Roberto Kuelho

Roberto Kuelho ganha Prêmio Palco MP3 com CD Sense Bulir

Um ano após o lançamento do CD Sense Bulir, o cantor Roberto Kuelho colhe frutos de seu trabalho. O artista baiano, e feirense, é um dos ganhadores do Prêmio Palco MP3 na categoria “Word Music”. O prêmio é uma realização do Palco MP3, o maior portal de música independente do Brasil. Entre as músicas em destaque no site estão “Nem precisa ser amor” e “Bem no Auge”, que foi ouvida mais de 115 mil vezes. “Esse prêmio nos deixa feliz por ser os primeiros resultado de um trabalho feito com carinho. Mostra que nosso som está encontrando as pessoas certas”,

Ciro Gomes

A palestra completa de Ciro Gomes em Feira de Santana

O presidenciável, ex-ministro dos governos Itamar Franco, Lula e Dilma, um dos criadores do Plano Real e ex-Governador do Ceará, Ciro Gomes, esteve em Feira de Santana no dia 1 de novembro, palestrando na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Na oportunidade, respondeu a perguntas de alunos e professores da Universidade. Veja o evento na íntegra:  

Homicídios em Feira de Santana

Homicídios mais que dobraram em 20 anos em Feira

No dia 05 de julho de 1997 o extinto jornal Feira Hoje, diário que circulava aqui na Feira de Santana, divulgou um balanço da violência no primeiro semestre daquele ano. Comparando com o ano anterior, houve elevação: foram 77 homicídios e três latrocínios na primeira metade do ano; em 1996, os números foram mais favoráveis: 67 homicídios e quatro latrocínios. Na soma, 80 mortes violentas no primeiro semestre de 1997 e 71 no mesmo período do ano anterior. O levantamento também informava sobre as mortes em supostos confrontos com a polícia: foram 29 em 1996 e, no ano seguinte, o

Feira Noise Festival

A programação do 7º Feira Noise Festival (2017)

Já está definida a programação do maior festival independente baiano, o Feira Noise Festival. Ao todo são mais de 30 atrações no palco da arena do Centro de Cultura Amélio Amorim, de 24 a 26 de novembro de 2017. Veja a seguir a programação completa: ARENA AMÉLIO AMORIM – SEXTA-FEIRA – 24/11 ABERTURA DOS PORTÕES – 18H – TENDA BLACK 19:00H – TRIPULAÇÃO 14 (BA) 19:45H – SANTINI E TRIO (BA) 20:30H – SINTA A LIGA CREW (PB) 21:15H – SELVAGENS A PROCURA DE LEI (CE) 22:10H – THE BAGGIOS (SE) 23:05H – AFRICANIA (BA) 00:00H – LARISSA LUZ (BA)

União Médica

Crianças feirenses com Câncer recebem presente único

É muito comum que pessoas diagnosticadas com câncer tenham uma mudança grave em seu estilo de vida. O tratamento envolve desgastes físicos e emocionais significativos, exigindo um esforço pessoal e familiar fora do comum. No caso das crianças com câncer, a dificuldade se aprofunda, já que a infância é um período fundamental para o desenvolvimento da personalidade e do caráter de todo indivíduo. Nesse sentido, o ambiente familiar e social saudável torna-se imprescindível para compensar as dificuldades trazidas pela doença. A criança com câncer não pode ser menos criança: deve ter acesso a diversões, brincadeiras, atenção e inventividade próprios da

Uma dose de Lívia contra o câncer

Lívia Oliveira é dessas raras pessoas que nos fazem repensar a nossa própria vida. Imagine-se recebendo um diagnóstico de câncer hoje. Imagine-se ainda lutando contra ele daqui a 5 anos. Aposto que você não imaginou que depois desse tempo você estaria sorrindo, com sede de vida e ainda dando vigor à vida das pessoas ao seu redor. Se isso lhe parece impossível, você precisa de uma dose de Lívia. Se você conhece uma pessoa que tem tentado vencer o placar contra o câncer, ofereça-lhe uma dose de Lívia.

Com uma árvore genealógica marcada por casos de câncer, ela recebeu o diagnóstico do “carcinoma ductal invasivo” no final de 2010, aos 31 anos de idade. Desde então, vence batalhas diárias contra a doença. Mesmo após um ano inteiro de tratamento, de uma mastectomia radical e da recente descoberta de uma metástase óssea, Lívia carrega uma força contagiosa e uma enorme vontade de viver e ajudar as pessoas a se prevenirem. Ou a encararem a doença de uma nova forma.

