De arrepiar! O novo clipe da banda feirense Calafrio

A banda feirense Calafrio acaba de lançar seu novo clipe, “A mão Pesada do Destino”, uma produção cinematográfica de primeiríssima qualidade, que pode ser comparada a clipes produzidos para o mercado nacional – mesmo sendo uma produção independente. A Calafrio é uma banda com 11 anos de estrada e três discos lançados (“Ácido Céu”, “Para Ambos os Lábios” e “Bater de Frente”). Após algumas mudanças em sua composição hoje conta com Pedro Patrocínio (Guitarra e Vocal), Siddhartha Gautama (Vocal e Guitarra), Robson Sousa (Bateria) e Bruno Mendes (Baixo). O clipe foi gravado em um dos mais tradicionais redutos da boemia feirense, o

Raimundo de Oliveira

Raimundo de Oliveira: o pintor feirense que expôs em Paris e Nova York

“O profeta Raimundo, grande da pintura brasileira, carregado de drama, de solidão e de pecado, é no entanto o mais alegre e terno, o mais puro e numeroso, jamais sozinho pois sua palavra é de solidariedade e sua mensagem é o amor entre os seres humanos, é a alegria fluindo dos pincéis e de seu coração. É o profeta de Feira de Sant’Ana, lá vem montado em seu jumento e vai levar sua carga de amor aos confins do mundo”. Assim o escritor Jorge Amado descreveu o artista feirense Raimundo Falcão de Oliveira, um dos maiores nomes das artes plásticas

Santini & Trio

Santini & Trio vence o Prêmio Caymmi de Música

Feira de Santana foi destacada no Prêmio Caymmi de música, que pode ser considerada a principal premiação da música baiana na atualidade. Concorrendo com iniciativas musicais de todo o estado, o grupo feirense Santini & Trio foi vencedor na categoria “Melhor Banda”. O prêmio de melhor instrumentista também veio para Feira de Santana, entregue ao baterista Flaviano Gallo (integrante do Santini & Trio).   Integram o grupo o guitarrista Rony Santini, o baterista Flaviano Gallo, o pianista e acordeonista Rogério Ferrer e o baixista Anderson Silva.   Um orgulho para quem é feirense e (re)conhece a qualidade da nossa música

Justiniano entra com Mandado de Segurança contra José Ronaldo

Está no portal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) um pedido de Mandado de Segurança impetrado pelo vereador eleito e atual secretário de Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, Justiniano França. Justiniano, através da advogada Lady Daiane da Silva, alega ter pedido exoneração do cargo, tendo sido a solicitação indeferida pela Prefeito Municipal José Ronaldo. O pedido de liminar já foi julgado pelo Juiz Gustavo Rubens Hungria, que deu o prazo de 5 dias para que o Prefeito exonere o Secretário, sob pena de multa de R$1.000,00 mil reais: Veja aqui a decisão na íntegra! Fontes

Estrada Feira-Serrinha

Viagem entre Feira e Serrinha segue como calvário

Apenas 65 quilômetros separam Feira de Santana de Serrinha através da BR 116 Norte. O intercâmbio entre as duas cidades é intenso: muita gente sai daquela cidade para fazer compras e acessar serviços por aqui, em função dos preços mais em conta; outros buscam atendimento especializado na área de saúde; há aqueles que residem numa cidade e trabalham na outra, robustecendo o fluxo entre as duas localidades; estudantes de Serrinha são alunos da Uefs e de outras instituições de ensino superior feirenses; e não falta quem resida na Feira de Santana, mas frequente o campus da Uneb lá em Serrinha,

19 de março sem esperança de chuva

O dia 19 de março, dia de São José no calendário católico, aproxima-se sem grande expectativa do agricultor familiar. No imaginário popular, essa é a data-limite que marca o início do inverno sertanejo. Caso não chova até aí – e, pelo jeito, tudo indica que não vai chover, pelo menos na região – o inverno tende a frustrar-se mais uma vez; as esperanças de dias mais fartos adiam-se para meados do ano – outubro em diante – quando recomeça o hipotético ciclo de trovoadas. A partir daqui o que se tem é a chuva miúda que não abastece reservatórios.

