Roça Sound expõe a Feira de Santana clandestina

Saiu o novo clipe do Roça Sound, uma interpretação audiovisual apurada da música “Verde e Cinza”, que compõe o álbum “Tabaréu Moderno”, o mais recente do grupo. A música e o clipe integram uma das mais importantes obras contemporâneas de interpretação de Feira de Santana e sua cultura.

“Verde e Cinza”, já no título, denuncia essa cidade contraditória, que vive entre uma tradição rural, feirante, e uma sanha modernizante expressa nas obras cheias de concreto e vazias de humanidade. Mas não para por aí, afinal, Clóvis Ramaiana já notou e denunciou isso há muito. A canção expõe a visceral clandestinidade feirense, não a dos ambulantes que temem o rapa, mas aquela que certa elite finge não existir (exercendo o direito de defesa): a Feira de Santana que sonega impostos, que faz tráfico de influência, que se utiliza de ardis ilegais para se produzir novo – ou eterno – rico.

Essa elite que menospreza “o povo de Feira” por ser menos moderno, desenvolvido… menos soteropolitano. E é esse deslumbramento com a capital que o Roça nega: “Aqui não é Salvador […] aqui é aqui, lá é lá”.

Tonho Dionorina no clipe Verde e Cinza

O clipe foi gravado nos espaços da correria, o Feiraguay, a roça, a praça da Matriz. Ali onde tudo está oculto e alheio ao cafoníssimo colunismo social feirense – que se regozija em prêmios, troféus, comendas e homenagens autocongratulatórias. Tonho Dionorina, o príncipe da Rua Nova, surge como um profeta, sendo ouvido e reverenciado por Paulo Balla, Nickamaro, Don Maths e Ed Murphy.

Após expor com acidez o baratino da elite governante feirense, “Verde e Cinza” finaliza sinalizando o caminho da resistência para transformar as exclusões da cidade: “labuta tá dura mas chorar não é demérito/buscando minha liberdade igual a George Américo”. Que assim seja.

 

Ficha Técnica

Música: “Verde e Cinza”

Autores: P. Balla | Nickamaro | Don Maths | Lerry

Interpretação : Roça Sound & Tonho Dionorina

Produção Musical: Lerry e Nickamaro

Mixagem e Masterização: Lerry (Crossover Estúdio)

Selo: Pega Visão Álbum: “Tabaréu Moderno” (2019)

Direção: Duane Carvalho

Produção Executiva: Banana Atômica

Criação e Roteiro: Duane Carvalho

Direção de Arte: Duane Carvalho

Câmeras – Duane Carvalho | Arivaldo Públio | Felipe Martins

Assistente de produção: Rafael Flores

Cooperativas com os dias contados em Feira de Santana

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) exigiram que a Prefeitura Municipal de Feira de Santana não faça mais contratações de servidores através de cooperativas.

Novas Contratações

Colbert Martins disse ao Acorda Cidade que as contratações só poderão ocorrer via Organização Social (OS), seleção pública (Reda) ou concurso público. Ao atender essa recomendação, é provável que aumente o número de processos seletivos para contrações temporárias.

Fim das indicações políticas

Infelizmente, com o fim das contratações via cooperativas, não é certo de que acabem também as indicações políticas. A contratação de Organização Social permite que continue a farra das indicações.

Demora em fazer cirurgia

Vários familiares de pacientes que precisam de cirurgias têm reclamado da demora em fazer o procedimento. Um senhor de 74 anos, com uma perna fraturada, vítima de queda, ficou internado 28 dias no Hospital Clériston Andrade, aguardando o procedimento cirúrgico. Será que o custo do internamento não foi mais caro do que a própria cirurgia?

Tem demora também no agendamento de exames

As dificuldades em agendar exames nas unidades de saúde pública de Feira de Santana foram mais uma vez debatidas pelo vereador Zé Filé (Pros) durante a sessão ordinária da última quarta-feira, 27. “As pessoas que vão aos postos de saúde, na maioria das vezes, não conseguem marcar uma consulta com um clínico geral. As mulheres não conseguem fazer um preventivo. Quem precisa fazer exame de alta complexidade, simplesmente, mofa na fila de espera”, comentou o edil.

Vai ter Feira Noise Festival em 2020

O Feira Coletivo Cultural e a Banana Atômica realizaram no último final de semana, em Feira de Santana (BA), uma edição histórica em comemoração aos 10 anos de existência do Feira Noise Festival. O evento aconteceu entre os dias 22 a 24, no Ária Hall, reforçando sua importância para a consolidação da cena local, além de manter Feira de Santana na rota de circulação de bandas e artistas independentes.

