Rio Jacuípe

Operação "Pityocampa" contra Cooperativa de Saúde em Feira

Operação “Pityocampa” contra Cooperativa de Saúde em Feira

Operação do MP em Feira O Ministério Público estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (18), em parcerias com a Controladoria-Geral da União (CGU), Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma operação para desarticular uma organização criminosa responsável por desviar milhões de reais da saúde pública do município de Feira de Santana. A operação, denominada “Pityocampa”, é resultado de uma investigação iniciada em 2016 pela Promotoria de Justiça do município, com o apoio do Gaeco. Busca e apreensão na Secretaria de Saúde A Secretaria Municipal de Saúde também foi

Feira no ranking da Transparência

Feira (A)notada: Feira vai mal em ranking da transparência – e outras notas

Feira ocupa a 387ª posição em ranking nacional de transparência O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) divulgaram, na última quarta-feira (12), o resultado da Escala Brasil Transparente (EBT) – Avaliação 360°. Feira de Santana ocupa a 387ª posição. Salvador ficou na 168ª colocação. Vitória da Conquista, na 4ª posição, foi a cidade baiana mais bem colocada. No total foram avaliados 665 municípios e 27 estados. MP Eleitoral move ação contra a diplomação de Targino Machado O deputado estadual Targino Machado é alvo de ação de investigação judicial pelo Ministério Público (MP) Eleitoral. O parlamentar participou da cerimônia de

São José das Itapororocas (Maria Quitéria): passado e presente

Os mitos fundacionais de uma cidade/civilização são sempre cercados de muitos personagens, estórias, acontecimentos, perseguições, guerras e muitas reviravoltas. No caso dos mitos fundacionais das cidades brasileiras quase todos são contados levando como ponto de partida a chegada do colonizador, a expulsão dos povos indígenas nativos e a construção de igrejas, estradas, fortes e pequenas povoações. O mito fundacional comumente conhecido da cidade de Feira de Santana é aquele ligado à história da doação das terras para a construção da capela em devoção à Sant’Ana no Alto da Boa Vista, por Domingos Barbosa de Araújo e sua esposa Ana Brandão,

Pá Rua?

Pá Rua?

Outro dia, peguei Robson. Não exatamente “peguei”, no sentido em que vossas consagradas cabeças maliciosas estão pensando. Eu não botei minha língua na boca dele. Robson é ligeirinho. Eu usufrui de seus serviços clandestinos de transporte alternativo. É sempre uma viagem andar com Robson. Porque ele é o mais atípico dos ligeirinhos. É o mais lento, mas o mais organizado. Ele transforma um Fox em minivan e leva 70 pessoas — confortavelmente. Para honra e glória de Oxalá, eu fui na frente. Sozinho. Uma raridade, às 7 da manhã no Parque Lagoa Subaé. Meu bairro não é dos mais populosos,

Rua Marechal em mão única

Feira (A)notada: Marechal em mão única e novidade na Câmara

Lulinha entrega o cargo de Líder do Governo Após alguns colegas vereadores manifestarem a insatisfação com o líder do governo na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Luís Augusto (Lulinha), do DEM, entregou o cargo durante discurso na Sessão desta terça-feira (11). 10 anos do Museu Parque do Saber No próximo dia 15 de dezembro, o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo estará completando uma década de existência. E, para comemorar, foi realizada na terça-feira (11) uma homenagem especial a todos os envolvidos com o projeto inicial. O evento contou com as presenças do prefeito Colbert

A trajetória do prédio do Centro Universitário de Cultura e Arte

O prédio do Centro Universitário de Cultura e Arte, o CUCA, é uma das edificações mais impressionantes da Feira de Santana. Fica situado na rua Conselheiro Franco – nas imediações da Praça da Catedral – e é vinculado à Universidade Estadual de Feira de Santana, a Uefs. O espaço foi construído especialmente para funcionar como escola, o que era raro aqui na região, conforme observa publicação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, o IPAC.

O início da construção do grupo escolar foi há mais de 100 anos: data de 1912, quando Agostinho Froes da Mota era intendente. Foi entregue, finalmente, em 1916, ofertando o ensino fundamental. Apenas em 1927 é que começou a funcionar como Escola Normal, em data que os historiadores registraram com apuro: 1º de junho. Dedicou-se, nas quatro décadas seguintes, à formação de professores.

Centro Universitário de Cultura e Arte - CUCA

Em 1968 aconteceu a segunda mudança: tornou-se Faculdade de Educação, criada por decreto estadual daquele mesmo ano. Em 1976 o prédio imponente passou a servir para um novo uso: seminário de música, centro de estudos feirenses e, até mesmo, abrigou repartições da prefeitura.

A partir de 1994 o CUCA começou a ganhar a configuração atual. Inicialmente, a Uefs assumiu o imóvel, que se tornou Museu Regional de Feira. Depois veio a restauração, no ano seguinte – o prédio estava em deplorável estado de conservação – e o museu foi rebatizado, tornando-se Museu Regional de Arte. Hoje, inúmeras atividades culturais são desenvolvidas naquele espaço.

Intervenções

A primeira grande reforma no CUCA aconteceu em 1968, quando foi ampliado para se tornar Faculdade de Educação. Mais adiante, já em 1994, foi realizada a restauração, que manteve suas características originais. Data dessa época, também, a construção do anexo, nos fundos, que inclui o teatro, próximo à antiga rua de Aurora. Note-se que essas intervenções aconteceram sob a supervisão do IPAC.

A construção possui algumas peculiaridades, conforme registra o próprio IPAC: “A disposição dos três módulos cria uma espécie de pátio central”, o que é algo inusitado: “Essa tipologia bastante utilizada nos conventos e, com menor frequência, em hospitais, é rara em edifícios com outros tipos de uso”.

Mais adiante, o documento classifica a construção: “Destaca-se em planta a composição simétrica que foi utilizada no edifício que pode ser classificado como eclético classicizante, estilo de uso frequente no estado no início do século XX”. A antiga Escola Normal somou-se aos diversos prédios públicos que foram sendo construídos nas três primeiras décadas do século passado na cidade.

Antiga Escola Normal (1957), no prédio onde hoje é o CUCA

Antiga Escola Normal (1957), no prédio onde hoje é o CUCA

A área construída é de 631 metros quadrados. Segundo descreve o IPAC, o CUCA é “edifício de relevante interesse arquitetônico construído sobre porão alto e desenvolvido em um único pavimento”. Os três blocos independentes propiciam a formação de dois pátios laterais na frente e um, central, ao fundo, conforme a descrição.

Há detalhes também sobre a estrutura: “O bloco principal tem o corpo central recuado, precedido de escadaria que dá acesso ao saguão, com pé direito duplo. Esse bloco é recoberto por uma abóboda de aresta, enquanto que os demais, por telhados de quatro águas”. É o que confere imponência à entrada principal.

“As fachadas possuem rica modenatura, trabalhada em massa nas pilastras, cunhais, moldura das janelas, platibanda, etc”, prossegue a descrição. A Conselheiro Franco – antiga rua Direita – é um dos primeiros arruamentos da Feira de Santana, como registra o IPAC. Ao longo dos anos sobrados e casarões foram sendo substituídos por prédios comerciais, que caracterizam a artéria nos dias atuais.


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