As Feiras de Feira de Santana

3 Peças de Teatro em setembro

3 peças teatrais imperdíveis que estarão em Feira em setembro

A cena teatral em Feira de Santana é intensa e fértil, com a produção de muitos espetáculos de repercussão e visibilidade nacional, além da recepção de peças de outras partes do país que encontram na cidade acolhimento para suas apresentações. Só para tomar um exemplo, em Feira ocorre um dos maiores festivais de teatro infantil do Brasil – o FENATIFS, que já está organizando sua 12ª edição para 2019. Nesse mês de setembro de 2019, o feirense terá a oportunidade de preencher sua programação com três espetáculos de muita qualidade, abordando a vida de figuras de relevância histórica: a pintora

Augusto Aras e Feira de Santana

A relação do Procurador de Bolsonaro com Feira de Santana

Quem acompanha o noticiário político nacional tem visto o debate em torno da indicação de Antônio Augusto Brandão de Aras para o cargo de Procurador Geral da República, feita pelo presidente Jair Bolsonaro. O que poucos feirenses sabem, entretanto, é que Augusto Aras tem íntima relação com Feira de Santana. Augusto é filho do ex-vereador Roque Aras, que exerceu o mandato na Câmara Municipal feirense entre 1971 e 1975 pelo MDB – partido que fazia oposição ao Regime Militar à época. Roque Aras foi também Deputado Estadual (1975-1979) e Deputado Federal (1979-1983). De acordo com o jornalista Dimas Oliveira, Augusto

Podcast para quem merece

O irreverente “Podcast para quem merece”

É crescente a quantidade de pessoas que consome conteúdo em áudio, no Brasil e no exterior. Dos áudiolivros aos podcasts, muitos usuários aproveitam os momentos de ócio em filas, no transporte ou mesmo nas tarefas domésticas para ouvir notícias, debates, aulas etc. A Rede Globo, por exemplo, percebeu a tendência, e lançou recentemente vários podcasts para sua audiência. Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde o usuário quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio,

Escola Municipal Maria Andiara Silva Souza

A (falta de) estrutura de uma escola em Jaguara

A diretora da APLB/Feira, professora Marlede Oliveira, visitou na última quarta-feira (4), a Escola Municipal Maria Andiara Silva Souza que fica localizada no Povoado da Barra no Distrito de Jaguara. Na escola foi constatado que: A Escola funciona com apenas duas salas de aula e uma professora para lecionar Infantil, 1° ano, 2° ano, 3° ano, 4º ano e o 5° ano; A professora não tem Reserva de 1/3 da Carga Horária; A Escola não tem Internet nem Coordenador Pedagógico. Metas do IDEB Desde 2011, Feira não atinge as metas do Ideb para os anos iniciais do Ensino Fundamental. O

“não é pressa, é saudade dela”

“Não é pressa, é saudade dela”

No auge da minha adolescência – nem faz muito tempo assim – eu tinha uma vontade: viajar por aí de caminhão. Pegar umas caronas com os caminhoneiros e partir sem um rumo certo. Apenas vivendo um momento de cada vez, em cada rodovia e estrada desse nosso tão grande país. Mas a vida adulta chega trazendo responsabilidades e os anseios por aventuras adormecem um pouco. Enquanto lembrava disso, percebi que a figura do caminhoneiro é um tanto fascinante… Observe que todos os meus anseios da adolescência é algo rotineiro para eles. Os caras não param, vivem o momento seja lá

Compra de motos e motonetas também declinou

Em texto recente apontamos para a queda no ritmo de expansão da frota de veículos na Feira de Santana. Eram 178,2 mil em 2011 e saltaram para 243,4 mil quatro anos depois, em 2015. Entre 2014 e 2015 a taxa de expansão foi de apenas 5,8%. Mas chegou a 10,3% entre 2011 e 2012. Os dados são do Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran. Investimentos na aquisição de ônibus e caminhões também cresceram no período, mas a percentuais inferiores. Era o tempo em que o brasileiro alimentava – e investia – no sonho da condução própria.

Quem não tinha tanto dinheiro para comprar um carro também arranjou um meio de embarcar na onda do meio de locomoção próprio: comprou milhares de motos e motonetas que circulam hoje pela cidade. As sucessivas – e intermináveis – crises do transporte coletivo constituíram um estímulo adicional. Todas as propagandas recomendavam a realização do sonho.

Assim, em 2011, havia 52,5 mil motocicletas circulando pela cidade. Quatro anos depois, passaram a 70,5 mil, o que representa aumento de 34,2%. Mas essa expansão foi acontecendo a taxas declinantes: 10,4% no biênio 2011/2012, 8% no intervalo 2012/2013, 6,5% no período seguinte (2013/2014) e, por fim, 5,2% na virada de 2014 para 2015. É número expressivo, mas representa praticamente a metade do que se verificava quatro anos antes.

O desempenho das motonetas foi mais robusto, mas confirmou a tendência declinante dos demais tipos de veículos. Entre 2011 e 2015 houve a significativa expansão de 54,3%, passando de apenas 11,6 mil para 17,9 mil. Ao longo dos anos, o percentual foi declinando: 13,7% (2011/2012), 13,6% (2012/2013), 10,6% (2013/2014) e 7,8% (2014/2015).

Queda notável

Motos e motonetas em Feira de Santana

Foto: Divulgação/PMFS

É notável a queda em todos os segmentos entre 2014 e 2015: é que a crise começou em meados do primeiro ano, no período das turbulentas eleições presidenciais. E foi se alastrando ao longo dos semestres, acompanhando o compasso da crise política que se estende até hoje pelo país. Os números referentes a 2016 – que só devem estar disponíveis daqui a alguns meses – devem reforçar a tendência de queda.

Junto com a crise e a redução na compra de veículos, veio a elevação dos preços dos combustíveis. Esses fatores reduziram o número de veículos em circulação pelas ruas em boa parte das cidades brasileiras. Feira de Santana, evidentemente, não fugiu a essa regra. Há tempos que o trânsito já não é aquele do auge consumista da primeira metade da década.

“Até 2015, o feirense seguia comprando motonetas para se deslocar mais rapidamente e, também, para escapar do precário sistema de transporte público.”

Até 2015, o feirense seguia comprando motonetas para se deslocar mais rapidamente e, também, para escapar do precário sistema de transporte público. Afinal, é o segmento que seguiu registrando expansão, mesmo muito mais modesta em comparação com quatro anos antes. O declínio nos demais tipos de veículo foi muito mais significativo.

As montadoras anunciaram essa semana que, finalmente, houve expansão na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior. É um alento, mas aqueles tempos vividos pelos brasileiros há alguns anos se tornou um sonho distante. Vai ser difícil retornar àquela feliz gincana de consumo.


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