Por conta disso, surgiu a ideia de um ensaio fotográfico. O resultado foi postado em sua rede social e a surpreendeu pela enorme quantidade de curtidas e compartilhamentos. A ponto de, recentemente, ter sido convidada por jornais, rádios e eventos locais. “Eu sentia que eu tinha de falar para as pessoas. Tinha que mostrar que comigo, com 31 anos de idade, fazendo acompanhamento, aconteceu. Então… pode acontecer com qualquer pessoa”. E, por meio do ensaio, pôde mostrar uma realidade próxima, sem omissões, sem maquiagem, numa espécie de “a vida como ela é”. E como disse Lívia, “ela é possível”.

Livia Oliveira

Como se deu a descoberta do câncer?

“Parece que a gente vive num mundo que você está fora do câncer de mama. O câncer de mama existe, mas bem longe de você. E quando você recebe o diagnóstico, você diz ‘poxa, ele é real, ele pode acontecer mesmo com qualquer pessoa’”.

Um ano antes do diagnóstico, em 2009, ela havia descoberto um nódulo na mama direita. Buscou um mastologista e descobriu que, na verdade, havia nódulo nas duas mamas. Fez a cirurgia, com resultado negativo para neoplasia. Um ano depois, em 2010, ainda acompanhada pelo mastologista, fez o autoexame e sentiu um novo nódulo. E veio o diagnóstico, seguido da mastectomia radical e do ano inteiro de 2011 em tratamentos de quimioterapia, radioterapia e fisioterapia.

O preconceito existe. Como lidar com ele?

Confessei a Lívia o quão eu achava delicada a entrevista e a insuficiência das minhas perguntas frente à história de vida dela. E pedi que ela falasse sobre o que eu não conhecia, sobre o que as pessoas precisam saber. “Eu não tenho dificuldade em falar do câncer de mama e contar como foi. A gente passa por várias etapas, vários processos.” E continuou: “Desde quando eu descobri, a minha família queria esconder. E eu vejo isso como um preconceito. As pessoas têm preconceito. Hoje menos. O Outubro Rosa é um evento que é muito forte. As pessoas falam muito e já se discute muito. Mas em 2012, na época em que eu tive, ainda se tinha muito preconceito. (…) Eu via amigas de minha avó que cuspiam no chão pra falar o nome ‘câncer’. Ou então não falavam, falavam ‘a doença’”. Ao tirar foto na época em que estava careca, chegou a ouvir ‘Não tira não que é feio’. “E eu achava aquilo [tirar foto] tão natural! (…) Então, a gente vai levando na brincadeira, tentando tirar humor, né? Mesmo enjoando, porque eu enjoei muito, a quimioterapia ainda é um tratamento muito difícil…então… não é fácil, mas é muito possível. O que faz a diferença é como você encara. E você não tem que dar respostas pra ninguém. A resposta você precisa pra você. Não é para o outro.”

Lívia é pedagoga e se manteve afastada do trabalho somente em 2011, durante o primeiro tratamento. Em 2012, ao fazer parte de uma seleção de trabalho, escondeu a sua doença, por receio do preconceito que ela já sabia que acometia muitas pessoas. Além de não ter a mama esquerda, é canhota e temeu que a enxergassem como inapta para o trabalho. Foi selecionada, mas precisou contar aos demais gestores e funcionários sobre a sua luta, não apenas porque se sentia incompleta ao esconder uma parte da sua história, mas também porque recebeu um novo diagnóstico e teria de retomar a quimio e a radioterapia. Diferente do que havia pensado inicialmente, teve um imenso apoio dos colegas de trabalho. “As pessoas me surpreendiam. (…) E esse retorno das pessoas me dava muita segurança e força pra continuar.”

Livia Oliveira

“Eu deixei de ser Lívia e passei a ser ‘a doente’”

“Eu sentia um rótulo, eu perdi a identidade, deixei de ser Lívia e passei a ser ‘a doente’”. Não podia viajar porque eu era doente, não podia casar porque eu era doente… E isso tudo aconteceu depois do diagnóstico”. Lívia contou que conheceu o seu marido nas sessões de fisioterapia que precisou fazer após a retirada da mama. Ele era o seu fisioterapeuta. E casaram há pouco, neste ano de 2015. E dissipou, então, a dor de um dia ter escutado um “pra quê casar se você está doente?”.

As terapias alternativas e o Espiritismo

“As terapias alternativas nos ajudam a compreender um pouquinho [sobre o porquê do câncer]. Eu não busco apenas uma explicação científica, mas espiritual também. Então, o reiki foi fundamental pra mim, me ajudou muito”. Lívia contou que teve berço católico, sentia medo da morte e não encontrava respostas para algumas perguntas. Seus questionamentos começaram a ganhar direção quando começou a frequentar o Centro Espírita. Hoje, além dos tratamentos quimioterápicos e do reiki, também faz terapia com uma psicóloga e é assistenciada por um centro espírita da cidade.

