Rio Jacuípe

Rua Marechal em mão única

Feira (A)notada: Marechal em mão única e novidade na Câmara

Lulinha entrega o cargo de Líder do Governo Após alguns colegas vereadores manifestarem a insatisfação com o líder do governo na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Luís Augusto (Lulinha), do DEM, entregou o cargo durante discurso na Sessão desta terça-feira (11). 10 anos do Museu Parque do Saber No próximo dia 15 de dezembro, o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo estará completando uma década de existência. E, para comemorar, foi realizada na terça-feira (11) uma homenagem especial a todos os envolvidos com o projeto inicial. O evento contou com as presenças do prefeito Colbert

Tourinho Candidato

Tourinho candidato, cubanização de assessores e toma lá da cá

Tourinho Candidato Surgiu mais um nome interessado no Paço Municipal em 2020. O vereador Roberto Tourinho, atualmente filiado ao PV, confirmou ao site Acorda Cidade que tem discutido o assunto.  Com sete mandatos, Tourinho é um dos políticos mais respeitados de Feira de Santana e filho de um ex-prefeito, o advogado José Falcão da Silva, que morreu durante o exercício do mandato. Ele se junta a nomes como Fernando Torres, Zé Neto, Zé Chico, Colbert Filho, Angelo Almeida, Carlos Geilson e Targino Machado que também se movimentam para disputar a prefeitura feirense. Toma lá dá cá Ao colocar o cargo

O Rural Feirense

O rural feirense, segundo o último Censo Agropecuário (parte 1)

Foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os números referentes ao Censo Agropecuário realizado em 2017. Os dados são essenciais para que os governos das três esferas – Federal, Estadual e Municipal – elaborem suas políticas, mas são também muito importantes para acadêmicos, estudiosos do tema, para a imprensa especializada e até mesmo para o cidadão que deseja se manter informado sobre o seu município. Uma leva de informações sobre a Feira de Santana já está disponível e pode ser consultada. Os pesquisadores, em suas andanças pelo rural feirense apuraram, por exemplo, que existem exatos 9.191 estabelecimentos

O sonho de Lucas

Escritor feirense publica romance “O sonho de Lucas”

O escritor feirense Marcelo Vinicius acaba de publicar o romance “O sonho de Lucas”, pela editora carioca Multifoco. Marcelo é pesquisador, cursa Psicologia e estuda Filosofia da Arte e Filosofia Contemporânea na UEFS. Além de escritor, é fotógrafo. A história do romance divide-se em duas partes. A primeira é uma narrativa em terceira pessoa; e a segunda é em primeira pessoa, na qual esta se passa por meio do olhar de um jovem chamado Lucas, estudante que sonha em cursar a faculdade de Medicina e cuja vida familiar está em decadência. Lucas fica arrasado quando sua mãe, Kátia Fernandes, separa-se de

Antiga Intendência de Feira de Santana

Antiga Intendência é impregnada de História

Poucas edificações em Feira de Santana são tão impregnadas de História quanto o prédio da Antiga Intendência. Ele se localiza na esquina da Avenida Senhor dos Passos com a Praça Joaquim Pedreira, a antiga Praça da Bandeira. O imóvel também fica nas cercanias de três construções emblemáticas do município: a Igreja Senhor dos Passos, que se localiza defronte e os tombados prédios da Prefeitura Municipal – que fica na esquina transversal – e do Mercado de Arte Popular, situado no quarteirão contíguo, na própria antiga Praça da Bandeira. Originalmente, o imóvel funcionou como fórum, abrigando a sede do Poder Judiciário

O feirense e abolicionista Filinto Bastos

Filinto Justiniano Ferreira Bastos nasceu em Feira de Santana, no dia 17 de dezembro de 1856, sendo filho do português João Justiniano Ferreira Bastos e de D. Maria Alvina de Oliveira Bastos, os quais lhes deixaram órfão ainda nos primeiros anos de vida.

Filinto Bastos foi criado por Quitéria Florência dos Anjos Bastos, sua tia e madrinha. Entretanto, sua mãe e pai, ao falecerem, deixaram condições materiais o suficiente para que o pequeno garoto se dedicasse aos estudos como a ele era desejado.

