Rio Jacuípe

IPTU em Feira de Santana

IPTU 2019 e Lixeira Improvisada no Tomba – Feira (A)notada

Nota Pública do PT de Feira “Milhares de mulheres, crianças, idosos, homens, necessitam todo mês de exames específicos e não conseguem, nos postos de saúde faltam equipamentos e até materiais de curativos”, diz parte da nota emitida pela Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Feira de Santana, sobre a denúncia do Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito José Ronaldo, a Secretária Municipal de Saúde e o Procurador Municipal. Banco lixeira na Praça do Tomba Um cidadão encontrou uma lixeira improvisada por populares em um banco (quebrado) na Praça do Tomba. Segundo Rogério Leandro, autor da denúncia nas redes sociais,

José Ronaldo e Denise Mascarenhas

Justiça aceita denúncia contra Ex-Prefeito e Secretária de Saúde – Feira (A)notada

Governador Rui Costa em Feira O governador Rui Costa esteve na manhã desta sexta-feira, 11, em Feira de Santana para a assinatura da ordem de serviço para Construção do novo Hospital Geral Clériston Andrade – HGCA 2. Logo cedo concedeu entrevista coletiva à imprensa respondendo sobre diversos assuntos relacionados ao município. Embasa O governador garantiu um investimento em torno de 500 milhões de reais da Embasa no município para construção de uma nova estação de tratamento, uma nova adutora da barragem através de PPP (Parceria Público-Privada). Lagoa Grande O governador disse que a única coisa que falta para concluir a

Quixabeira da Matinha em Portugal

O novo CD ao vivo da Quixabeira da Matinha [2019]

Está no Youtube o novo CD da Quixabeira da Matinha, um trabalho promocional gravado na Associação cultural Coleirinho da Bahia no dia 25 de novembro, dia municipal do samba de roda: O disco da Quixabeira também está disponível para download no site “Sua Música”.

MP-BA denuncia superfaturamento na saúde de Feira

MP-BA denuncia superfaturamento na Saúde de Feira – Feira (A)notada

Operação Pityocampa: MP denuncia 11 pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro O Ministério Público estadual denunciou onze pessoas por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro cometida em um esquema fraudulento de licitações e superfaturamento de contratos celebrados pela Coofsaúde Cooperativa de Trabalho, com a Prefeitura de Feira de Santana. O esquema foi desarticulado pela “Operação Pityocampa”, realizada no último dia 18 de dezembro. A denúncia foi oferecida à Justiça no último dia 27. O MP também pediu a decretação de prisão preventiva dos denunciados, pedido acatado pela Justiça na mesma data. Superfaturamento Ainda conforme a

Um estranho no ninho

Um estranho no ninho…

Políticos na expectativa A demora para o anúncio do novo secretariado do Governador Rui Costa (PT) tem deixado muita gente apreensiva. Em Feira de Santana, a expectativa é sobre que espaço o deputado estadual – não reeleito – Carlos Geilson vai ocupar no Governo, já que o petista prometeu um “espaço do tamanho de Feira de Santana” ao seu mais novo aliado. Quem também aguarda uma definição é o deputado Angelo Almeida (PSB). Apesar da excelente votação, o socialista ficou na 2ª suplência e vive a expectativa do anúncio dos secretários para saber se continua ocupando uma cadeira na Assembleia

Feira perdeu R$ 1,4 milhão do Bolsa Família em 12 meses

Que a economia feirense não vive um bom momento, todo mundo sabe. Afinal, sobejam indicadores informais pelas ruas da cidade: muitos estabelecimentos estão fechados há anos, com placas de “vende-se” e “aluga-se” esbranquiçando-se, esfarelando-se pela ação do tempo. A multidão de camelôs, ambulantes e biscateiros, à disposição para prestar pequenos serviços, vem crescendo, tornando as ruas comerciais praticamente intransitáveis; e as filas nos postos de intermediação de mão-de-obra crescem, com rostos desalentados pelas agruras do dia-a-dia e pela interminável espera por uma nova oportunidade.

