Rio Jacuípe

Dai Bastos, a AfroDai

Dai Bastos, a feirense precursora da estética negra no Brasil

Nos últimos anos o debate sobre racismo e discriminação à cultura e às pessoas negras tornou-se mais popular no Brasil, possibilitando avanços (mesmo que tímidos) na diminuição do preconceito racial. Entre as iniciativas mais importantes nesse sentido, está a valorização e fomento da autoestima das pessoas negras, que passa pelo reconhecimento e valorização dos atributos físicos e culturais da população afrodescendente. Uma das figuras históricas de grande importância nesse tipo de militância é uma feirense, que foi precursora na popularização de penteados Afro e da estética negra no Rio de Janeiro ainda nos anos 1970, quando o movimento negro tinha

Licitação suspensa em Feira

Licitação suspensa e desdobramentos da Operação Pityocampa – Feira (A)notada

Justiça suspende licitação de 73 milhões da Prefeitura O juiz Gustavo Hungria, da 2ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu o pregão 177/2018 que estava programado para a última quarta-feira, 16, e tinha como objeto a contratação de empresa especializada em operação de logística integrada para prestação de serviço a diversas secretarias da Prefeitura de Feira de Santana. Chama a atenção o valor do contrato estimado em mais de R$ 73 milhões de reais. Operação Pityocampa I O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, negou pedido de liminar para revogar a prisão temporária de um

IPTU em Feira de Santana

IPTU 2019 e Lixeira Improvisada no Tomba – Feira (A)notada

Nota Pública do PT de Feira “Milhares de mulheres, crianças, idosos, homens, necessitam todo mês de exames específicos e não conseguem, nos postos de saúde faltam equipamentos e até materiais de curativos”, diz parte da nota emitida pela Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Feira de Santana, sobre a denúncia do Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito José Ronaldo, a Secretária Municipal de Saúde e o Procurador Municipal. Banco lixeira na Praça do Tomba Um cidadão encontrou uma lixeira improvisada por populares em um banco (quebrado) na Praça do Tomba. Segundo Rogério Leandro, autor da denúncia nas redes sociais,

José Ronaldo e Denise Mascarenhas

Justiça aceita denúncia contra Ex-Prefeito e Secretária de Saúde – Feira (A)notada

Governador Rui Costa em Feira O governador Rui Costa esteve na manhã desta sexta-feira, 11, em Feira de Santana para a assinatura da ordem de serviço para Construção do novo Hospital Geral Clériston Andrade – HGCA 2. Logo cedo concedeu entrevista coletiva à imprensa respondendo sobre diversos assuntos relacionados ao município. Embasa O governador garantiu um investimento em torno de 500 milhões de reais da Embasa no município para construção de uma nova estação de tratamento, uma nova adutora da barragem através de PPP (Parceria Público-Privada). Lagoa Grande O governador disse que a única coisa que falta para concluir a

Quixabeira da Matinha em Portugal

O novo CD ao vivo da Quixabeira da Matinha [2019]

Está no Youtube o novo CD da Quixabeira da Matinha, um trabalho promocional gravado na Associação cultural Coleirinho da Bahia no dia 25 de novembro, dia municipal do samba de roda: O disco da Quixabeira também está disponível para download no site “Sua Música”.

Lembranças da infância em Feira: comprar pão

Em meados dos anos 90, ir comprar pão era um ritual diário. Essa era a obrigação das crianças da casa, e a maior parte delas morria de vergonha quando a mãe dava aquele grito, obrigando a largar tudo pra ir à mercearia mais próxima. O dinheiro ia firme e apertado em uma mão, pra não perder, e na outra o saco de pão.

Comprar pão

O saco usado, esse velho conhecido da foto acima, era feito de tecido. Geralmente era bordado na frente com o nome “pão” e tinha uma boca larga, que fechava com um cordão. O saco de pão tinha uma proposta ecologicamente correta, deixando qualquer Ecobag pra trás. Mas não era pautado na sustentabilidade propositalmente, e sim no fato de, ao comprar o pãozinho levando o saco de casa, o preço caía. Perfeita união do útil ao agradável.

O ritual de comprar pão consistia em:

  1. Enrolar o saco de pão o máximo possível e segurar na mão, ou pôr no bolso, a fim de esconder para que os amigos não percebessem, pois era um mico ter que largar as brincadeiras e partir pra padaria;
  2. Ao chegar à padaria ou mercearia lembrar a quantidade de cada tipo de pão que lhe foi passada em casa. Para a memória não falhar, ia-se ao longo do caminho pronunciando o que lhe foi passado: tantos pães de sal, tantos de milho, tantos de leite, etc, método um tanto falho, pois no fim das contas gerava uma confusão na cabeça e quase sempre se levava bronca pelos pães errados em casa;
  3. Trazer o troco intacto. Essa era uma tarefa difícil de executar, pois o troco se perdia fosse por lerdeza ou pela dificuldade de resistir aos doces vendidos na mercearia;
  4. Burlar a garotada da rua. Com os pães em mãos, era necessário fazer um caminho de volta até a casa onde passasse por menos amigos possíveis. Quando no caminho se esbarrava na molecada jogando futebol, ou brincando de pega-pega, boa parte dos pães eram devorados e o saco chegava em casa mais vazio e encardido. Nesse caso, só restava torcer para que a mãe não percebesse algo estranho e resolvesse contar os pães.

Naquela época, outra coisa que chamava atenção era o preço dos pães: vinte pães por um real! Em comparação aos dias de hoje, parece até piada. Poderia faltar de tudo menos nosso pãozinho à mesa, coisa que nem sempre acontece atualmente em várias famílias. Em se tratando do pãozinho de cada dia, nós éramos felizes, e sabíamos.

E você? Já foi o comprador de pão oficial da sua casa?


Sobre o (a) autor (a):