Descontando a chuva intensa que despencou durante o Carnaval, numa única tarde, não chove forte há muito tempo na Feira de Santana. As manhãs têm sido sufocantes; as tardes, abrasadoras; nuvens se avolumam, algumas azuladas, mas o vento empurra para distante. A partir de novembro, o calor foi intenso, insuportável, mesmo para os padrões locais. Mas nada da chuva redentora.

Nem é preciso circular, procurar o campo, afastar-se para a zona rural, para constatar os efeitos da severa estiagem. As árvores – mesmo aquelas forjadas para os rigores do agreste – perderam parte de sua imponência; a grama padece, seca e sem cor, nas raras áreas verdes da cidade. Tudo sob o sol implacável que ressurge todos os dias, inclemente.

“Os reservatórios se esgotam, restando as bordas ressequidas que circundam um líquido escurecido, pastoso.”

A zona rural padece sob rigor singular. Os reservatórios se esgotam, restando as bordas ressequidas que circundam um líquido escurecido, pastoso; os pastos extinguiram-se: resta a capoeira encarrascada, pontuada pelos juremais inextrincáveis; sobram poucas crias dos rebanhos, solitárias, teimando em pastar poeira; e nem vestígio das plantações viçosas que, antes, se estendiam pelas campinas modestas dos minifúndios.

Animado e desenvolto nas épocas de fartura, o sertanejo circula cabisbaixo, silencioso. Ali pelo Centro de Abastecimento, é comum encontrar magotes deles, sérios, comentando as agruras recentes; poucos se animam a fazer projeções, já que a estiagem infindável quebrou o ânimo de todos, até das previsões otimistas que alimentavam as esperanças de dias melhores.

E se não chover?

São José

O dia de São José, 19 de março, é a data limite para a chuva anunciar um inverno de fartura.

Faz tempo que, na Feira de Santana, não se atravessa um inverno de verdade. Anos atrás caíram chuvas, mas eram aquelas precipitações que ajudavam mais a reforçar os reservatórios que, propriamente, a assegurar o inverno regular, com intervalos adequados de plantio e colheita. Isso empobreceu o homem do campo, que trabalha e se empenha, mas vê seus esforços malogrados.

No momento, as previsões são pessimistas: chuvas intensas não devem ocorrer até maio, quando se encerra o período das trovoadas, das chuvas fortes. Péssimo para a agricultura familiar, para o camponês pobre, mas também para a economia do município, para o pequeno comércio, sobretudo aquele do Centro de Abastecimento e imediações. A ciência do homem, às vésperas do dia de São José, constrange a esperança de um inverno imediato.

“Apesar da estiagem histórica, o drama do nordestino só ganha espaço quando falam as bonitinhas da previsão do tempo.”

Apesar da estiagem histórica, o drama do nordestino só ganha espaço quando falam as bonitinhas da previsão do tempo. Mas só naqueles mapas coloridos, anódinos, inexpressivos. Uma ou outra matéria mostra as cenas clássicas da caatinga ressequida, dos sertanejos à cata de água. É o clichê habitual, ao qual o telespectador já está acostumado.

Nos últimos dias o controverso governo Michel Temer (PMDB-SP) anunciou, com estardalhaço, a conclusão de um trecho da transposição do rio São Francisco até a Paraíba, que beneficia sobretudo o agronegócio. Mas ficou nisso: nada de falar da degradação do rio, de ações perenes de convivência com a seca, de iniciativas articuladas com os estados.

Há décadas se fala da necessidade de se discutir, de forma articulada, o fenômeno das secas e a busca por soluções conjuntas. A recente estiagem – tida como a mais intensa de todos os tempos – constitui uma excelente oportunidade para se dar um primeiro passo mas, pelo jeito, vai ficar tudo como está. Afinal, a República nunca tem tempo para pensar no semiárido…


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