Ao todo, 33 atrações se revezaram entre os palcos Banana Atômica e Budweiser, sendo 13 delas de Feira de Santana. Importantes nomes da música brasileira contemporânea como Supercombo, Francisco El Hombre, Black Pantera, Potyguara Bardo, Larissa Luz, Giovani Cidreira e Zimbra marcaram presença, completando mais de 20h de shows.

Feira Noise Festival

“Era um grande desafio fazer este ano por vários motivos, como a mudança de lugar, mas conseguimos fazer funcionar muito bem no Ária Hall. A casa nos apoiou de diversas formas e o festival ganhou muito com isso. Tivemos grandes shows que nos deixaram muito felizes, pois ver um artista independente no palco emocionando o público impulsiona o nosso trabalho”, contou Joilson Santos, produtor e um dos idealizadores do Feira Noise.

Um festival além da música

Este ano, o Feira Noise recebeu o projeto Mulheres Fazem Arte e promoveu mais uma edição do Feira Camelô, que reuniu diversos empreendedores criativos de Feira de Santana e região.

“A parceria com o Mulheres Fazem Arte foi sensacional e diversificou enquanto proposta na ideia do Feira Camelô. Tivemos vários parceiros que colaram muito, como o Dois de Julho e a Doces Bárbaros, que também foram muito importantes para o desenvolvimento do festival”, comentou Joilson Santos.

Feira Noise Festival 2019

Midialivristas também tiveram a oportunidade de participar da Cobertura Colaborativa do evento, através de uma vivência organizada em parceria com a Revista Gambiarra e o Coletivo ISO 314, trazendo diversos olhares e novas narrativas sobre o festival.

Para Rafael Flores, da Revista Gambiarra, “em um período de ataques à produção séria de informação no país, incentivar que as pessoas falem por si, é um ato de coragem e resistência”. “Os participantes estavam empolgados em todo o processo, trazendo seus olhares atentos sobre o festival e pensando em várias ideias para o pós-evento, como o podcast que vai rolar. Então trazer a experiência da cobertura colaborativa para a edição comemorativa de 10 anos do Feira Noise foi renovador”, destacou.

Feira Noise 2020

Coincidentemente ao final da edição comemorativa de 10 anos, a Natura Musical anunciou o Feira Noise na lista de contemplados no edital que irá oferecer R$5,4 milhões em patrocínio em iniciativas por todo o país. Os projetos foram selecionados entre 2.647 inscritos por meio da curadoria de 22 profissionais do mercado da música, em um processo que durou dois meses.

Com o tema “Feira Noise – Entroncamentos”, o evento vai promover mais uma vez o encontro entre artistas headlines e artistas locais. Juntos, eles farão oficinas, shows e conferências sobre o mercado musical.

Feira Noise Festival 2019

“Ficamos extremamente felizes com o resultado porque era um momento em que estávamos refletindo sobre a realização do festival e de repente a nossa energia foi completamente revigorada para continuar trabalhando, já tendo a certeza que teremos uma empresa como a Natura, que entende o cenário musical independente e a proposta do festival, abraçando o projeto”, disse Joilson Santos.

“Isso é muito importante pois garante a permanência do Feira Noise acontecendo em Feira de Santana, um festival importante para a cena local. A gente quer que nossos artistas dialoguem com essa cena musical contemporânea a partir do festival, ele é a chave de conexão destes artistas. A Natura vem para somar com a realização do Feira Noise e a gente vai trabalhar muito para fazer uma edição melhor”, concluiu.

O fenômeno flamenguista em Feira de Santana

Na manhã dessa segunda-feira, a Praça da Bandeira foi a arena onde se discutiu sobre o mais importante e popular time de futebol brasileiro.

— É óbvio que o Bahia é de mais importância. O Brasil nasceu onde? Se é aqui o início do Brasil, o Bahia é o time do nosso povo, defendia Papinho, torcedor patológico do Bahia.

— O Flamengo, companheiro, é o time das massas, o time rubro, castanho, caboclo, representando os índios, e negro, quilombola, africano, representando o povo escravizado, proclamava Seu Teófilo, tomando caldo de cana para curar a ressaca da comemoração dos dois títulos ganhos pelo clube carioca no último final de semana – o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores da América.

Papinho também levantava a tese de que era uma impostura torcer, aqui em Feira, para times do Sul.

— Quando um carioca torcer para o Bahia, eu torço para o Flamengo!, bradava.

Não suportando o ufanismo, Seu Teófilo argumentava que não existe fronteiras para ser flamenguista, um time de caráter nacional, com mais torcedores fora do que dentro do território carioca.

