As Feiras de Feira de Santana

Fluminense de Feira - 1969

Touro era campeão baiano há 50 anos

Está passando meio despercebido, mas outubro marca os 50 anos do último título de campeão baiano do Fluminense de Feira. Poucos que acompanharam – como testemunhas – aquelas memoráveis jornadas ainda estão vivos. Notícias da época apontam o Touro do Sertão como protagonista de uma campanha brilhante, sob a inspirada condução do atacante Freitas, que marcou o gol do título do tricolor feirense. Vice-campeão no ano anterior, o Fluminense atropelou Bahia e Vitória e se sagrou vencedor por antecipação. No dia 5 de outubro de 1969 houve rodada dupla na Fonte Nova: o Touro encarou o Vitória e o Bahia,

Desemprego em Feira de Santana

Desemprego permanece assombrando Feira

Nos oito primeiros meses de 2019 a Feira de Santana continuou perdendo postos formais de trabalho. Isso quando se considera o saldo entre contratações e dispensas. No intervalo entre janeiro e agosto houve 23.221 admissões e 23.573 demissões. No saldo, esfumaçaram-se mais 352 postos. Os dados são oficiais, do Ministério da Economia. Não dá, portanto, para contestarem a veracidade das informações, conforme virou moda nos últimos meses. A construção civil segue reduzindo seu estoque de mão-de-obra. No período, foram dispensados, no saldo, 134 serventes, o popular ajudante de pedreiro. Os pedreiros propriamente ditos foram um pouco menos afetados: perderam, também

Shopping da Cidade, em Teresina

O fulgurante Shopping da Cidade em Teresina

Em Teresina existe um imponente Shopping da Cidade. É um centro de comércio popular no qual se mercadeja, sobretudo, produtos importados da China. Dispõe de três pisos, praças, dezenas de corredores e quase dois mil boxes que abrigam uma variedade ampla de produtos. Fica muito bem localizado, na Praça da Bandeira, que abriga um terminal de ônibus e uma estação de trem. Basta atravessar a avenida Maranhão para se alcançar a orla do rio Parnaíba, encoberto por uma vegetação densa. Caso pretenda visitar o entreposto, o turista desatento não vai enfrentar dificuldade: qualquer cidadão indica – com a amabilidade habitual

4 rodas de samba em Feira

O final de semana do Samba em Feira de Santana

Feira de Santana tem vocação histórica para o samba, seja através das várias quixabeiras na Zona Rural da cidade, seja através das rodas de samba organizadas no espaço urbano do município. O final de semana que vai desta sexta (04 de outubro) até o domingo (06 de outubro) está recheado de eventos onde o samba é protagonista. Selecionamos pelo menos 4 sambas que ocorrerão na cidade neste período, para você se programar e curtir esse gênero musical genuinamente baiano, diretamente ligado às nossas ancestralidades. Confira: Sexta (04) – Samba Anchos O grupo feirense Audácia Pura vai se apresentar no Anchos

PDT - Feira de Santana

PDT feirense recebe três vereadores e um secretário municipal

Os vereadores Ron do Povo, Isaías de Diogo e Neinha Bastos, além do Secretário de Desenvolvimento Social e vereador licenciado, Pablo Roberto, filiaram-se ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), na noite do dia 30. Pois é… O perfil do Instagram do PDT/Feira de Santana disponibiliza o link para o abaixo-assinado pela redução do subsídio do prefeito, vice e vereadores de Feira de Santana. A petição conta com 1.242 assinaturas. Será que os novos filiados assinaram ou são contra? Tem que ter serviços prestados! O ex-vereador Marialvo Barreto vai acionar o Ministério Público do Estado (MP-BA) para tentar invalidar a entrega dos

Inverno reanima agricultura no Recôncavo

A dupla embarcou no ônibus ali na Praça Jackson do Amaury, quase ao meio-dia de sexta-feira. Chovera mais cedo, mas o sol morno do inverno, naquela manhã dourada, aquecia os passageiros que aguardavam condução. O asfalto reluzia, úmido, e o calçamento das vias transversais acumulava pequenas poças de água, que impunham acrobacias aos transeuntes. Gente gritava, frenética, tentando embarcar passageiros para Santo Amaro, Madre de Deus, Candeias, Conceição do Jacuípe e outros destinos próximos. Vendedores ambulantes supriam a freguesia com bolos, pasteis, coxinhas, cafés e sucos. Manuseavam-se malas, valises, mochilas e bolsas com cautela, já que uma lama intensamente repisada atormentava os passageiros.

