Festival de Samba de Feira de Santana

Feira de Santana terá seu primeiro Festival de Samba

O Coletivo Unidos Pelo Samba promove entre os dias 2 e 9 de dezembro o I Festival de Samba de Feira de Santana. O evento visa promover diálogos e experiências de valorização e reconhecimento do samba na cidade, além de comemorar o Dia do Samba (2 de dezembro). Pela primeira vez receberá esse tipo de evento, reunindo experiências e vivências de compositores, sambistas e admiradores do samba com o público em geral. Na programação, rodas de samba e rodas de conversa que acontecerão no Mercado de Arte Popular (MAP) e em outros pontos da cidade. De acordo com o cantor

Feira Noise Festival

Feira Noise começa nesta quinta

Começa nesta quinta-feira (24) e prossegue até o próximo domingo (26), a sétima edição do Festival Feira Noise. O evento é promovido pelo Feira Coletivo Cultural e contará com apresentações musicais de artistas de todo o Brasil,  além de espetáculos de dança, rodas de conversa, intervenções de artes visuais e outras atividades. Maior festival independente da Bahia, o Feira Noise será aberto na quinta, às 19 horas, no teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim, com a palestra Delírios Utópicos, proferida pelo teórico da contracultura e pensador contemporâneo Cláudio Prado, colunista da Mídia Ninja. Também teremos no primeiro dia do

Roberto Kuelho

Roberto Kuelho ganha Prêmio Palco MP3 com CD Sense Bulir

Um ano após o lançamento do CD Sense Bulir, o cantor Roberto Kuelho colhe frutos de seu trabalho. O artista baiano, e feirense, é um dos ganhadores do Prêmio Palco MP3 na categoria “Word Music”. O prêmio é uma realização do Palco MP3, o maior portal de música independente do Brasil. Entre as músicas em destaque no site estão “Nem precisa ser amor” e “Bem no Auge”, que foi ouvida mais de 115 mil vezes. “Esse prêmio nos deixa feliz por ser os primeiros resultado de um trabalho feito com carinho. Mostra que nosso som está encontrando as pessoas certas”,

Ciro Gomes

A palestra completa de Ciro Gomes em Feira de Santana

O presidenciável, ex-ministro dos governos Itamar Franco, Lula e Dilma, um dos criadores do Plano Real e ex-Governador do Ceará, Ciro Gomes, esteve em Feira de Santana no dia 1 de novembro, palestrando na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Na oportunidade, respondeu a perguntas de alunos e professores da Universidade. Veja o evento na íntegra:  

Homicídios em Feira de Santana

Homicídios mais que dobraram em 20 anos em Feira

No dia 05 de julho de 1997 o extinto jornal Feira Hoje, diário que circulava aqui na Feira de Santana, divulgou um balanço da violência no primeiro semestre daquele ano. Comparando com o ano anterior, houve elevação: foram 77 homicídios e três latrocínios na primeira metade do ano; em 1996, os números foram mais favoráveis: 67 homicídios e quatro latrocínios. Na soma, 80 mortes violentas no primeiro semestre de 1997 e 71 no mesmo período do ano anterior. O levantamento também informava sobre as mortes em supostos confrontos com a polícia: foram 29 em 1996 e, no ano seguinte, o

Desigualdade no rural feirense cresce há décadas

Ano passado o Brasil deveria ter realizado o seu Censo Agropecuário. É que o último aconteceu em 2006 e, como a periodicidade costuma ser decenal, todos estimavam que aconteceria em 2016. Três fatores essenciais atrapalharam o cronograma: a crise econômica, o consequente arrocho nas contas públicas e a crise política que resultou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). Ficou para 2017, conforme se noticia, com as tratativas já em andamento.

Dizem que, estranhamente, muitos itens que ajudam a traçar o perfil do Brasil rural foram removidos do questionário, sob a justificativa da redução de custos. São exatamente as informações que mapeiam a pequena agricultura e ajudam a traçar o perfil social do campo brasileiro. É que, para a gente do mandatário de Tietê, Michel Temer, o que conta é o agronegócio.

Caso a manobra se confirme, será um desastre. Afinal, as informações censitárias são fundamentais para se pensar e propor políticas públicas para o campo. Como pensar o rural sem informações consistentes? Dilemas do gênero, pelo visto, não integram as preocupações do emedebismo. Mas deveriam inquietar a sociedade.

No geral, as condições de vida no campo são muito mais difíceis para quem é pobre, inclusive em relação aos pobres que moram nas cidades. Não se trata de novidade. Estão aí bateladas de estatísticas para confirmar, inclusive aqui na Feira de Santana. Algumas informações, coletadas em censos anteriores, são alarmantes.

Desigualdade

Desigualdade Rural em Feira

Um exemplo: em 2006, sete propriedades – ou 0,08% do total desses estabelecimentos – detinham impressionantes 4,9 mil hectares no município. Essa área representa 8,12% de toda a terra disponível na Feira de Santana. Por outro lado, 5.829 propriedades – ou 65% do total – ficavam com apenas 7,46% das terras existentes. Esses números traduzem a imensa desigualdade no meio rural feirense, ignorada pela maioria da população.

Aplicado ao meio rural, o Índice de Gini reflete essas desigualdades. No rural feirense, o indicador era altíssimo em 2006: 0,851. Quanto mais próximo de um, maior é a concentração de renda; quanto mais baixo, menor. Comparando com o meio urbano, por exemplo, percebe-se a imensa distorção: no conjunto da cidade, o índice era de 0,612 em 2010.

“O mais alarmante é que o indicador vem se elevando ao longo das décadas”.

O mais alarmante é que o indicador vem se elevando ao longo das décadas: em 1996, era menor: 0,844; onze anos antes, em 1985, a concentração era ainda mais baixa: 0,822; No levantamento anterior, em 1980, idem: alcançou 0,807; em 1950, período ainda mais remoto, não passava de 0,699; e na década de 1940, menos ainda: 0,682.

Todas as informações integram dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Para esse artigo, foram extraídos do site do Projeto Geografar, da Ufba. É claro que sempre se pode alegar inconsistência nos dados, eventuais mudanças de metodologia e outros aspectos que, sem dúvida, podem produzir distorções nas comparações por períodos longos. Mas é indiscutível que os números exigem uma maior compreensão sobre a realidade rural feirense.

Êxodo

Êxodo Rural em Feira de Santana

É possível que o êxodo ajude a explicar o fenômeno: muita gente foi deixando o campo ao longo das décadas, em busca de melhores condições de vida na cidade. O pouco que tinham foi sendo vendido para quem ficava – principalmente os fazendeiros e grandes proprietários – o que, aos poucos, foi favorecendo a concentração.

“Quem fica cada vez mais pobre, obviamente tende a migrar.”

Essa é apenas uma hipótese. Outra, é que as adversas condições climáticas foram tornando mais pobre quem já era pobre, enquanto aqueles mais afortunados foram se adaptando melhor às dificuldades. É algo que também exige estudos para se confirmar, ou não. Quem fica cada vez mais pobre, obviamente tende a migrar.

De qualquer forma, é um retrocesso desprezar a dimensão social no censo agropecuário que se aproxima. É a partir dos dados que ele oferece que se estabelecem parâmetros para a elaboração de políticas públicas. Ajudam a reforçar a voz dos que vivem excluídos, adicionalmente penalizados pela invisibilidade da vida rural.

 

Fotos: ASCOM/PMFS


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