Rio Jacuípe

Baile Surrealista

Baile Surrealista tem sétima edição em Feira

O Teatro Arena do Centro de Cultura Amélio Amorim recebe neste sábado, 23, a sétima edição do Baile Surrealista. O Roça Sound e a banda Iorigun estão entre as atrações confirmadas na programação, que começa às 15h. O Baile Surrealista é uma releitura de uma festa francesa que reunia artistas e membros de sociedades secretas na década de 70 e pretende discutir as relações entre arte e esoterismo através da música, dança, artes visuais, tatuagem e oficinas. Nessa edição haverá o lançamento da primeira edição da Revista Subterrânea, um mapa musical da cena alternativa de feira de Santana entre os

Pablo Roberto

Pablo na Oposição?

Pablo na Oposição? O Secretário Municipal de Prevenção à Violência, Pablo Roberto, criticou a Prefeitura Municipal através de suas redes sociais – pela não contratação de algumas bandas locais para a Micareta. “Entendo as questões burocráticas, mas defendo sempre o diálogo. O corte de artistas da terra, que sempre divulgam a nossa festa e a nossa cidade por onde passam, deixa a nossa Micareta com menos identidade e menos brilho”, declarou o secretário. Saudades da Câmara No dia 14 de março, Pablo Roberto publicou em suas redes sociais uma foto dele na Tribuna da Câmara Municipal com a seguinte legenda:

São José

Apesar da expectativa, não choveu no dia de São José

O dia amanheceu com o céu muito limpo na Feira de Santana. Sem nuvens, a luminosidade estava esplendorosa. É que a luz já vai perdendo aquele tom metálico característico do verão e assumindo as cores suavemente alaranjadas do outono. Mais tarde, lá pela metade da manhã, começaram a surgir fiapos de nuvens, muito alvos, na orla que céu. Depois foram avançando aos poucos, encorpando-se, até, às vezes, encobrir o sol por alguns instantes. O cenário passaria despercebido se não fosse pela data: 19 de março é dia de São José, padroeiro da agricultura familiar e das boas colheitas no semiárido

Roça Sound

“Bota o Teu”, o novo Single do Roça Sound

O grupo feirense Roça Sound lançou na última sexta-feira (15) seu novo single, “Bota o teu”. A música traz a sonoridade do funk, com letra de NickAmaro (DJ/ MC), Paulo Bala (MC), Dom Maths (MC) e produção do DJ Lerry. Este é mais um single do novo álbum “Tabaréu Moderno”, com previsão de lançamento ainda este ano. Em 2018, o grupo já havia divulgado a faixa “Envolve e não se envolve”, gravada com a Orquestra Reggae de Cachoeira. O lançamento conta ainda com a identidade desenvolvida pelo premiado artista visual Gilmar Machado, conhecido como o “Cartunista das Cavernas”. Até o lançamento do álbum, o Roça

Duquesa

O Clipe “Futurista”, da Rapper Feirense Duquesa

A Rapper Feirense Duquesa acaba de lançar seu novo videoclipe, “Futurista”, produzido pela também feirense Live Filmes. A letra do Rap é da própria Duquesa, que toca de maneira incisiva em questões como machismo e racismo, mostrando os desafios enfrentados por mulheres jovens e negras para se afirmarem na sociedade contemporânea. Antes de assistir ao clipe, vale ler a poesia: Futurista Letra: Duquesa Catastrófica aparição Vejo tudo na minha mão Lutando contra minha ambição Vaidade que cega canção Muito bendita quando incomodo racista, sempre irritando machista Maldita por ser tão bem vista Gero ódio mas comemoro a conquista. Brigo comigo

Além do “episódio do pó”, Câmara pouco tem o que mostrar

O brasileiro corre o risco de ver, nos próximos dias, um Congresso Nacional pejado de acusados de inúmeros crimes – sobretudo corrupção – eleger, de maneira indireta, o presidente da República que vai arrastar o país até as eleições de 2018. É o que está previsto na Constituição, dizem os doutos, os sábios da República. Alguns desses sábios, inclusive, se arvoram a afirmar – num alucinante surto de genialidade – que eleição direta, conforme muitos exigem, é golpe. Mesmo que seja aprovada uma proposta de emenda constitucional com esse objetivo.

Lembro que, em 2014, a chamada grande mídia exultou quando se exumaram as urnas daquelas eleições: desde 1964 não se elegia Congresso tão conservador, recheado pelas bancadas da bala, do boi, da bíblia e polvilhado por autodeclarados empresários. Os trabalhadores e seus representantes declinaram dramaticamente na Casa. Como se vê hoje, não havia tanto motivo para exaltação. Sobretudo sob a perspectiva criminal: mais de 300 vivem se explicando à Justiça. Em muitos casos, explicam o inexplicável.

“Janeiro começou com vereador preso, prefeito preso, gente tomando posse saído de carceragem de delegacia.”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – hoje preso – era o onipotente presidente dessa Câmara dos Deputados. Sob sua batuta, Dilma Rousseff (PT) e o petismo foram expurgados. Como legado, o usufrutuário aprovou até mesmo uma pretensa reforma política, que, supostamente, tinha o objetivo de aprimorar o sistema eleitoral. Pelo menos era o que se afirmava para o grande público.

Parece que a coisa não deu muito certo. Janeiro começou com vereador preso, prefeito preso, gente tomando posse saído de carceragem de delegacia. Não faltou eleito em viagem ao exterior que, procurado pela polícia, retardou o retorno. Em suma, a festejada “onda azul” – lembram dela? Batizou o avanço conservador que se seguiu ao naufrágio do petismo, mas já foi esquecida – não passou de empulhação, como sempre.

Feira de Santana

Câmara Municipal de Feira de Santana

A Câmara Municipal da Feira de Santana pode ser considerada uma amostra de que, se houve melhora, ainda não foi sentida. Começa pela distribuição das bancadas: quase todo mundo é governista; afora a defesa do prefeito, espera-se pouco desses parlamentares: os elogios protocolares ao chefe do Executivo, alguns ataques ao governo estadual – ao qual fazem oposição – e, no mais, títulos, comendas e declarações de utilidade pública.

A oposição, por minúscula, até dispensa comentários. Mas ninguém poderá acusá-la de estar muito acima da média do legislativo feirense, não. Em pouco mais de um mês acaba o primeiro semestre e, nesses longos meses, nada de útil se extraiu dos debates estéreis que se arrastam das segundas às quartas pela manhã, para desconsolo do eleitor mais informado.

“Alguém, por exemplo, discute o desemprego? A precarização do mercado informal? A pobreza crescente no município que a crise econômica alavanca?”

O fato mais notório – um vereador acusar um suposto assessor parlamentar de lhe oferecer cocaína – até produz uma manchete apelativa, mas não é exatamente um tema relevante numa cidade que bordeja os 600 mil habitantes. Figura mais como algo pitoresco, inusitado, folclórico até, num legislativo que não tem lá grandes contribuições a apresentar.

Alguém, por exemplo, discute o desemprego? A precarização do mercado informal? A pobreza crescente no município que a crise econômica alavanca? Isso para ficar só nos temas econômicos. Que dizer da expansão urbana sem planejamento, dos indicadores da Educação Básica, do péssimo atendimento no sistema de saúde? Pelo jeito, são temas que não dizem respeito à Câmara Municipal.

Quem discute isso é um ou outro profissional de imprensa, visto como amargurado ou radical de esquerda. A imprensa, todavia, não pode – e nem deve – assumir um papel que cabe ao Legislativo.


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