De fato, quem passeou pelas ruas e bares feirenses no início da noite do sábado (23) viu a cidade colorida de vermelho e preto, num clima semelhante ao que ocorre nas finais de Copa do Mundo.

Introduzida ao campo pelo feirense Junior Baiano (campeão brasileiro de 1992 pelo clube), a taça não chegou fácil às mãos dos flamenguistas. Os torcedores assistiram apreensivos um Flamengo que não conseguiu se desenvolver como tem sido costumeiro, até a épica virada, que se iniciou aos 43 minutos do segundo tempo, após dois gols de Gabriel Barbosa.

Flamengo campeão da Libertadores 2019

Em Feira ouviu-se fogos de artifício em toda a cidade, buzinaço nas ruas, bandeiras flamulando, camisas sendo agitadas e cânticos coletivos sendo entoados. Parece ser verdadeiro o diagnóstico de que o Flamengo é o time com maior torcida em Feira de Santana.

Sabe-se que a popularidade do time de Zico em grande parte do país se deu por causa do alcance da Rádio Nacional, transmissora dos jogos de futebol dos clubes brasileiros, quando ainda não havia infiltração da televisão nas residências do país. Fundada em 1936, foi um grande veículo de amplificação do futebol, principalmente dos clubes cariocas – Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense. Esse último deu nome ao mais tradicional clube de Feira de Santana, nosso Touro do Sertão, o Fluminense de Feira – que tinha entre seus fundadores, em 1941, apaixonados pelo homônimo carioca.

Numa cidade de migrações contínuas, é razoável que a Nação Rubro-Negra tenha se inserido por aqui de maneira especialmente marcante. Como dizia Seu Teófilo: “ser flamenguista e ser feirense é quase a mesma coisa. Aqui temos representadas várias partes do Brasil. A torcida do Flamengo é assim, a mais brasileira de todas”.

“Tabaréu Moderno”, o novo álbum do Roça Sound

“Tabaréu Moderno” é o terceiro disco do grupo Roça Sound. Lançado no último dia 15 de novembro, o novo álbum estava sendo esperado pelo público que acompanha o trabalho dos feirenses desde “Você Aguenta Quantos Rounds?”, de 2014.

Formado por NickAmaro (DJ/ MC), Paulo Bala (MC), Dom Maths (MC) e o dançarino Edy Murphy, o Roça Sound explora sonoridades que vão desde a Cultura Nordestina, Rap, Dembow, Reggae, e o DanceHall, tendo o suingue como sua marca principal.

Em “Tabaréu Moderno”, trazem nove faixas autorais e inéditas, com as participações da Orquestra Reggae de Cachoeira, Quixabeira da Matinha, Bel da Bonita e Rogerinho Ferrer, Gilmar Araújo, Nana Oliveira e Filipe Azevedo, além de Dionorina, figuras ilustres que representam a música produzida no interior baiano.

“O foco desse disco era colocar referências do interior, que já são referências nossas antes de tudo isso acontecer, antes do Roça Sound se consolidar enquanto uma banda”, explica NickAmaro.

 

A expressão “Tabaréu”, que no dicionário se refere à “matuto, jeca-tatu, capiau”, é bastante utilizada no linguajar interiorano. “Queremos mostrar a música que acontece no interior, nessa parte da Bahia que não é tão turística quanto o litoral, nos conectar com essa nova linguagem mundial eletrônica. Tanto que o novo disco tem muito essa linguagem orgânica com beats eletrônicos, por isso o nome ‘Tabaréu Moderno’”, descreve o DJ e MC.

O disco conta ainda com uma identidade visual desenvolvida pelo premiado artista Gilmar Machado, conhecido como “Cartunista das Cavernas”.

Precisamos louvar o Feira Noise

É preciso louvar com entusiasmo a edição de 10 anos do Feira Noise Festival, que ocorre nesse final de semana em Feira de Santana. Nem precisa gostar de rock ou de qualquer gênero musical, banda ou artista que se apresenta nos palcos do evento para reconhecer a capacidade inacreditável de um grupo de entusiastas de determinada cena cultural em manter de pé, em Feira de Santana, um festival que chama a atenção para além das fronteiras baianas.

São mais de 30 atrações, de várias partes do Brasil, distribuídas em três dias no Ária Hall, o mais elegante e bem estruturado espaço de eventos que Feira de Santana hoje possui. A novidade da realização dessa 10ª edição no Ária surgiu em meio às especulações de que 2019 não teria Feira Noise (para desespero do fiel público do Festival). Mas os santos e orixás que sustentam os movimentos artísticos na Princesa do Sertão dobraram a aposta, e a tendência é que tenhamos a melhor das edições até aqui.

