Diagnóstico Cultural

Resultado de diagnóstico cultural será apresentado a Feira de Santana

Nesta terça, 27 de junho, às 19h, será realizada, no Teatro Margarida Ribeiro, a apresentação dos resultados do Diagnóstico Cultural de Feira de Santana, realizado em 2016 pelo Galpão Cine Horto, em parceria com a Habitus Pesquisa. O Galpão Cine Horto é uma organização cultural de Minas Gerais, que realiza projetos culturais (cursos, pesquisas, oficinas e eventos) em diversos segmentos, envolvendo ativistas e artistas do Brasil e do exterior. O Diagnóstico buscou identificar o perfil da cultura local, seus agentes e manifestações, bem como as principais potencialidades e vulnerabilidades da cultura no município. Para isso, foram realizadas entrevistas, questionários e

A chuva em Feira de Santana

Chuvas garantiram fartura nos festejos juninos

Quem se aventurou pelo Centro de Abastecimento nos dias que antecederam os festejos juninos pôde notar uma significativa diferença em relação ao ano passado: a oferta de produtos se ampliou, inclusive com expressiva redução de preços em relação a 2016. Tudo por conta das chuvas que começaram a cair nos primeiros dias de abril e que se estenderam até aqui, meados do mês de junho. Embora o semiárido siga carecendo de mais chuva, sobretudo para reforçar os reservatórios, o inverno sertanejo representou uma trégua feliz na rotina de secas dos últimos anos. Foi visível a fartura do amendoim, do milho

A música regional do nordeste em 5 discos dos anos 1970

Que os anos de 1970 foram, de modo geral, bastante conturbados, isso não é novidade para ninguém, todavia, poucas épocas nos deixaram um legado de diversidade musical tão grande. Seja com o fim do classic rock ou com o nascimento da discoteca, da incorporação de instrumentos eruditos ao rock’n’roll, à revitalização do samba carioca, ambos iniciados no final dos anos 60, a década de 70 também se responsabilizou por muitos outros “resgates”, entre eles, o da música nordestina. Na segunda metade da década de 70, muitos artistas surgiram com a proposta de trazer de volta o que havia de mais

Quando Luiz Gonzaga vinha a Feira de Santana

De acordo com relatos de fontes diversas, sabe-se que Luiz Gonzaga, o Gonzagão, ícone maior da música nordestina, esteve algumas vezes da sua extensa carreira em Feira de Santana. O jornalista e colecionador de reminiscências feirenses Adilson Simas é uma das fontes mais confiáveis nesse sentido, lembrando uma das ocasiões em que o Rei do Baião pisou em terras feirenses: “Em 1973, ano do seu centenário de emancipação política, a Feira de Santana, de janeiro a dezembro, recebeu grandes personalidades. Luiz Gonzaga, mais tarde laureado com o título de Cidadão Feirense e que aqui fez várias apresentações, desde a marquise

Estacionamento de motos em Feira de Santana

A nova regra para motos em estacionamentos privados de Feira

Os proprietários de motocicletas em Feira de Santana não precisarão pagar o mesmo valor dos carros quando forem utilizar  estacionamentos privados no município. Foi publicada uma Lei Municipal regulamentando a situação no Diário Oficial do Município. Veja a Lei na íntegra: Dispõe sobre os critérios de diferentes taxas cobradas em estacionamentos privativos para motocicletas e automóveis. O PREFEITO MUNICIPAL DE FEIRA DE SANTANA, ESTADO DA BAHIA, FAÇO saber que a Câmara Municipal, através do Projeto de Lei nº 16/2017, de autoria do Edil Ewerton Carneiro da Costa, decretou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º – Fica posto em

Crônicas da Micareta de Feira – O fenômeno de uma música só

Era um hit apenas. Quem não se lembra do famoso refrão: “…chora bananeira/bananeira chora/chora bananeira/meu amor já foi embora…”. O famoso carro da Pitú, patrocinado pela marca de uma aguardente com o mesmo nome. Ele pode ser considerado um verdadeiro fenômeno, haja vista que tocava apenas uma música em várias horas de desfile pela Praça João Pedreira.

Geralmente começava sua passagem por volta das 21h. Enquanto outros trios elétricos animavam a Senhor dos Passos e parte da Avenida Getúlio Vargas, o pequeno carro dava centenas de voltas pela João Pedreira, arrastando às vezes, mais de dez mil pessoas. No dia final da Micareta, iniciava a folia às 18h.

Era interessante pelo fato de repetir centenas de vezes a mesma música sem fazer com que o povo enjoasse. Ao contrário, essa era a sua grande marca. Ele não tinha hora exata de parar, segurando o som até o ultimo folião. Certa feita, a coisa foi ficando ainda melhor, pois começou a distribuir latinhas com a famosa cachaça. A turma que gostava se acabava bebendo todas e mais umas.

 

Um dia, comecei a observar e descobri que quando ele sinalizava que iria entrar pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca, nada mais era que a senha para avisar que ia parar. Ali na Marechal concentravam-se as famosas “barraquinhas de fubuia, peixe frito e passarinha”. Assim sendo, os foliões começaram a ficar atentos e em algumas ocasiões, quando o carro dava o primeiro sinal que entraria naquela rua, eles simplesmente faziam uma barreira humana, no sentido de evitar, pois sabiam que seria o fim da festa.

Dessa forma, passaram a negociar com o motorista para que desse pelo menos mais duas voltas, para delírio da massa. Nunca, na história da Micareta de Feira de Santana, uma música foi tão executada! Faz tempo que esse carro não comparece na Micareta. Fica a dica para o caso de alguém souber o contato, fazer uma ponte para que o fenômeno reapareça, para nossa felicidade!

 

Foto de capa: Jacinto Silva, que gravou a música “Chora Bananeira” na década de 60.


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