o Brasil ostenta a marca de ter apenas 10,5% de mulheres no Congresso Nacional, mesmo tendo uma população 51% feminina. Nas artes o cenário não é diferente: segundo a professora de literatura e feminista feirense Larissa Rodrigues, de um total de publicações no mercado editorial brasileiro, apenas 30% obras são de autoras mulheres. É nesse contexto que surge o projeto “Leia Mulheres”, um projeto que tem como

Três anúncios para um crime

Cine Debate em Feira sobre “Três anúncios para um crime”

No próximo dia 15 de setembro os cinéfilos feirenses terão a oportunidade de participar de um Cine Debate sobre um dos filmes mais prestigiados do ano: “Três anúncios para um crime”, que conta a história de Mildred Hayes (Frances McDormand), que inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. Veja o trailer do filme:   No Cine Debate, a discussão gira em torno de uma sociedade na qual as relações mostram-se cada vez mais fragilizadas pela vida acelerada, e explana sobre

Povo da Feira #1: Artur, da Água de Coco Zero Grau

Ao explicar uma cidade é possível utilizar-se de diversas táticas, entre elas expor grandezas como quantidade de habitantes, produto interno bruto, índice de desenvolvimento humano, extensão territorial etc. Outra possibilidade é exibir fotos, vídeos ou descrições geográficas do lugar. A partir de hoje o Feirenses escolhe uma possibilidade alternativa para entender Feira de Santana: através das histórias daqueles que constroem Feira de Santana anonimamente no seu dia-a-dia.

Pessoas que estão vinculadas a Feira de Santana, por escolha ou não, e povoam o coletivo humano dessa cidade, que seria outra, ou não seria, sem essa constituição de histórias. À série de artigos sobre esses personagens chamaremos “O Povo da Feira”, que você começa a acompanhar agora.

Artur, da Água de Coco Zero Grau

Abdon Artur

Ao passar pela Praça do Nordestino, na Avenida Senhor dos Passos, já próximo à esquina que dá acesso ao Casarão Fróes da Mota, é grande a probabilidade de ser abordado por Abdon Artur, vendedor de água de coco há cinco anos naquele ponto. Ele tem 48 anos, é natural de Senhor do Bonfim, e diz que lucra entre 40 e 80 reais por dia vendendo água mineral e água de coco. “Depende do calor”, ele diz.

Artur já viveu em várias cidades, acompanhando o pai funcionário público frequentemente transferido: além de Senhor do Bonfim, morou em Canudos e Euclides da Cunha, chegando em Feira há cinco anos. Chegou a trabalhar na Coca-Cola, onde aprendeu estratégias de venda que aplica em seu negócio – da forma de abordar os clientes às chamativas placas de preço. “Como eu não tinha dinheiro para anunciar em rádio e televisão, a única forma era colocar as placas”.

Abdon Artur

Ele veio parar em Feira após ser demitido de uma empresa de engenharia em Euclides da Cunha. Sem dinheiro, veio morar com os pais. Não queria mais trabalhar para os outros. “Aqui faço meu horário, não preciso obedecer ordem, e ganho melhor que o salário mínimo nas empresas”.

Para iniciar o negócio precisou da ajuda da mãe, que emprestou o dinheiro para o primeiro carrinho de água de coco. Pouco tempo depois, pagou o empréstimo, e comprou um carro melhor. O sucesso, diz Artur, está ligado ao bom atendimento. “Muita gente aqui me conhece e vem beber água, sentar pra descansar”.

Abdon Artur

Abdon Artur mora no bairro Cidade Nova, e, apesar da idade, é solteiro e mora com os pais. “Já me relacionei um tempo, mas preferi ficar só. Dá muita dor de cabeça, a pessoa faz grosseria. Aí é melhor ficar só mesmo”, diz ele com um sorriso tímido, que se desfaz logo que um potencial cliente passa: “Boa tarde! Vai uma água de coco?”.


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