A música regional do nordeste em 5 discos dos anos 1970

Que os anos de 1970 foram, de modo geral, bastante conturbados, isso não é novidade para ninguém, todavia, poucas épocas nos deixaram um legado de diversidade musical tão grande. Seja com o fim do classic rock ou com o nascimento da discoteca, da incorporação de instrumentos eruditos ao rock’n’roll, à revitalização do samba carioca, ambos iniciados no final dos anos 60, a década de 70 também se responsabilizou por muitos outros “resgates”, entre eles, o da música nordestina. Na segunda metade da década de 70, muitos artistas surgiram com a proposta de trazer de volta o que havia de mais

Quando Luiz Gonzaga vinha a Feira de Santana

De acordo com relatos de fontes diversas, sabe-se que Luiz Gonzaga, o Gonzagão, ícone maior da música nordestina, esteve algumas vezes da sua extensa carreira em Feira de Santana. O jornalista e colecionador de reminiscências feirenses Adilson Simas é uma das fontes mais confiáveis nesse sentido, lembrando uma das ocasiões em que o Rei do Baião pisou em terras feirenses: “Em 1973, ano do seu centenário de emancipação política, a Feira de Santana, de janeiro a dezembro, recebeu grandes personalidades. Luiz Gonzaga, mais tarde laureado com o título de Cidadão Feirense e que aqui fez várias apresentações, desde a marquise

Estacionamento de motos em Feira de Santana

A nova regra para motos em estacionamentos privados de Feira

Os proprietários de motocicletas em Feira de Santana não precisarão pagar o mesmo valor dos carros quando forem utilizar  estacionamentos privados no município. Foi publicada uma Lei Municipal regulamentando a situação no Diário Oficial do Município. Veja a Lei na íntegra: Dispõe sobre os critérios de diferentes taxas cobradas em estacionamentos privativos para motocicletas e automóveis. O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, ESTADO DA BAHIA, FAÇO saber que a Câmara Municipal, através do Projeto de Lei nº 16/2017, de autoria do Edil Ewerton Carneiro da Costa, decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º – Fica posto em

Neném do Acordeon

Neném do Acordeon: em defesa da sanfona [Feirenses TV]

Os festejos juninos são o principal marco de celebração da cultura nordestina, momento em que todos os elementos típicos do espírito e da geografia do Nordeste se manifestam na culinária, no entretenimento, nas vestimentas e na música. Nesse sentido, é impossível falar desse momento cultural sem considerar a importância e o protagonismo do forró, em suas mais diversas expressões. E falar em forró exige lembrar de Luiz Gonzaga, que popularizou o xote, o xaxado e o baião pelo Brasil e pelo mundo. Por isso trazemos à Feirenses TV um dos principais defensores da tradição da genuína música nordestina, inspirada no

Tripa frita - Seu Dino

Seu Dino do Módulo 8, no Feira VI – Locais para comer tripa em Feira

Apesar de já ter feito, em outra oportunidade, um artigo indicando alguns lugares para comer tripa na cidade, pude perceber ao longo do tempo que, apesar de não parecer, ela está entre um dos tira-gostos mais pedidos nos bares da região. Somando isso com toda a representatividade regional e peculiaridade do prato, vamos dar continuidade à indicação de lugares pra comer tripa em Feira de Santana. Seu Dino do Módulo 8 – Feira VI O Módulo 8, é um conjunto de bares pequenos que ficam próximo ao portão lateral da UEFS, dando a ideia de continuidade, já que a universidade tem

Quem foi Nossa Senhora Sant’Ana, padroeira de Feira

Em Feira de Santana é feriado todo dia 26 de julho, em homenagem à padroeira da cidade, Nossa Senhora Sant’Ana. Como ocorre em muitas circunstâncias, muitos de nós aproveitamos o feriado, mas nem sempre sabemos o sentido do evento. Por isso resolvemos esclarecer algumas dúvidas sobre Nossa Senhora Sant’Ana, (ou Santa Ana, ou ainda Sant’Anna – em latim).

Ana, na tradição Católica, foi a mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. De acordo com a Paróquia de Sant’Ana, da Arquidiocese de São Paulo, os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria nos foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.

Santa Ana - Da Vinci

Quadro “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, de Leonardo Da Vinci (1513)

Sant’Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão. Seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi. Conta-se que Joaquim foi censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos, qundo Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência, e ali um anjo lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois, Sant’Ana ficou grávida de Maria.

Ana e Joaquim residiam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesaida, onde hoje se ergue a Basílica de Santana, e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

A Basílica de Sant'Ana, em Jerusalém, onde teria nascido Maria, a mãe de Jesus.

A Basílica de Sant’Ana, em Jerusalém, onde teria nascido Maria, a mãe de Jesus.

A devoção aos pais de Nossa Senhora é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710 suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, onde foram distribuídas para muitas igrejas do Ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.

Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

A Paróquia de Sant’Ana em Feira de Santana

Catedral de Sant'Ana

Quando Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão doaram, em 1732, cem braças de terra, na região do alto da Boa Vista, para construção de uma capela em honra de São Domingos e Senhora Sant’Ana, seus santos padroeiros, introduziram a devoção à mãe da mãe de Jesus em Feira de Santana.

Com o passar dos anos a capela, que fazia parte da Freguesia de São José das Itaporococas, foi crescendo em importância e serviu de ponto de referência para a realização da famosa feira de gado, chamada de “feira de Sant’Ana”, propulsora do povoamento da região.

Vê-se, pois, que a história da cidade coincide com a história da devoção a Sant’Ana. Cite-se como exemplo, em 1833, a instalação do município, com o título de vila, e a eleição dos primeiros vereadores realizada no interior da capela de “Sant’Ana dos Olhos d’Água da Feira”.

Devido à importância da vila, a sede da freguesia se transferiu de São José das Itapororocas para capela de Sant’Ana, em 1846, ocasião em que começaram os primeiros melhoramentos na velha edificação, que foram testemunhados, em 1859, pelo imperador D. Pedro II quando da sua passagem por nossa cidade.

A Freguesia ou Paróquia, com a instalação da Diocese, a 21 de julho de 1962, teve a sua Matriz elevada à dignidade de Catedral. Com a criação da Província Eclesiástica de Feira de Santana, foi acrescido o título de Metropolitana, sendo deste modo a Catedral Metropolitana de Sant’Ana.

 

Imagem de capa: Sant’Ana ensinando Maria a ler: quadro de Bartolomé Esteban Murillo (1617)


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