Rio Jacuípe

O Feirenses vai voltar!

O Feirenses vai voltar!

Desde quando iniciamos, em maio de 2015, sabíamos que fazer o Feirenses seria desafiador. Uma iniciativa completamente independente, sem vínculos com quaisquer organizações (públicas ou privadas) e ambiciosa: criatividade, inovação, profundidade, originalidade, democracia e coletividade foram algumas palavras-chave que os/as fundadores/as entusiasticamente pronunciavam em cada conversa pré e pós-produção dos conteúdos. Três anos após a primeira publicação, podemos dizer com orgulho que contribuímos para o ambiente de publicações em Feira de Santana, e que tudo estaria bem se continuássemos hibernando – como ocorre há quase um ano. Importante dizer que essa suspensão das atividades do Feirenses deu-se pela própria natureza

Festival de Samba de Feira de Santana

Feira de Santana terá seu primeiro Festival de Samba

O Coletivo Unidos Pelo Samba promove entre os dias 2 e 9 de dezembro o I Festival de Samba de Feira de Santana. O evento visa promover diálogos e experiências de valorização e reconhecimento do samba na cidade, além de comemorar o Dia do Samba (2 de dezembro). Pela primeira vez receberá esse tipo de evento, reunindo experiências e vivências de compositores, sambistas e admiradores do samba com o público em geral. Na programação, rodas de samba e rodas de conversa que acontecerão no Mercado de Arte Popular (MAP) e em outros pontos da cidade. De acordo com o cantor

Feira Noise Festival

Feira Noise começa nesta quinta

Começa nesta quinta-feira (24) e prossegue até o próximo domingo (26), a sétima edição do Festival Feira Noise. O evento é promovido pelo Feira Coletivo Cultural e contará com apresentações musicais de artistas de todo o Brasil,  além de espetáculos de dança, rodas de conversa, intervenções de artes visuais e outras atividades. Maior festival independente da Bahia, o Feira Noise será aberto na quinta, às 19 horas, no teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim, com a palestra Delírios Utópicos, proferida pelo teórico da contracultura e pensador contemporâneo Cláudio Prado, colunista da Mídia Ninja. Também teremos no primeiro dia do

Roberto Kuelho

Roberto Kuelho ganha Prêmio Palco MP3 com CD Sense Bulir

Um ano após o lançamento do CD Sense Bulir, o cantor Roberto Kuelho colhe frutos de seu trabalho. O artista baiano, e feirense, é um dos ganhadores do Prêmio Palco MP3 na categoria “Word Music”. O prêmio é uma realização do Palco MP3, o maior portal de música independente do Brasil. Entre as músicas em destaque no site estão “Nem precisa ser amor” e “Bem no Auge”, que foi ouvida mais de 115 mil vezes. “Esse prêmio nos deixa feliz por ser os primeiros resultado de um trabalho feito com carinho. Mostra que nosso som está encontrando as pessoas certas”,

Ciro Gomes

A palestra completa de Ciro Gomes em Feira de Santana

O presidenciável, ex-ministro dos governos Itamar Franco, Lula e Dilma, um dos criadores do Plano Real e ex-Governador do Ceará, Ciro Gomes, esteve em Feira de Santana no dia 1 de novembro, palestrando na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Na oportunidade, respondeu a perguntas de alunos e professores da Universidade. Veja o evento na íntegra:  

Povo da Feira #3: André Luiz, do carro de milho cozido

O cheiro do milho cozido é a principal propaganda dos vendedores dessa iguaria muito popular no centro comercial de Feira de Santana. Basta o vendedor levantar a tampa da panela para o vapor subir, deixando as vítimas do aroma de água na boca. “Como é o milho?”, logo pergunta alguém interessado em uma espiga.

André Luiz, feirense de 44 anos, é um desses personagens que circulam pelo centro de Feira espalhando o aroma do milho, atividade que exerce há 16 anos. O trabalho exige esforço físico: levanta e abaixa o carrinho, empurra, circula por várias ruas e avenidas oferecendo seu produto. Morador da Chácara São Cosme, ele sai do bairro até o centro buscando clientes: “a gente roda tudo, hoje eu tava lá no Los Pampas, do outro lado da cidade. A vida é dura, doutor!”, diz ele, passando pela Kalilândia.

André Luiz

André é casado e tem um filho de 14 anos. A esposa também trabalha vendendo milho, com outro carrinho. Enquanto ela trabalha na região da Rodoviária, ele se ocupa com o resto do centro da cidade. Por dia, André diz ter lucro de R$40 a R$70 reais em seu carrinho, mas a crise está tornando mais difícil as coisas. “O negócio tá pela hora da morte. Se não é minha clientelazinha de criança em colégio particular, que os pais gostam porque o milho é um alimento saudável, eu tava lascado!”.

Além da crise, André aponta o “rapa” como outro obstáculo na sua atividade. “A prefeitura não deixa ninguém trabalhar. Não dá emprego e ainda tira o sustento dos que querem trabalhar. Não dá incentivo nenhum”. Perguntado se considera-se politizado, ele afirma que não: “É a realidade. Política é um mar de lama”.

André Luiz, do carro de milho

A distração de André Luiz ao chegar em casa é colocar um DVD de discoteca dos anos 70 e tomar uma cachacinha. “Tomo a branquinha, amarelinha, a verdinha… O que tiver. Eu bebo em casa. Hoje nem o dinheiro dá pra ir no bar nem a violência deixa. A gente une o útil ao agradável”.

No final da conversa, André oferece um milho cozido, mas não aceita pagamento. Já prevendo a divulgação do seu negócio, ele diz: “você me ajudou, agora eu lhe ajudo”, e sai em meio ao trânsito de final da tarde, se desviando dos carros e espalhando o cheiro de milho pela cidade.


Sobre o (a) autor (a):