Rio Jacuípe

Os protestos em Feira de Santana

Os protestos em Feira de Santana

Os protestos em Feira de Santana Milhares de manifestantes foram às ruas do centro de Feira de Santana, protestar contra os cortes de verbas da educação, anunciados pelo MEC. Bolsonaro, Rui Costa e Colbert também foram alvos das críticas. Os três chefes do executivo estavam em viagem oficial Bolsonaro nos Estados Unidos, Rui, na China e Colbert, novamente, em Brasília, para tratar de diversos assuntos, dentre os quais o Hospital da Mulher, onde em menos de uma semana 03 bebês morreram devido à grande demanda e a falta de leitos nas maternidades do município. Professores da UEFS contra os cortes

Desemprego em Feira

Emprego formal se reduz no primeiro trimestre em Feira

No primeiro trimestre de 2019 o desemprego voltou a mostrar as suas garras aqui na Feira de Santana. Foram, no saldo, 480 empregos a menos, no saldo entre admissões (8,7 mil) e demissões (9,1 mil). Os mais penalizados foram os comerciários: no saldo, enxugaram-se 162 oportunidades para esses profissionais. Alguém mais otimista pode enxergar, aí, aquele movimento natural de dispensa do excedente que foi contratado para as festas de final de ano. O preocupante, porém, é que a redução de empregos alcançou atividades que não se relacionam diretamente ao vaivém natural do comércio. É o caso da construção civil, que

Crise na Saúde de Feira de Santana

Crise na Saúde em Feira

Mães encontram dificuldades para dar à luz nos hospitais públicos de Feira de Santana No último domingo, foi comemorado o dia das mães. Porém, nem todas tiveram a razão de comemorar esse dia tão especial em Feira de Santana. Em menos de uma semana 03 bebês morreram no Hospital da Mulher, devido à grande demanda e a falta de leitos nas maternidades do município. Hospital da Mulher atende 20% acima da sua capacidade A presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, informou que “é inadmissível uma Maternidade Municipal que está atendendo com mais de 20% de sua

O imperdível Festival Beba a Cidade

Feira de Santana vai receber uma importante iniciativa para os apreciadores de cervejas artesanais: o Festival Beba a Cidade, organizado pela feirense Cervejaria Sertões em parceria com o Hotel Ibis/Feira. O evento contará com a presença de 7 cervejarias artesanais, a maioria delas, locais (Brassaria de Vidro, Zartchmann Bier, Dragórnia, Cervejaria Aguste, Bressy Beer, Cervejaria Sméra e Cervejaria Sertões). Além disso, haverá uma palestra sobre mercado cervejeiro (promovida por um colaborador do SEBRAE-BA), atrações musicais, lançamento de cerveja, cardápio gourmet exclusivo do Hotel Ibis, brassagem coletiva (produção de cerveja) e um #TapWall com 8 estilos de cervejas a serem comercializadas

Artifício - Donguto

O EP “Artifício”, do feirense Donguto

O cenário musical de Feira de Santana foi surpreendido recentemente com o EP “Artifício”, do multiartista Donguto, um trabalho que demonstra uma desenvoltura musical notável para aquele que já é considerado um dos maiores artistas plásticos da nova geração em Feira. Com quatro canções autorais, “Artifício” é uma mistura interessante de várias referências que vem do hip hop, reggae, rock, funk/soul. Em vez da gororoba comum em algumas iniciativas que buscam misturar diferentes gêneros, Donguto conseguiu organizar musicalmente todas essas cores, sem com isso tornar-se chapa branca nem enfadonho (longe disso!). O EP é bom de ouvir, dançante e poeticamente

Caiu o ritmo de expansão da frota feirense

A redução no ritmo de aquisição de veículos novos é uma das formas de entender a extensão da crise econômica que assola o Brasil nos últimos três anos. Maior cidade do interior da Bahia e centro pulsante do comércio de automóveis da região, a Feira de Santana não poderia passar incólume a esse fenômeno. Dados do Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran, disponíveis no site do IBGE, sinalizam para a redução no ritmo de expansão da frota nos últimos anos. Embora os dados sejam de 2015, já refletem a desaceleração identificada desde então.

Naquele ano, 243,4 mil veículos circulavam pelas ruas da Feira de Santana. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 5,8%: a frota total era de 229,9 mil em 2014. Em 2013, totalizava 213,9 mil, com incremento, portanto, de 7,4% entre esses dois anos, 2013 e 2014.

Nos períodos anteriores o percentual de expansão era mais robusto: 8,7% entre 2012 e 2013 (cuja frota totalizava 196,7 mil automóveis) e 10,3% entre 2011 e 2012, quando somava 178,2 mil veículos automotores. Nessa contabilidade total estão incluídos todos os tipos de veículo (caminhões, ônibus, automóveis, motos, motonetas e micro-ônibus).

É evidente que, a partir de 2011, o ritmo de expansão da frota declinou. Essa tendência acompanhou o desempenho da economia no intervalo: à medida que o Produto Interno Bruto – PIB se expandia a taxas robustas, havia mais disposição das empresas para adquirir veículos e dos consumidores para se aventurar financiando prestações de carros novos.

Crise

A frota de veículos em Feira de Santana

Foto: Manu Dias

No período, os investimentos das empresas foram mais moderados. Na Feira de Santana, pode-se observar que o ritmo de expansão da frota de caminhões, por exemplo, foi mais lento que o de veículos em geral: o total passou de 7,8 mil para 8,9 mil entre 2011 e 2015: 14% apenas; já a expansão da frota, no geral, alcançou 36,5%.

A ampliação da frota de ônibus, em intervalo idêntico, foi mais expressiva, passando de 1.180 veículos para 1.440, mas mesmo assim fica aquém do índice total, não indo além de 22,5%. O impulso na aquisição de veículos particulares foi bem mais significativo. É claro que muitas empresas também compram automóveis para suas atividades. Mas é muito evidente que foi o usuário particular que alimentou o boom, também na Feira de Santana.

“Há, também, a dramática situação de quem financiou carro novo, perdeu o emprego e ficou sem ter como arcar com a dívida”

A isenção de impostos para a aquisição de automóveis, associada à geração de mais oportunidades de trabalho e renda, levou à febril expansão do setor automobilístico até meados de 2014. De lá para cá, os resultados foram sofríveis. Hoje, parece evidente que a vertiginosa espiral consumista se tratou, na verdade, de mera antecipação do consumo. Noutras palavras, uma bolha. É o que mostram os resultados recentes.

O problema não é só o freio nas novas aquisições. Há, também, a dramática situação de quem financiou carro novo, perdeu o emprego e ficou sem ter como arcar com a dívida; vários fazem até transporte clandestino para ir pagando as prestações, mas muitos perderam seus automóveis adquiridos com muito esforço, em função da inadimplência.

Dados referentes a 2016 só estarão disponíveis mais adiante, em meados do ano. Mas, desde já, fica a lição sobre a fervilhante festa do consumo no Brasil que, em poucos anos, se mostrou insustentável e arrastou o país para uma crise dramática.

 


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