Feira Noise Festival

A lista de atrações está impecável, não só porque traz grandes nomes do cenário nacional, como a banda Francisco, el Hombre, ganhadora do Grammy Latino, e a cantora Larissa Luz, que atuou no premiado musical “Elza”, em homenagem a Elza Soares, mas também porque abre espaço para artistas feirenses de grande talento (recém-revelados ou não). Calafrio, Roça Sound, Iorigun, Juli e o Clube de Patifes são alguns exemplos.

Sem a grana das grandes produtoras nem a adesão financeira do poder público, segredo de sucesso de muitos grandes eventos que vemos por aí, o Feira Noise Festival é um caso de organicidade que merece apoio, análise e estudo por quem pensa e pratica iniciativas e políticas culturais em Feira de Santana.

Que a energia de todos e todas que fizeram e fazem o Festival chegar até aqui seja sempre renovada, adaptando o que for necessário, mas sempre mostrando a capacidade artístico-cultural que essa cidade possui.

A seguir, a programação completa do Festival (adquira seu ingresso no Sympla!):

SEXTA FEIRA (22.11.19)

19H ABERTURA DOS PORTÕES

PALCO BANANA ATOMICA 

19H20 BABI JAQUE E LASSERRE

20H40 O GRILO

22H10 ISA ROTH

23H30 CLUBE DE PATIFES

PALCO BUDWEISER  

20H00 A VEZ DAS MINAS

21H20 VANDAL

22H50 GLORIA

00H10 SUPERCOMBO

SÁBADO (23.11.19)

14H ABERTURA DOS PORTÕES

PALCO BANANA ATOMICA 

15H40 TANGOLO MANGOS

17H00 AIYÊ

18H20 GETÚLIO ABELHA

19H50 CASAPRONTA

21H10 MAEV

22H50 BARRO

PALCO BUDWEISER  

15H00 RADIO LIVRE

16H20 SERGIO MAGNO

17H40 BLACK PANTERA

19H00 DINGO BELLS

20H30 IORIGUN

21H50 VIVENDO DO OCIO

23H40 CALAFRIO

01H00 FRANCISCO EL HOMBRE

DOMINGO (24.11.19)

14H00 ABERTURA DOS PORTÕES

PALCO BANANA ATOMICA 

15H10 COLIBRI

16H30 GIOVANI CIDREIRA

17H50 A COR

19H10 POTYGUARA BARDO

20H40 JULI

PALCO BUDWEISER  

14H30 RADIO LIVRE

15H50 SONS DE MERCURIO

17H10 ZIMBRA

18H30 SELVAGENS A PROCURA

19H50 SOFIE JELL

21H20 ROÇA SOUND

22H10 LARISSA LUZ

“Fartura & Ossos” – O novo livro do poeta Silvério Duque

O músico, professor, crítico literário e poeta feirense Silvério Duque acaba de lançar seu novo livro: “Fartura & Ossos”, obra que o autor descreve como sua “lira dos quarent’anos”. O livro, que traz 25 sonetos compostos entre 31 de março de 2018 e 31 de março de 2019, é uma auto-homenagem aos 40 anos de vida do autor.

Com desenho de capa do artista plástico Gabriel Ferreira, posfácio de Elpídio Dantas Fonseca e prefácio do próprio autor, com efeito, “Fartura e Ossos”, segundo Elpídio Fonseca, “remete a várias situações descritas em seus sonetos: a superabundância da vida vivida, da qual só restam ossos; a vida plena e a morte que a ronda; o afastamento dos amantes (podendo um deles ser até mesmo o pobre cão, que, de saudades, não aceita o novo dono e morre); a condição para que se encontre a fartura: roer ossos, alguns deles bastante duros, quando não, os seus próprios”.

O poeta Silvério Duque

Fartura & Ossos é um livro único, que muito demonstra a força poética de uma geração que, ao contrário do que muitos pensam (ou mesmo desconhecem), produz uma das melhores poesias já feitas na história moderna da literatura brasileira, e Silvério Duque faz parte dela.

É o 5º livro de poemas publicado por Silvério Duque, o 3º pelo selo Mondrongo e o 1º com poesias totalmente inéditas.

Acesse agora o site da Mondrongo e adquira seu exemplar de “Fartura & Ossos”.

BRT cada vez mais longe

Com queda no número de passageiros, BRT fica mais longe de ser implantado em Feira

Cerca de 10% da frota do transporte público de Feira de Santana deixou de circular, devido à queda no número de passageiros. Trabalhadores do setor também foram demitidos.