Medo da Morte

“Durante esses diagnósticos, a gente passa por muitas fases. Eu tive muitas fases de medo da morte. As meninas que tratavam o câncer de mama comigo na clínica que eu faço tratamento elas faleceram. E eram tão jovens quanto eu. E eu tive de trabalhar essas questões, de ir pra sala, de não vê-las. Encarar a morte pra mim e a notícia da morte delas era muito difícil, mas eu vinha trabalhando, sinalizando na terapia com a psicóloga e no reiki. Então, hoje, eu já lido melhor. Já entendo que, como é uma coisa natural, vai acontecer com todo mundo. Com umas pessoas mais cedo, outras mais tarde. E comigo também. Mas não é isso que vai me fazer desistir de lutar.”

“Eu quero ajudar as outras pessoas”

“Eu já ouvi tantos relatos de mulheres que recebem o diagnóstico e não fazem nada. Ou descobrem que estão com um nódulo e não conseguem fazer uma mamografia. Imagine a quantidade de pessoas que agem da mesma forma!”. E veio a reflexão: “O que é que eu estou fazendo pra que isso seja evitado ou pra que [essas mulheres] encarem o diagnóstico de uma outra forma? Não é fácil. Mas a gente tem de encarar a vida – e os problemas, de uma forma geral – com muita fé. Você tem que acreditar muito nos profissionais que estão com você. O apoio da família é importante. (…) Foi todo um processo que eu passei até chegar a este, de despreendimento. A minha cicatriz não me incomoda. Eu tive, sim, muita vontade de fazer a reconstrução da mama. Mas nunca pude, porque toda vez tinha a questão da proteção, de ainda estar em tratamento, do médico não aconselhar… Eu sou muito vaidosa, mas a vaidade tem o seu lugar. Eu não posso colocar a vaidade acima da minha própria vida. A minha vaidade, hoje, tem o lugar dela, o meu ego tem o lugar dele, eu tenho de pensar mais nas outras pessoas, eu tenho que viver minha vida hoje dentro das limitações, de muitas idas ao médico… Mas a vida é maravilhosa, eu quero viver, eu agradeço por cada dia que eu estou aqui. O tempo que eu ficar aqui eu quero ajudar as outras pessoas.”

 

Fotografia: Milene Farias

Assistente: Cléa Farias


Sobre o (a) autor (a):

  • Andreia

    Uma dose diária de Livia!!!

    Me remete a importância de cada ser humano, suas fragilidades e suas forças.
    Lívia, demostra o quanto é um ser Iluminada, Forte, Serena, de Fé.
    Vejo o quanto o seu exemplo está orientando e ajudando tantas outras mulheres, tantas famílias.
    Uma dose diária de Lívia, também me direciona aos anjos de Deus, que não deixam seus filhos desamparados, e Livia sem dúvida participa fielmente desse contexto é iluminada e ilumina.
    Lívia, você e sua luta nos mostra que a vida merece ser vivida, e tua Força e Fe nos ensina todos os dias.

    Meu abraço e minhas orações a você!!!
    Guerreira do Bem!!!

  • Francisco Rios

    Parabéns Lívia! Que seu exemplo de superação e luta diária seja motor motivacional para muitas pessoas que desacreditam na vida.
    Aos homens, que sejam menos preconceituosos e também verifiquem seus peitorais pois existe cancer de mama masculino, apesar de ser raro, cuidado nunca é demais.

  • Andreia Silva

    Uma dose diária de Livia!!!

    Me remete a refletir sobre a importância de cada ser humano, suas fragilidades e suas forças.
    Lívia, demostra o quanto é um ser iluminado, de Fé.
    Vejo o quanto o seu exemplo está orientando e ajudando tantas outras mulheres, tantas famílias.
    Uma dose diária de Lívia, também me direciona aos anjos de Deus, que não deixam seus filhos desamparados, e Livia sem dúvida participa fielmente desse contexto é iluminada e ilumina.
    Lívia, você e sua luta nos mostra que a vida merece ser vivida, e tua Força e Fe nos ensina todos os dias.

    Meu abraço e minhas orações a você!!!
    Guerreira do bem!!!!

  • Ellen

    Lívia é uma grande mulher, uma grande amiga, e um exempleo a ser seguido! Só quem a conhece de perto sabe o que estou falando! Saber de toda sua história e poder ver a maneira com que ela lida com tudo isso, a sua vontade de viver, é realmente algo indescritivel! Que todos nós tenhamos uma dose de Lívia na vida, para encararmos de frente os problemas da vida, sejam eles na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza! Parabéns Lívia, que Deus continue te abençoando grandemente, nós oramos e torcemos por você! Um grande beijo!

  • Cruiff Pinto

    Obrigado Livia pelo seu relato. Nos mostra o qto somos pequenos frente ao universo.

  • Deisiane Sales

    Uma dose de Livia por favor !!
    Livia obg por compartilhar sua história e por motivar todas aquelas mulheres que passam por está situação, você com sua coragem e fé nos mostrou que tudo é possível só basta acreditar. Um grande Abraço. Deus te abençoe.