Um dos integrantes da dupla embarcou um carrinho de mão e um tabuleiro bojudo, de madeira forte. Folhas de couve, murchas, sobre o equipamento, denunciavam sua dupla condição de agricultor e feirante. Quando entrou, foi sentar no fundo do veículo, já entabulando uma intricada negociação.

“Tô comprando alface por 60”, afirmou o mais velho, que secundava o jovem que embarcara os apetrechos. “Só dá pra fazer por 70”, redarguiu o jovem. “Todo dia eu pego. Mas pago 60”, tentou argumentar o que tinha cabelos curtos, grisalhos. O jovem se mantinha irredutível.

“Todo dia eu pego. Cem ‘mói’ de coentro a cinquenta; cebolinha é 50, a 25; e 50 de couve, a 25”

“Todo dia eu pego. Cem ‘mói’ de coentro a cinquenta; cebolinha é 50, a 25; e 50 de couve, a 25”, explicava, enumerando, o mais velho. O jovem reafirmou o preço da alface, o outro encomendou 100 molhos. Manjericão não lhe interessava, explicou. A transação foi breve, combinou de pegar a mercadoria no Bessa – aquele distrito de Amélia Rodrigues, prenhe de cultivos de hortaliças – por volta de 15 horas da mesma sexta-feira.

“Você consegue chegar lá? Roça de Janjão, não vá se esquecer”, recomendou o jovem. O outro ainda encomendou molhos bem sortidos, para compensar os R$ 70 que ia pagar pela alface. Despediram-se e, lá no Bessa, o jovem desembarcou, enveredando por uma das ruas laterais que conduzia às incontáveis hortas que produzem hortaliças naquelas cercanias.

Abastecimento

A Praça Praça Jackson do Amaury

Há quem embarque a produção ali para Salvador. Atravessadores chegam em kombis velhíssimas logo no início da manhã e se abastecem para distribuir os produtos naqueles mercadinhos de bairro da periferia de Salvador e dos municípios da Região Metropolitana. Mas há quem embarque imensos balaios trançados nos ônibus, repletos de alface, cebolinha, coentro, couve, salsa e manjericão e siga viagem até Simões Filho ou à capital, para fazer a entrega pessoalmente.

Outros tomam o caminho inverso da BR 324 e desembarcam seus produtos na Feira de Santana. O Centro de Abastecimento, os mercadinhos de bairro feirenses, os balaios aboletados em carrinhos-de-mão que circulam pela Marechal Deodoro, pela Bernardino Bahia, pela Senhor dos Passos ou pelo incontáveis becos e ruelas do centro de Feira de Santana, são, em parte, abastecidos pelos produtos dessas cidades vizinhas.

As chuvas constantes dos últimos meses reavivaram a agricultura da região, que vem abastecendo os mercados com fartura e com preços mais em conta. Depois da prolongada estiagem – foram intermináveis meses sem chuva, mesmo na porção feirense encravada no Recôncavo tradicionalmente úmido – a produção foi retomada, com o agricultor familiar recobrando o ânimo, cavoucando a terra úmida para o plantio das sementes.

“O recurso no bolso de quem produz também alimenta a espiral virtuosa”

Os próprios festejos juninos foram mais fartos, com parte da colheita já chegando à mesa do consumidor, como o milho e o amendoim, tradicionalmente consumidos à época. O recurso no bolso de quem produz também alimenta a espiral virtuosa, já que é com esse lucro que ele compra a ração, a ferramenta, o implemento agrícola que vai empregar na sua labuta. E também a roupa, o calçado, o remédio, o alimento que vai complementar sua dieta.

Sem as chuvas recentes, certamente o negócio acertado no corredor do ônibus que seguia para a capital, em diálogos breves, seria inviável. É claro que o inverno generoso se circunscreve à porção da Bahia mais próxima do litoral e muita gente segue penando, sem alento. Por aqui, porém, o pobre que verga sob a crise econômica e que vai assumir o ônus das reformas redentoras respira aliviado, com a trégua tênue oferecida pelo inverno esperado com expectativa.


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