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Povo da Feira #8: Juci, da loja "Pequena Notável" - Feirenses - Feira de Santana aprofundada
As Feiras de Feira de Santana

Roça Sound

Roça Sound expõe a Feira de Santana clandestina

Saiu o novo clipe do Roça Sound, uma interpretação audiovisual apurada da música “Verde e Cinza”, que compõe o álbum “Tabaréu Moderno”, o mais recente do grupo. A música e o clipe integram uma das mais importantes obras contemporâneas de interpretação de Feira de Santana e sua cultura. “Verde e Cinza”, já no título, denuncia essa cidade contraditória, que vive entre uma tradição rural, feirante, e uma sanha modernizante expressa nas obras cheias de concreto e vazias de humanidade. Mas não para por aí, afinal, Clóvis Ramaiana já notou e denunciou isso há muito. A canção expõe a visceral clandestinidade

Cooperativas em Feira de Santana

Cooperativas com os dias contados em Feira de Santana

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) exigiram que a Prefeitura Municipal de Feira de Santana não faça mais contratações de servidores através de cooperativas. Novas Contratações Colbert Martins disse ao Acorda Cidade que as contratações só poderão ocorrer via Organização Social (OS), seleção pública (Reda) ou concurso público. Ao atender essa recomendação, é provável que aumente o número de processos seletivos para contrações temporárias. Fim das indicações políticas Infelizmente, com o fim das contratações via cooperativas, não é certo de que acabem também as indicações políticas. A contratação de Organização Social permite

Vai ter Feira Noise Festival em 2020

O Feira Coletivo Cultural e a Banana Atômica realizaram no último final de semana, em Feira de Santana (BA), uma edição histórica em comemoração aos 10 anos de existência do Feira Noise Festival. O evento aconteceu entre os dias 22 a 24, no Ária Hall, reforçando sua importância para a consolidação da cena local, além de manter Feira de Santana na rota de circulação de bandas e artistas independentes. Ao todo, 33 atrações se revezaram entre os palcos Banana Atômica e Budweiser, sendo 13 delas de Feira de Santana. Importantes nomes da música brasileira contemporânea como Supercombo, Francisco El Hombre, Black Pantera, Potyguara Bardo,

O fenômeno flamenguista em Feira de Santana

Na manhã dessa segunda-feira, a Praça da Bandeira foi a arena onde se discutiu sobre o mais importante e popular time de futebol brasileiro. — É óbvio que o Bahia é de mais importância. O Brasil nasceu onde? Se é aqui o início do Brasil, o Bahia é o time do nosso povo, defendia Papinho, torcedor patológico do Bahia. — O Flamengo, companheiro, é o time das massas, o time rubro, castanho, caboclo, representando os índios, e negro, quilombola, africano, representando o povo escravizado, proclamava Seu Teófilo, tomando caldo de cana para curar a ressaca da comemoração dos dois títulos

Roça Sound

“Tabaréu Moderno”, o novo álbum do Roça Sound

“Tabaréu Moderno” é o terceiro disco do grupo Roça Sound. Lançado no último dia 15 de novembro, o novo álbum estava sendo esperado pelo público que acompanha o trabalho dos feirenses desde “Você Aguenta Quantos Rounds?”, de 2014. Formado por NickAmaro (DJ/ MC), Paulo Bala (MC), Dom Maths (MC) e o dançarino Edy Murphy, o Roça Sound explora sonoridades que vão desde a Cultura Nordestina, Rap, Dembow, Reggae, e o DanceHall, tendo o suingue como sua marca principal. Em “Tabaréu Moderno”, trazem nove faixas autorais e inéditas, com as participações da Orquestra Reggae de Cachoeira, Quixabeira da Matinha, Bel da

Povo da Feira #8: Juci, da loja “Pequena Notável”

Ao passar pela Rua Senador Quintino, já nas proximidades da CERB, ninguém desconfia que uma loja simples ali instalada, quase um armarinho, é a consolidação de um sonho de vida. Com 39 anos de idade, Jucileide Bispo criou a “Pequena Notável”, espaço onde vende artigos para presentes, decoração, cosméticos e confecções. Após duas décadas trabalhando em empresas na área de saúde, ela realizou a vontade antiga de ter seu próprio negócio.

“Comecei a trabalhar com 17 anos. Nos lugares onde trabalhei sempre levava alguma coisa pra vender. Confecções, cosmético. Trabalhava com atendimento e vendia as coisas para os colegas”, diz ela como se o trabalho formal em clínicas e laboratórios fosse apenas um jeito de encontrar novos clientes para os seus produtos.

A disposição vem da infância: “Trabalhar com atendimento e com vendas – é o que eu gosto de fazer. Minha mãe sempre trabalhou com vendas, e meu pai sempre trabalhou com o público. Minha mãe sempre vendeu confecções. Meu pai trabalhava com plano de saúde, plano dentário, e sempre me levava. Ele me dizia que eu tinha que conhecer o mundo”.

Juci, da Pequena Notável

Juci teve a primeira filha aos 16 anos. Há 22 anos é casada, mas com o pai de dois outros filhos (um de 14 e uma de 12 anos). Como sustentar uma união de tanto tempo? Ela responde: “paciência, persistência, fé e muito amor. Se não tiver o amor, não supera. Porque, é luta!”.

No início, a filha e o marido passaram por alguns conflitos, a ponto da menina ter ido morar com os avós. Mas hoje, com 23 anos, a jovem está casada e se relaciona bem com o esposo de Juci.

Além dos 20 anos de trabalho formal, Jucileide cursou Segurança do Trabalho durante quatro semestres. Embora diga não entender muito por que gostou do curso, que pretende retomar, ela diz: “Eu sou muito pelo trabalhador, por aquele que faz a empresa crescer. Eu sou muito por eles. Eu trabalhei com patrões ótimos. Mas tem patrão que não valoriza em nada. Tem certos patrões que é só a cabeça deles, e quem precisa, tem que se render. Então, cansa!”.

Ela lembra que ser empregada é difícil, principalmente para quem não tem “aquela estrelinha”: “Tem patrão que tem carisma maior por um funcionário. Por mais que você desempenhe aquele sempre é que vai brilhar mais. Então procurei fazer o que mais gosto”.

Juci, Pequena Notável

Ela chegou a dirigir transporte escolar para complementar a renda de casa, mas acabou abandonando essa atividade para focar na Pequena Notável (o nome foi escolhido pela filha mais nova). Com 2 anos em atividade, Juci se diz realizada. Além de produtos diversos, ela vende camisetas pintadas e artigos de artesanato produzidos por ela própria.

“Gosto de estar procurando novidades. Tudo que é diferente eu gosto de trazer. Procuro coisas de qualidade e diferente que venha atrair os clientes”. Além do trabalho, a espiritualidade preenche seus dias: “Eu sou cristã, então o que me alegra é fazer a obra do Senhor. Essa coisa de sair e viajar, pra mim não flui”.

Essa é Jucileide, uma mulher feliz. Ali, no lugar onde se encontra. Uma pequena notável!


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