Rio Jacuípe

Zé Neto

Zé Neto é pré-candidato a Prefeito de Feira

PT lança pré-candidatura a prefeito de Feira Na tarde do último sábado (13), a executiva, o diretório, a militância, filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniram em Feira e decidiram por unanimidade lançar a pré-candidatura de Zé Neto para prefeito de Feira de Santana. Prefeito Colbert Martins completa um ano de governo Na quarta-feira (10), Colbert completou um ano no cargo de prefeito, e o líder do governo na Câmara de Vereadores, Marcos Lima, soltou essa: “O povo ainda sente saudade de José Ronaldo”. Ex-prefeito Tarcísio Pimenta é condenado por improbidade administrativa A pedido do Ministério Público

Artistas feirenses levam projeto para a África

O projeto “Circulação da Música Afro-Baiana 2019” levará o produtor cultural Uyatã Rayra e os músicos Bel da Bonita e Ravel Conceição do grupo musical Africania para África do Sul e Moçambique. A circulação internacional teve início na sexta-feira (5), extendendo-se até o dia 22 de abril. Oriundos de Feira de Santana, os integrantes do projeto pretendem estabelecer um intercâmbio entre a cultura musical da Bahia e dos países visitados. Serão ministradas oficinas rítmicas de Samba de Roda do Sertão e de Forró Pé-de-Serra, além de uma palestra sobre as influências do samba nos ritmos de forró. O cronograma conta

Crescimento do Bolsa Família em Feira

Há margem para ampliação do Bolsa Família em Feira

Em março, o número de beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF) em Feira de Santana estava aquém do estimado pelo Ministério da Cidadania, o recauchutado Ministério do Desenvolvimento Social de tempos atrás. Segundo o órgão, 31.662 famílias foram contempladas com o benefício no mês passado, o que corresponde a 66,94% da estimativa de famílias pobres no município. Isso significa que, potencialmente, um terço das famílias com perfil para o programa não recebe o benefício. O Ministério da Cidadania constata que o “município está abaixo da meta do programa”. E recomenda a realização de “busca ativa para localizar famílias que estão

Mudança Secretaria da Educação

Mudança à vista na Secretaria de Educação

Vereadores da base governista criticam o Secretário Edson Borges Pablo Roberto, José Carneiro e João Bililiu criticaram publicamente o Secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Borges, porque alguns artistas da terra ficaram de fora da Micareta deste ano. É isso que chamamos de fogo amigo! Por falar em festa, comemoraram aniversário… A Guarda Civil Municipal de Feira de Santana, que completou na segunda-feira (25), 126 anos de existência. E um buraco na Rua Visconde do Mauá, no Bairro Caseb, em Feira de Santana, ganhou até um buquê de flores dos moradores para comemorar seu 1º aniversário. E quem não

Nilda Carvalho Cunha

A feirense que foi presa e torturada na Ditadura

O período da Ditadura Militar no Brasil, iniciado a partir do golpe que depôs o Presidente João Goulart em 1964, ficou marcado por práticas autoritárias como a censura, a tortura e o desaparecimento de opositores do Regime. Entre os abusos cometidos pelo Estado naquela época, está a prisão e tortura de Nilda Carvalho Cunha, a feirense que tinha apenas 17 anos quando foi presa e torturada, por suspeita de associação à militante de esquerda Iara Iavelberg. Pouco tempo depois de sua prisão, carregando as sequelas da tortura, Nilda morreu. A seguir, o relato completo da história de Nilda Carvalho, retirado

Pelas mercearias

Ainda é possível encontrar mercearias na terra de Lucas, embora não seja missão fácil. Elas resistem com bravura à avalanche de mercadinhos e armarinhos. Mantêm-se fiéis ao propósito de manter viva a história.

Não deve ser moleza ser dono de mercearia. Ter que assistir passivamente à burocratização das relações comerciais com o avanço tecnológico e a informatização exigindo, sem clemência, total devoção. Máquinas de cartão de crédito, leitor de códigos de barra, catálogo virtual, tudo isso é um sacrilégio. Dono de mercearia que se preza guarda tudo na cabeça. Nunca fez um balanço ou inventário, e espera nunca precisar. Ele não tem visão empreendedora. Mercearia é poesia! É capitalismo retrô.

Mercearia Feirense

Foto: Val Silva

Dono de mercearia não é empresário. Ele é curador. Mas também é alquimista, às vezes mago. E profeta. E também artista. Quem nunca, quando criança, o via desaparecer atrás do longo balcão de madeira e vidro com seu caminhar lento e soberano por entre as estantes, como quem sabe o que está fazendo. Não, eles não têm nenhum treinamento em atendimento ao cliente ou pós venda. Aprenderam cedo que ninguém vai à mercearia fazer amizade ou terapia. Falam só o necessário, porém, te chamam pelo nome. Nível básico da gentileza comercial.

“Não faz muito entrei numa mercearia aqui em Feira. Pequena, e que mantinha as tradições”

Uma mercearia original, dessas que não se deixaram seduzir pelas ‘mega-stores’ modernas, mantém sempre as teias de aranha em seus devidos lugares. Arrumam seus produtos pelo critério da facilidade de pegar e da utilização de todos os espaços. Pode parecer estranho ver mortadelas penduradas ao lado de ursos de pelúcia e cachaças dividindo balcão com cartões micro SD (sim eles tem). Mas não queira entender. Coisas de gênios. Não se questiona. Tudo ali obedece a uma ordem superior e cósmica. Deve-se aceitar. Não é sinal de desleixo a manutenção do cartaz de coca-cola da década de 90, é um subversivo manifesto contra o descarte desnecessário. Algumas já cederam à diabólica tentação das sacolas plásticas, mas aqueles poucos que lutam pela causa ainda embrulham num papel rosado amarrado com barbante. Não por canguinhagem, mas por consciência global. Mercearia é sustentabilidade.

Mercearia em Feira de Santana

Foto: Val Silva

Não faz muito entrei numa mercearia aqui em Feira. Pequena, e que mantinha as tradições. O dono, sentado, percebe minha presença e lança o ‘diga aí’, sem olhar pra mim, mantendo o estilo. Pedi uma cartolina rosa. Ele me olha como se tivesse dito uma senha. Logo ele desaparece entre as estantes abarrotadas. Não foi difícil imaginar que ele havia entrado numa porta secreta e saído num depósito enorme com centenas de Oompa-Loompas. O preço? O dobro do que normalmente pagava. Foi então que percebi que era o couvert, uma taxa de manutenção da história. Paguei. Pelas mercearias.

 


 

Nota do Editor: as fotos que ilustram este artigo, feitas pelo fotógrafo Val Silva, são da Mercearia São José, na Senador Quintino, administrada por Seu Zequinha há 37 anos. Ainda hoje ele tem a caderneta da conta dos clientes, e reserva o pão diariamente para os “clientes certos”.  


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