União Médica

Crianças feirenses com Câncer recebem presente único

É muito comum que pessoas diagnosticadas com câncer tenham uma mudança grave em seu estilo de vida. O tratamento envolve desgastes físicos e emocionais significativos, exigindo um esforço pessoal e familiar fora do comum. No caso das crianças com câncer, a dificuldade se aprofunda, já que a infância é um período fundamental para o desenvolvimento da personalidade e do caráter de todo indivíduo. Nesse sentido, o ambiente familiar e social saudável torna-se imprescindível para compensar as dificuldades trazidas pela doença. A criança com câncer não pode ser menos criança: deve ter acesso a diversões, brincadeiras, atenção e inventividade próprios da

SAMU

Trote para o SAMU terá multa em Feira

O Governo Municipal sancionou a Lei 3.761, de 9 de outubro de 2017, que dispõe sobre a imputação de multas para os praticantes de trotes contra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU. Veja alguns artigos da Lei: Art. 1º – Fica passível de multa os proprietários de linhas telefônicas cujos aparelhos sejam utilizados para a prática de trotes contra o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Art. 2º – Identificando o número do telefone do infrator, este será encaminhado pelo SAMU através de um relatório às respectivas empresas telefônicas para que as mesmas forneçam os nomes

Desemprego em Feira de Santana

Emprego em Feira pode alcançar quarto ano de saldo negativo

Semana passada houve um festivo balanço sobre o desempenho da economia brasileira nos oito primeiros meses do ano. Em meio aos confetes, às autocongratulações, ao otimismo acerca do futuro redentor, alguém ponderou que é precoce assegurar que o pior já passou para o mercado de trabalho. Mas a advertência se perdeu em meio à algazarra que busca sufocar os vexatórios escândalos de corrupção que, a cada semana, ganham um novo capítulo, envolvendo Michel Temer (PMDB-SP), o mandatário de Tietê, e sua retaguarda palaciana. O raciocínio é oportuno, conforme uma análise superficial sobre os números mais recentes atesta. Embora registre tênue

Ensino Religioso

Escola sem partido, mas com religião

Quando criança, assisti às inevitáveis aulas de religião na escola. A professora era uma espécie de beata, muito afável e risonha, que frequentava a igreja católica ali do Alto do Cruzeiro, nas imediações do Sobradinho. Naqueles tempos, boa parte da população era católica. Eu próprio tive formação católica: assim, embora não me recorde mais do conteúdo das aulas, lembro que aquilo não me causava estranhamento. Tudo mudou quando cheguei à antiga sétima série, noutra escola: autoritária e intolerante, a professora provocava estranhamento e, não raras vezes, ojeriza à classe. Cavoucando a memória, recordo de uma freira que, uma vez por

Eliana Lima

Entrevista com Eliana Lima [Feirenses TV]

A Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana – nasceu da necessidade de despertar os dirigentes de instâncias públicas, privadas e filantrópicas para a importância de implementar políticas públicas do livro e da leitura na sociedade, e assim possibilitar o acesso de pessoas das diversas esferas sociais ao universo da leitura e das realizações culturais. A Feira já se consolidou como um evento importante para reunião de pessoas em torno da arte, da cultura e do entretenimento. Ela vem se constituindo como uma ação sociocultural que visa a potencializar a formação do leitor de todas

Entrevista com Clóvis Ramaiana [Feirenses TV]

Clóvis Ramaiana é um dos mais aguçados analistas da realidade cultural de Feira de Santana. Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Doutor em História pela UnB, Clóvis descreve-se de forma peculiar: “Nasci em Feira de Santana, sertão da Bahia. Mas o nascimento cultural, aquele que comecei a me fazer com minhas mãos, foi na sertaneja cidade de Tanquinho. Ali produzi a minha pré-graduação com as cantigas da passarinhada, ao sabor da chuva boa, ouvindo narrativas de mil narradores talentosos, com o cheiro do requeijão fresco, vendo boi-roubado, samba-de-roda, bata-de-feijão. Sou sertanejo de um lugar/Tanquinho!”.

Clóvis graduou-se em História pela UEFS e realizou seu mestrado na Universidade Federal da Bahia, dando o seguinte título à dissertação: “De empório a Princesa do Sertão: utopias civilizadoras em Feira de Santana (1893-1937)”. No Doutorado, Feira volta a ser tema do pesquisador, num estudo sobre a cidade entre as décadas de 1920 e 1960. O trabalho tornou-se tão importante para quem pesquisa Feira de Santana, que Clóvis foi um dos vencedores do prêmio Prêmio Katia Mattoso de História da Bahia, que editou a tese em um livro.

“Gosto de pesquisar cidades, de me perder por elas, as relações entre literatura e história, a poesia como forma narradora, o sertão como imenso mundo a ser transformado.”

A tese “Canções da cidade amanhecente: urbanização, memórias e silenciamentos em Feira de Santana, 1920-1960” trata da urbanização de Feira de Santana entre os anos de 1920 e 1960, percebida pela relação entre memória e esquecimento. Esse, aliás, é um tema muito abordado por Clóvis em suas análises sobre a cultura local: o pouco apreço feirense à preservação de suas raízes históricas.

Para ele, o que chama de “culto ao Deus progresso” é uma das razões da repressão à autenticidade histórica do município. Clóvis vê uma Feira que, embora se proclame urbana, possui ricas manifestações rurais, que não são necessariamente assumidas nos discursos oficiais e nas prioridades políticas.

Clóvis Frederico Ramaiana Moraes falou à Feirenses TV, com toda poesia e perspicácia que lhe é peculiar. Imperdível:

 

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