Santini & Trio

Santini & Trio vence o Prêmio Caymmi de Música

Feira de Santana foi destacada no Prêmio Caymmi de música, que pode ser considerada a principal premiação da música baiana na atualidade. Concorrendo com iniciativas musicais de todo o estado, o grupo feirense Santini & Trio foi vencedor na categoria “Melhor Banda”. O prêmio de melhor instrumentista também veio para Feira de Santana, entregue ao baterista Flaviano Gallo (integrante do Santini & Trio).   Integram o grupo o guitarrista Rony Santini, o baterista Flaviano Gallo, o pianista e acordeonista Rogério Ferrer e o baixista Anderson Silva.   Um orgulho para quem é feirense e (re)conhece a qualidade da nossa música

Justiniano entra com Mandado de Segurança contra José Ronaldo

Está no portal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) um pedido de Mandado de Segurança impetrado pelo vereador eleito e atual secretário de Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Justiniano França. Justiniano, através da advogada Lady Daiane da Silva, alega ter pedido exoneração do cargo, tendo sido a solicitação indeferida pela Prefeito Municipal José Ronaldo. O pedido de liminar já foi julgado pelo Juiz Gustavo Rubens Hungria, que deu o prazo de 5 dias para que o Prefeito exonere o Secretário, sob pena de multa de R$1.000,00 mil reais: Veja aqui a decisão na íntegra! Fontes

Estrada Feira-Serrinha

Viagem entre Feira e Serrinha segue como calvário

Apenas 65 quilômetros separam Feira de Santana de Serrinha através da BR 116 Norte. O intercâmbio entre as duas cidades é intenso: muita gente sai daquela cidade para fazer compras e acessar serviços por aqui, em função dos preços mais em conta; outros buscam atendimento especializado na área de saúde; há aqueles que residem numa cidade e trabalham na outra, robustecendo o fluxo entre as duas localidades; estudantes de Serrinha são alunos da Uefs e de outras instituições de ensino superior feirenses; e não falta quem resida na Feira de Santana, mas frequente o campus da Uneb lá em Serrinha,

Meia Noite em Feira

Meia noite em Paris Feira

Meia-Noite em Paris é uma das obras primas do mestre Woody Allen. Como de costume, ele narra sobre a vida. Logo após a projeção ficamos com aquele ar de reflexão sobre onde nos encontramos no momento, se gostamos do jeito que estamos vivendo, como nos relacionamos e como devemos encarar algumas realidades. Em certo momento do longa, o personagem Gil (Owen Wilson) faz a seguinte pergunta: “Como esta cidade pode ser tão mágica?”. Gil se encanta por Paris. Enxerga o que aquela cidade pode oferecer. Se sente bem ali, absorve inspiração para seus projetos e o faz refletir, repetidamente, se

Neblina em Feira de Santana

Densos nevoeiros nas manhãs feirenses de inverno

Os dias começam a ficar mais quentes na Feira de Santana. As baixas temperaturas registradas entre junho e julho – coisa rara nesses tempos de tanta discussão sobre aquecimento global – parece que não vão se repetir até o final do inverno. E ontem a serra de São José, envolta em frequentes chuviscos prateados e em névoa constante desde o início do inverno, amanheceu muito nítida, com o verde da vegetação renovada se insinuando e a palidez da rocha refletindo a luz límpida do sol. Quem saiu agasalhado precisou se despir, ajustar-se à temperatura elevada pelo calor vigoroso. Os nevoeiros

Além do “episódio do pó”, Câmara pouco tem o que mostrar

O brasileiro corre o risco de ver, nos próximos dias, um Congresso Nacional pejado de acusados de inúmeros crimes – sobretudo corrupção – eleger, de maneira indireta, o presidente da República que vai arrastar o país até as eleições de 2018. É o que está previsto na Constituição, dizem os doutos, os sábios da República. Alguns desses sábios, inclusive, se arvoram a afirmar – num alucinante surto de genialidade – que eleição direta, conforme muitos exigem, é golpe. Mesmo que seja aprovada uma proposta de emenda constitucional com esse objetivo.

Lembro que, em 2014, a chamada grande mídia exultou quando se exumaram as urnas daquelas eleições: desde 1964 não se elegia Congresso tão conservador, recheado pelas bancadas da bala, do boi, da bíblia e polvilhado por autodeclarados empresários. Os trabalhadores e seus representantes declinaram dramaticamente na Casa. Como se vê hoje, não havia tanto motivo para exaltação. Sobretudo sob a perspectiva criminal: mais de 300 vivem se explicando à Justiça. Em muitos casos, explicam o inexplicável.

“Janeiro começou com vereador preso, prefeito preso, gente tomando posse saído de carceragem de delegacia.”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – hoje preso – era o onipotente presidente dessa Câmara dos Deputados. Sob sua batuta, Dilma Rousseff (PT) e o petismo foram expurgados. Como legado, o usufrutuário aprovou até mesmo uma pretensa reforma política, que, supostamente, tinha o objetivo de aprimorar o sistema eleitoral. Pelo menos era o que se afirmava para o grande público.

Parece que a coisa não deu muito certo. Janeiro começou com vereador preso, prefeito preso, gente tomando posse saído de carceragem de delegacia. Não faltou eleito em viagem ao exterior que, procurado pela polícia, retardou o retorno. Em suma, a festejada “onda azul” – lembram dela? Batizou o avanço conservador que se seguiu ao naufrágio do petismo, mas já foi esquecida – não passou de empulhação, como sempre.

Feira de Santana

Câmara Municipal de Feira de Santana

A Câmara Municipal da Feira de Santana pode ser considerada uma amostra de que, se houve melhora, ainda não foi sentida. Começa pela distribuição das bancadas: quase todo mundo é governista; afora a defesa do prefeito, espera-se pouco desses parlamentares: os elogios protocolares ao chefe do Executivo, alguns ataques ao governo estadual – ao qual fazem oposição – e, no mais, títulos, comendas e declarações de utilidade pública.

A oposição, por minúscula, até dispensa comentários. Mas ninguém poderá acusá-la de estar muito acima da média do legislativo feirense, não. Em pouco mais de um mês acaba o primeiro semestre e, nesses longos meses, nada de útil se extraiu dos debates estéreis que se arrastam das segundas às quartas pela manhã, para desconsolo do eleitor mais informado.

“Alguém, por exemplo, discute o desemprego? A precarização do mercado informal? A pobreza crescente no município que a crise econômica alavanca?”

O fato mais notório – um vereador acusar um suposto assessor parlamentar de lhe oferecer cocaína – até produz uma manchete apelativa, mas não é exatamente um tema relevante numa cidade que bordeja os 600 mil habitantes. Figura mais como algo pitoresco, inusitado, folclórico até, num legislativo que não tem lá grandes contribuições a apresentar.

Alguém, por exemplo, discute o desemprego? A precarização do mercado informal? A pobreza crescente no município que a crise econômica alavanca? Isso para ficar só nos temas econômicos. Que dizer da expansão urbana sem planejamento, dos indicadores da Educação Básica, do péssimo atendimento no sistema de saúde? Pelo jeito, são temas que não dizem respeito à Câmara Municipal.

Quem discute isso é um ou outro profissional de imprensa, visto como amargurado ou radical de esquerda. A imprensa, todavia, não pode – e nem deve – assumir um papel que cabe ao Legislativo.


Sobre o (a) autor (a):

  • Matheus Barros

    Parabéns pela matéria… Jornalismo se faz com críticas, auto críticas e posicionamentos.