Associação alertou a pouca demanda de passageiros para a implantação do BRT

Em agosto de 2015, a Associação Feirense de Engenheiros (AFENG), apresentou parecer técnico sobre o resultado da análise do “Sistema BRT Feira de Santana” e alertou sobre o volume de passageiros no momento mais crítico do dia, cerca de 5 mil passageiros por hora/sentido. Mas a solução empregada de estações fechadas com ônibus articulados é tecnologia para atender a 40 mil passageiros.

Parte da frota que deixou de circular podem estar indo para Vitória da Conquista

Informações não oficiais dão conta de que os ônibus do transporte urbano que deixaram de circular em Feira de Santana estão sendo levados para Vitória da Conquista. A Empresa Rosa foi contratada para operar o Lote 01 do Transporte Coletivo da maior cidade do sudoeste baiano.

 

 

“Hiato”, o novo single da banda feirense Calafrio

“Um estado de ceticismo quase que total, ausência de sentidos e porquês, um momento de niilismo. O pensamento vagueia pela morte mas em busca de vida”, descreve o guitarrista Pedro Patrocínio, se referindo à letra de “Hiato”, o segundo single de seu novo EP. “A existência dessa canção se dá num momento de reclusão, numa jornada solitária com um pouco de autodestruição e muito de autoconhecimento”, explica o músico.

“Hiato” é uma das cinco faixas do EP homônimo que a banda irá lançar até o final deste ano. Em setembro, eles apresentaram ao público o single “Primitivos”, que também ganhou um videoclipe, disponível no YouTube.

Os feirenses se preparam ainda para retornar ao palco do principal festival de Feira de Santana, o Feira Noise, no dia 23 de novembro. Esta será a sétima participação da Calafrio na programação, em 10 anos de evento.

Calafrio

Marcada por riffs notórios e apresentações muito intensas, a Calafrio se conecta com letras que saem do óbvio ao abordar temáticas das relações humanas e suas complexidades. A sonoridade revela as referências do punk e do rock noventista. Tudo isso não impede os experimentos da banda com elementos eletrônicos e sons de variadas culturas.

Em 2019, o grupo feirense completa 12 anos e após uma pausa de aproximadamente 1 ano e meio, anuncia o lançamento de um novo EP, denominado sugestivamente como “Hiato”.

“Hiato se apresenta como uma fenda na nossa vida. Um trabalho que foi negligenciado e ficou neste remoto espaço. Mais do que esse ‘buraco do ócio criativo’ que foi para nós, é, com certeza, um gatilho para uma nova jornada”, diz Pedro Patrocínio.

Ficha Técnica

Hiato (2019)

Composição: Pedro Patrocínio

Voz e Violão: Siddhartha Gautma

Voz e Guitarra: Pedro Patrocínio

Bateria: Robson Souza

Baixo: Bruno Mendes

Piano: Caique Acauã

Gravado e Mixado no Estúdio “Boca de 09” por Pedro Patrocínio.

O novo Procurador do Município

Colbert indica o novo Procurador do Município

Ícaro Ivvin, atual superintendente do Procon, foi indicado pelo prefeito Colbert Martins, para ocupar a Procuradoria Geral do Município, no lugar de Cleudson Almeida. O nome de Ícaro foi aprovado na última quarta-feira (23), em votação unânime, pela Câmara Municipal de Feira de Santana.

E quem vai assumir o Procon?

O prefeito informou que vai convidar Cleudson Almeida para assumir o Procon, quando retornar de Brasília.

Vereadores criticam o presidente Jair Bolsonaro

Em pronunciamento, na sessão ordinária da última quarta-feira (23), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o edil Carlito do Peixe (DEM) criticou a interferência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro no Governo Federal. “Vejam o que está acontecendo esta semana: primeiro o presidente anunciou Eduardo Bolsonaro para embaixador; como percebeu que não seria aprovado, criou uma disputa dentro do partido e resolveu lançar ele como líder do PSL. No nosso entendimento, líder é quem lidera, ouve, une, fala pouco”, pontuou Carlito.

Já o edil Cadmiel Pereira (PSC) afirmou que o repasse feito pelo presidente para ajudar na limpeza do óleo nas praias do Nordeste é insuficiente. “O presidente anunciou um repasse de R$ 2,5 milhões. Para o tamanho da costa nordestina, esse valor não limpa nem uma praia. Era para sair R$ 1 bi para salvar nossa costa. Isso não vai acontecer em curto prazo, isso está prejudicando os pequenos: os pescadores, as marisqueiras. O que não pode é ministro do Meio Ambiente ficar brigando com governador”, findou.