As Feiras de Feira de Santana

Feirense no São João

Feirense improvisou para lucrar com festejos juninos

Foi grande a luta do feirense desempregado para garantir uns trocados no aguardado recesso junino. O movimento nos dias que antecederam os festejos foi vertiginoso. Quem prestou atenção viu de tudo: enxames de homens, mulheres, idosos, adolescentes, até crianças – quase todos, invariavelmente, negros ou pardos – se esforçando para vender qualquer coisa em qualquer lugar. As opções foram vastas: o milho assado, vermelho e fumegante nos fogareiros; licores multicoloridos sobre bancas engenhosas; montes imensos de amendoim caprichosamente equilibrados sobre carrinhos de mão; os fogos que fazem a alegria de crianças e adultos e que tornam belas as noites juninas;

Marcas de Feira

Marcas de Feira

Um dia desses, meu colega de faculdade apareceu com uma tatuagem nova lá na sala e a gente começou a viajar no desenho. Os traços eram estranhamente familiares. Mas nada de absurdo uma tattoo ser repetida por aí. A questão é que a tatuagem trazia uma sensação de pertencimento. Como se a visse diariamente em lugares muito próximos. Então percebi de onde vinha a sensação. Do Viaduto da João Durval. Mais especificamente de um grafite feito por um artista da terra: Kbça. O grafiteiro e tatuador reproduziu seus traços expostos nas ruas de Feira na pele do meu colega, e

Santini & Trio

Grupo feirense Santini & Trio se apresentará em Portugal

Os artistas de Feira de Santana continuam viajando pelo mundo para levar nossa música para outros continentes, depois do grupo Quixabeira da Matinha, Africania, Dionorina e da dupla Don Guto e Ícaro Oliveira, agora é a vez do grupo Santini & Trio embarcar para apresentações no exterior. O guitarrista e compositor Rony Santini, o contrabaixista Anderson Silva, o multi-instrumentista Rogério Ferrer e o baterista Flaviano Gallo estarão em Portugal de 30 de junho a 10 de julho mostrando o melhor da nossa música instrumental, juntamente com a produtora cultural Micheline Castro. Vencedores em 2017 do Prêmio Caymmi, um dos mais

Porque eu te amei

O que ‘Porque eu te amei’ tem a falar sobre Feira?

Já passado alguns meses do lançamento do filme feirense de Tiago Rocha, que gerou assunto durante um bom tempo e lotou praticamente todas as sessões enquanto esteve em exibição, o longa, embora já fora dos cinemas, ainda tem muito que falar. E não me refiro exclusivamente aos temas abordados no enredo. Como violência doméstica, abuso, estupro etc. Mas, também, sobre o nosso olhar sobre Feira. Porque eu te amei é uma espécie de grito da classe artística feirense. Uma produção independente, envolvendo profissionais e entusiastas da cidade, lançada por aqui de maneira honrada e reconhecida – principalmente por quem duvidou.

Irving São Paulo

O ator feirense Irving São Paulo

Provavelmente você conhece o rosto do ator Irving São Paulo, filho de um histórico cineasta brasileiro, Olney São Paulo. Irving, nascido em Feira de Santana, estrelou grandes novelas brasileiras, a exemplo de “Bebê a bordo”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Torre de Babel”. Irving nasceu em 26 de outubro de 1964, em Feira, onde iniciou a atuar em peças de teatro. Faleceu precocemente, aos 41 anos de idade, vítima de pancreatite necro-hemorrágica. Recentemente o Vídeo Show dedicou uma edição do quadro “Memória Nacional” ao ator feirense, mostrando sua trajetória e múltiplos talentos (em especial a música):   A seguir,

Onde ficam os Conjuntos Feira I, Feira II, Feira III e Feira VIII?

Quem atenta para o nome dos tradicionais conjuntos habitacionais de Feira de Santana, como o grande Feira X ou o acadêmico Feira VI, percebe a ausência de uma sequência na numeração: conhecemos o Feira IV, Feira V, Feira VI, Feira VII, Feira IX e Feira X, mas não temos notícia dos conjuntos Feira I, II, III e VIII. Por que há essa falha na sequência numérica?

Os conjuntos habitacionais feirenses foram construídos pela antiga companhia baiana de habitação, URBIS (Habitação e Urbanização da Bahia S.A.), responsável pelo provimento de moradia para a população com renda entre 1 e 5 salários mínimos em todo o Estado da Bahia.

Em 1998 a URBIS foi liquidada e as políticas governamentais responsáveis pelos conjuntos habitacionais e expansão urbana na Bahia foram transferidas à CONDER, que passou a ser chamada de Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia, seu atual nome.

Em vários municípios baianos é comum ver conjuntos com o nome “URBIS” e sua sequência numérica (URBIS I, II, III…). Em Feira, o nome “URBIS” foi substituído por “Feira”, identificando os conjuntos que conhecemos atualmente (em Salvador alguns conjuntos receberam o nome “Cajazeiras”, bairro onde foram instalados).

Os conjuntos Feira I e Feira II formam o que hoje conhecemos como bairro Cidade Nova. A separação entre os dois conjuntos pode ser percebida na nomeação das ruas: as ruas do Feira I são nomeadas por letras e números, enquanto as do Feira II receberam nomes de jogadores de futebol e cidades do interior baiano.  O Feira III, por sua vez, é conhecido como Jomafa, uma homenagem ao ex-prefeito João Marinho Falcão.

Não encontramos referência ao que pode ser o Conjunto “Feira VIII”. Caso o leitor saiba o porquê da ausência, favor esclarecer nos comentários, para completarmos nosso post. Desde já agradecemos!


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