As Feiras de Feira de Santana

10 bares com música ao vivo em Feira de Santana

10 bares para curtir música ao vivo em Feira de Santana

Em Feira de Santana circula o mito de que “não há nada para fazer” na cidade. Por isso costumamos trazer dicas e sugestões de atividades artístico-culturais que demonstram justamente o contrário: Feira é uma cidade intensa, com variada agenda cultural, principalmente nos finais de semana. Neste post trazemos a sugestão de 10 bares com música ao vivo em Feira de Santana, uma lista introdutória, que está muito longe de demarcar todas as possibilidades e opções musicais da cidade. Num levantamento modesto, podemos afirmar que Feira de Santana tem mais de 50 shows musicais por semana. Selecionamos apenas os bares que

Centro de Abastecimento de Feira de Santana

O Centro de Abastecimento vai ser privatizado?

De acordo com o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Marcos Lima (Patriota), vários empresários querem administrar o Centro de Abastecimento de Feira de Santana. A informação foi repassada durante a sessão desta terça-feira (13), na Casa da Cidadania, ao responder acusações do vereador Roberto Tourinho.   Abandonado Tourinho disse que a situação do Centro de Abastecimento é de abandono, e elencou os seguintes problemas: lixo, mau cheiro, escuridão, tráfico de drogas, prostituição, lama e até homicídios ocorrem no local. Cheiro de Privatização De acordo com Tourinho, o poder público municipal não faz absolutamente nada, diante de tantos problemas:

Cantoras negras feirenses

Cantoras negras são destaque na música de Feira de Santana

Um olhar cuidadoso sobre as expressões musicais em Feira de Santana torna obrigatório reconhecer o fundamental protagonismo das mulheres em nossa música. Para começar, Feira de Santana é uma das poucas cidades do Brasil que tem seu hino composto por uma mulher: Georgina Erismann, no início do século XX, fez o “Hino a Feira”, numa época em que a mulher sequer tinha direito a voto. Uma das mais tradicionais expressões culturais de Feira de Santana, reconhecida internacionalmente, é capitaneada por uma mulher: Dona Chica do Pandeiro é a matriarca da Quixabeira da Matinha, exercendo um papel de liderança que remonta

OzÉbrios

Grupo feirense OzÉbrios estreia no projeto “Samba da Tarde”

Feira de Santana ganha, a partir deste sábado (10) mais um espaço de apreciação do samba: o Container Mall, com o projeto “Samba da Tarde”. Promovido pela Cervejaria Sertões, a iniciativa apresentará o grupo de samba OzÉbrios, comandado pelo cantor e compositor Rafael Damasceno. O projeto visar ocupar as tardes de sábado do Container Mall com o mais puro ritmo do samba raiz. O grupo OzÉbrios receberá convidados celebrando a junção do melhor do samba, dos sabores (dos petiscos) e das cervejas (artesanais), como elementos de entretenimento e opção de lazer na cidade. Além da Cervejaria Sertões, e o Container

Amanda Magalhães - The Voice - Feira

Amanda Magalhães, a feirense que está no The Voice Brasil 2019

Feira de Santana está mais uma vez no The Voice Brasil. Após o sucesso da feirense Paula Sanffer, que participou do programa global em 2015, e hoje é vocalista da Timbalada, é a vez da cantora Amanda Magalhães, que foi selecionada para o time da cantora IZA. Além de cantora, Amanda Magalhães é atriz (atuou no filme feirense “Porque eu te amei“), e desde cedo se dedicou ao serviço na Igreja por meio das artes. Participante do elenco de uma companhia de teatro musical cristã, a jovem de 25 anos se descobriu como cantora através dos personagens que interpretou ao

Homicídios mais que dobraram em 20 anos em Feira

No dia 05 de julho de 1997 o extinto jornal Feira Hoje, diário que circulava aqui na Feira de Santana, divulgou um balanço da violência no primeiro semestre daquele ano. Comparando com o ano anterior, houve elevação: foram 77 homicídios e três latrocínios na primeira metade do ano; em 1996, os números foram mais favoráveis: 67 homicídios e quatro latrocínios. Na soma, 80 mortes violentas no primeiro semestre de 1997 e 71 no mesmo período do ano anterior.

O levantamento também informava sobre as mortes em supostos confrontos com a polícia: foram 29 em 1996 e, no ano seguinte, o número caiu para apenas 16. Todos os números compunham os balanços regulares divulgados pela Secretaria da Segurança Pública desde aquela época. A principal manchete da página policial era preocupante: “Aumenta número de homicídios”.

“A boa notícia é que, pelo menos, as polícias permanecem matando, oficialmente, em patamares próximos aos daquela época: foram 22 mortos em 2017 e 26 no ano anterior, 2016.”

Vinte anos depois a expressão para definir essas ocorrências mudou: transformou-se em crimes violentos letais intencionais, o CVLI, tão comum no jargão da imprensa. Mas não ficou só nisso: em termos quantitativos, os crimes mais que dobraram em relação àqueles anos: 191 no primeiro semestre de 2017 e 193 no mesmo período do ano passado. O número – altíssimo – foi celebrado como estabilização nos índices.

A boa notícia é que, pelo menos, as polícias permanecem matando, oficialmente, em patamares próximos aos daquela época: foram 22 mortos em 2017 e 26 no ano anterior, 2016. Apesar das diferenças, as médias estão próximas nesse horizonte de duas décadas.

Crescimento

Comparando os seis primeiros meses de 2017 com idêntico período de 1997, o crescimento dos assassinatos é impressionante: 138%. Mas é ainda pior quando se compara o ano passado com 1996: inacreditáveis 171% de aumento. Explicações – boa parte delas sem nenhum tipo de fundamento – foram sendo forjadas com o passar dos anos e com o crescimento da violência.

O argumento eventual de que a população cresceu proporcionalmente é facilmente refutável. Em 1996, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou 450.487 moradores no município; 21 anos depois, a estimativa crava 627.477. É apenas 39,22% a mais em termos de população, bem distante do salto percentual na quantidade de homicídios.

“Desde sempre Feira de Santana desfrutou de uma deplorável fama acerca de seus índices de criminalidade.”

Outras explicações foram se avolumando com o passar dos anos. As mais comuns sinalizavam para uma epidemia de crack – cujo impacto nunca foi devidamente dimensionado – e, mais recentemente, o surgimento e a consolidação das facções criminosas integram as explicações, corriqueiras, mas pouco fundamentadas.

Desde sempre Feira de Santana desfrutou de uma deplorável fama acerca de seus índices de criminalidade. Nos primórdios, em grande medida, talvez houvesse uma dimensão folclórica, de fama injustificada. Hoje, não: o temor é compreensível, mas pouco se discute que os assassinatos são localizados, com recortes geográfico, de gênero e social. Afetam mais os moradores da periferia ou de bolsões de pobreza, homens afrodescendentes com baixa escolaridade, desempregados e, sempre se deduz, envolvidos com a criminalidade.


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