Como muitos jovens de sua época, iniciou seus estudos no Seminário menor de Feira de Santana – sob as orientações do Padre Ovídio. Em seguida, transferiu-se para o Seminário de Santa Teresa, em Salvador, onde, em 1875, concluiu o curso de humanidades.

Sentindo-se sem vocação para a vida religiosa, decidiu estudar Direito, o que o conduziu à Faculdade de Direito de São Paulo, em 1878. Seus anos em São Paulo são intensos. Participa ativamente da imprensa acadêmica, especialmente como redator do periódico “A Reação”, que é o jornal vinculado ao Círculo dos Estudantes Católicos, liderado pelo acadêmico Rafael Correia da Silva Sobrinho.

Além disso, Filinto Bastos é um veemente defensor da abolição da escravatura, então ainda vigente no país. É um dos formadores da Sociedade Emancipadora Acadêmica, o primeiro grupo abolicionista organizado na Faculdade de Direito. Cabe lembrar, ainda, que Filinto Bastos é contemporâneo de grandes nomes da cultura brasileira da virada do século, período de extrema efervescência cultural na escola de São Paulo. São seus colegas o futuro jornalista Júlio de Mesquita e o famoso poeta Raymundo Corrêa.

Lembra o professor feirense Bel Pires, em artigo publicado sobre Filinto Bastos:

“A Emancipadora Acadêmica de São Paulo, como era intitulada essa sociedade abolicionista, atuava na aquisição de manumissões para homens e mulheres escravizadas, ou seja, a aquisição de recursos para a compra de alforrias. Uma das atividades de maior importância desenvolvida por eles eram as chamadas “Conferências Emancipadoras”, as quais contavam com a realização de saraus literários e participação de figuras notórias do abolicionismo paulista, a exemplo do aclamado baiano e abolicionista negro Luiz Gama (1830-1881). Filinto Bastos, através da atuação da Emancipadora Acadêmica teve contanto com nomes importantes da campanha abolicionista que com ele mantinha relações, principalmente por conta de ser Filinto e seus colegas adeptos da abolição imediata, postura que causava desconforto no meio político e senhorial. Além de Luiz Gama, a Emancipadora Acadêmica contava ainda como membro de honra, o ilustríssimo ativista Joaquim Nabuco (1849-1910), autor de vasta obra política e intelectual sobre o abolicionismo.”

Concluído o quarto ano de Direito, transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife. Ali também integrou-se ao Clube Abolicionista, do qual era orador. A seguir, um dos discursos que o feirense proferiu em solo pernambucano, em 1882:

De volta à Bahia, em 1882, recebeu o diploma de bacharel e já no ano seguinte foi nomeado para a comarca de Camisão (atual Ipirá). Em 1884 assumiu o cargo de Juiz Municipal da mesma Comarca.

Com o advento da República ocorreram muitas mudanças na magistratura. Graças ao renome de que desfrutava, ao prestígio que adquirira, foi nomeado Juiz de carreira e designado para a comarca de Caetité. Em seguida, serviu em Caravelas e Amargosa.

Em 1892 foi promovido para Salvador como juiz de Primeira Entrância e cinco anos mais tarde foi elevado a Conselheiro (Desembargador) do Tribunal de Apelação e Revista da Bahia.

No mesmo ano de 1897 foi convidado a lecionar na Faculdade de Direito da Bahia. Ensinou durante muitos anos e, ao falecer em 1939, era diretor da sua Faculdade.

Filinto Bastos, juntamente com Rui Barbosa, dentre outros, fundou em 7 de março de 1917 a Academia de Letras da Bahia. Foi o responsável pela cadeira 21, cujo patrono é Francisco Bonifácio de Abreu, o Barão da Vila da Barra. Seu sucessores na cadeira foram o não menos renomado médico Estácio Luís Valente de Lima e os imortais baianos Jorge Amado e Zélia Gattai. Hoje, a mesma cadeira é ocupada pelo poeta feirense Antônio Brasileiro.

Como se não bastasse, Filinto é um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

O Desembargador Filinto Bastos dá nome a uma importante rua de Feira, e ao Fórum do município. Ele faleceu no dia 9 de fevereiro de 1939.

 

Leia mais sobre Filinto Bastos no Leiamais.ba, na Carta Forense e no Folha do Estado.

 


Sobre o (a) autor (a):