Os dois últimos anos foram cruéis para o mercado de trabalho: 12,5 mil empregos formais, com carteira assinada, deixaram de existir, prejudicando milhares de famílias feirenses; em 2014, quando a recessão começou, quase mil feirenses também foram demitidos, no saldo entre admissões e demissões; e, neste 2017 de tantas promessas de retomada, as dificuldades seguem agudas, com mais de 800 desempregados no saldo.

Num país que fizesse sentido, políticas de bem-estar social – sobretudo aquelas de transferência direta de renda – estariam sendo impulsionadas para contrabalançar os efeitos da crise e assegurar um mínimo de conforto à gente desvalida. Pois no Brasil de Michel Temer (PMDB-SP), o mandatário de Tietê, acontece exatamente o contrário: além de ser penalizado pela recessão, o brasileiro é açoitado pela redução de recursos para programas como o Bolsa Família.

Os números sobre o programa na Feira de Santana são bem ilustrativos: em agosto de 2016 foram repassados, precisos, R$ 4.887.287, ou seja, quase R$ 4,9 milhões. Em julho de 2017 – com o flagelo da crise inflexível – o montante total caiu para exatos R$ 3.410.388, ou R$ 3,4 milhões. Significa R$ 1,476 milhão a menos em um ano, sem descontar a inflação.

O número de famílias beneficiárias permanece caindo: chegou a 51 mil em meados de 2012, no ápice, e, em agosto do ano passado, não ia além de 36.545. Mas piorou bastante de um ano para cá: mês passado, eram apenas 29.668 famílias. Os dados são oficiais, disponibilizados pelo próprio Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Não dá, portanto, para alegar que é discurso da oposição.

“É pouco dinheiro, mas ajuda aqueles que perderam seus postos de trabalho: no mercadinho do bairro, compra-se o feijão, a farinha, o arroz, uma mistura qualquer para enganar o paladar.”

O valor médio repassado às famílias não ultrapassou os R$ 114. É pouco dinheiro, mas ajuda aqueles que perderam seus postos de trabalho: no mercadinho do bairro, compra-se o feijão, a farinha, o arroz, uma mistura qualquer para enganar o paladar, alguma verdura. Esse milhão de reais a menos, em época de crise, poderia provocar algum impulso na estagnada economia dos bairros periféricos, melhorando a vida das comunidades pobres.

O ministério crava que a cobertura do programa está muito aquém do número de famílias com perfil para serem beneficiárias do programa: apenas 62,73%. E recomenda: “O município está abaixo da meta de atendimento do programa. O foco da gestão municipal deve ser na realização de ações de Busca Ativa para localizar famílias que estão no perfil do programa e ainda não foram cadastradas”.

A recomendação é sábia: se no auge do programa – e da efêmera pujança econômica capitaneada pelo petismo – havia cerca de 22 mil famílias beneficiárias a mais, o que pensar sobre hoje, quando mais de 14 mil empregos formais foram devorados pela voraz crise econômica que já dura três anos? Isso para não falar do trabalho informal, precário, que costumava absorver os beneficiários do Bolsa Família

Sabe Deus como está sobrevivendo quem perdeu a precária ocupação produtiva e, de quebra, foi excluído do cadastro do Bolsa Família, vivendo aí pela periferia da Feira de Santana. Sem dúvida, aventuram-se como biscateiros ou diaristas, enfronhando-se numa precariedade que lembra os primórdios da Revolução Industrial.

Mas sempre há os otimistas. Esses enxergam que o que houve foi “enxugamento de gordura”, exclusão de quem não tinha perfil para o benefício; que a austeridade se faz necessária nesse momento de crise; e que, logo ali, surgirão empregos à mancheia, graças à revogação da CLT e da aprovação da terceirização ampla, geral e irrestrita. Também há otimistas – e esses são panglossianos empedernidos, militantes – que creem que estamos varrendo a corrupção, enveredando numa vertiginosa empreitada civilizatória. É aguardar os próximos capítulos.


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